Ibovespa sobe 0,77% e fecha em 155 mil pontos, um novo recorde

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O Ibovespa emplacou sua 14ª sessão consecutiva de alta nesta segunda-feira (10), impulsionado pelo viés positivo no exterior, e renovou suas máximas históricas.

O índice de referência da bolsa brasileira subiu 0,77%, para 155.257,31 pontos, o novo topo histórico de fechamento. Durante o pregão, o Ibovespa também alcançou um novo recorde intradia, aos 155.601,15 pontos.

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Fonte: Google Finance

A longa sequência de 14 altas é a maior registrada desde a série de 15 ganhos consecutivos ocorrida entre maio e junho de 1994, há mais de 31 anos. O volume financeiro do pregão desta segunda-feira somou R$ 22,1 bilhões.

Otimismo externo com o fim do "shutdown"

A performance dos mercados no exterior, que reverberou na bolsa paulista, teve como principal catalisador a perspectiva mais firme do fim da paralisação ("shutdown") do governo norte-americano. No domingo, o Senado dos EUA avançou com uma medida que busca encerrar o "shutdown", que já dura 40 dias.

A paralisação vinha congelando a divulgação de indicadores econômicos cruciais, o que, segundo analistas, dificultava a análise do Federal Reserve sobre a política monetária. Com a notícia de um fim próximo para o impasse, o apetite por risco foi renovado.

Em Wall Street, o S&P 500 fechou em alta de 1,54%, apoiado também pela recuperação de ações de tecnologia e inteligência artificial, como Nvidia e Palantir, que haviam sofrido com temores de sobrevalorização na semana anterior.

Foco em balanços e agenda da semana no Brasil

No Brasil, o pregão também foi de expectativa para o início de uma semana cheia na temporada de balanços. Os investidores aguardam os números de Braskem (BRKM5), Azzas 2154 (AZZA3), Natura (NATU3), MBRF (MBRF3) e Sabesp (SBSP3), todos previstos para após o fechamento desta segunda-feira.

Na terça-feira, a agenda continua carregada, com os balanços do BTG Pactual (BPAC11) e da Porto Seguro (PSSA3) antes da abertura do mercado. No calendário macroeconômico, as atenções se voltam para a divulgação da ata da última reunião do Copom e para o IPCA de outubro, ambos na terça-feira.

Desempenho dos pesos-pesados: Bancos, Vale e Petrobras

O setor bancário, de grande peso no índice, teve um dia majoritariamente positivo. O Bradesco (BBDC4) foi o destaque, fechando em alta de 1,87%, a R$ 19,08, e registrando suas máximas desde janeiro de 2020.

A ação amplia a forte recuperação no ano, que já chega a 81,16%, com analistas citando uma melhora consistente na rentabilidade do banco.

O BTG Pactual (BPAC11), que divulga seu balanço na terça-feira, subiu 1,23% na expectativa dos números. O Itaú Unibanco (ITUB4) avançou 0,67% e o Santander (SANB11) valorizou-se 0,8%. Na contramão, o Banco do Brasil (BBAS3), que reporta seu balanço no final da quarta-feira, caiu 0,48%.

A Vale (VALE3) fechou em alta de 0,66%, mesmo com a queda dos futuros do minério de ferro na China.

As ações foram sustentadas por declarações do presidente-executivo da mineradora, Gustavo Pimenta, que afirmou à Reuters que a Vale se prepara para atender um salto na demanda por minério de ferro vinda da Índia e que a companhia está em "momento muito bom do ponto de vista operacional".

A Petrobras (PETR4) encerrou com alta de 0,56%, acompanhando o avanço dos preços do petróleo no exterior, onde o barril Brent fechou com elevação de 0,7%.

Varejo, MBRF e outros destaques corporativos

No varejo, a Lojas Renner (LREN3) avançou 3,94%, em um movimento de recuperação após duas quedas seguidas que acumularam uma perda de 9,77%, após a divulgação de seu balanço na semana passada.

A Localiza (RENT3) também se recuperou de duas quedas e subiu 2,89%; a empresa divulga seus resultados na próxima quinta-feira.

As ações da MBRF (MBRF3) avançaram 2,85%, ampliando a forte alta de 5,86% da última sexta-feira. O otimismo com a empresa, que divulga balanço hoje, é alimentado também pela notícia de que a China suspendeu a proibição de importação de carne de frango brasileira.

Na ponta oposta, a Natura (NATU3) caiu 1,6% antes da divulgação de seu balanço; analistas do JPMorgan reiteraram recomendação neutra, avaliando que as tendências de curto prazo devem continuar fracas.

Fim da linha: Oi (OIBR3) tem falência decretada e ações colapsam

O grande destaque negativo do dia, no entanto, veio da Oi (OIBR3). As ações da companhia, que não fazem parte do Ibovespa, desabaram após a operadora de telecomunicações divulgar que a Justiça do Rio de Janeiro converteu seu longo processo de recuperação judicial em falência.

A notícia, que representa o fim da linha para a empresa como é conhecida hoje, provocou um colapso imediato nos preços dos papéis. As ações ordinárias (OIBR3) caíram 35,71%, fechando a R$ 0,18, enquanto as preferenciais (OIBR4) afundaram 47,85%, a R$ 2,43.

A B3 suspendeu as negociações dos papéis da operadora a partir das 14h58, logo após a divulgação do fato relevante. A conversão da recuperação judicial em falência é o pior cenário para os acionistas, pois na prática significa que os ativos da empresa serão liquidados para pagar os credores, e o valor de tela das ações tende a zero.

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