Ibovespa recupera 155 mil pontos; dólar cai a R$ 5,37 com fluxo estrangeiro recorde

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O Ibovespa emendou sua segunda alta consecutiva nesta terça-feira (25), avançando 0,41% e encerrando o pregão aos 155.910,18 pontos. O ganho de mais de 630 pontos sinaliza uma tentativa de recuperação do índice, após uma sequência negativa de sete quedas nas oito sessões anteriores.

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O movimento de alívio também se estendeu aos juros futuros (DIs), que mantiveram a tendência de queda dos últimos dias e fecharam em baixa por toda a curva.

O dia foi marcado por um cenário externo favorável, com Wall Street em alta e expectativas renovadas de cortes de juros nos EUA, enquanto no Brasil as atenções se voltaram para as declarações do presidente do Banco Central no Senado.

Wall Street sobe com aposta em corte de juros pelo Fed

A recuperação no Ibovespa coincidiu com o movimento positivo em Wall Street, onde os principais índices terminaram com altas confortáveis. O mercado reagiu à divulgação de dados econômicos que podem apoiar o Federal Reserve para um novo corte de juros já na reunião de dezembro.

As vendas no varejo dos EUA ficaram abaixo das expectativas em setembro, indicando uma contração do consumidor e deterioração da confiança na economia. Embora os dados sejam defasados, eles reforçam a tese de desaceleração.

Já o índice de preços ao produtor (PPI) subiu 0,3% em setembro, em linha com o esperado. A combinação de atividade mais fraca e inflação controlada fez as apostas de corte de juros dispararem.

"Antes de sexta-feira, tínhamos 40% de chance de um corte. Agora, essa chance subiu para 80%", disse Ron Albahary, diretor da LNW, à CNBC. O mercado vê a narrativa caminhando para um corte em 10 de dezembro, o que pode impulsionar um rali de fim de ano.

Galípolo no Senado: Meta de inflação e cenário de juros

No cenário doméstico, o destaque foi a participação do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em audiência no Senado. Galípolo foi enfático ao reafirmar que o BC deve perseguir o centro da meta de inflação de 3%, e não a banda superior.

No entanto, ele reconheceu que, pelas projeções atuais do boletim Focus, a autoridade monetária não conseguirá entregar a inflação na meta. "Eu vou passar meu mandato inteiro sem cumprir a meta de inflação", admitiu o presidente do BC.

Apesar do cenário desafiador para os preços, o diretor de Política Monetária, Nilton David, trouxe um tom mais brando sobre os juros. Ele afirmou que um novo aumento da taxa Selic "não faz parte do cenário-base" da autarquia.

Segundo David, o ciclo de alta de juros ficou para trás, e a questão agora é entender quando será possível iniciar o processo de corte da taxa básica.

Destaques do pregão: Vale e bancos sobem; Petrobras cai

O cenário positivo impulsionou a maioria dos setores na bolsa brasileira. A Vale (VALE3) subiu 0,78%, contribuindo para a alta do índice. O setor financeiro também teve um dia forte, com todos os grandes bancos no azul.

O Bradesco (BBDC4) liderou os ganhos entre os pares, com alta de 0,80%. O varejo também acompanhou o otimismo, de olho na Black Friday, com as Lojas Renner (LREN3) avançando 0,86%.

A Ecorodovias (ECOR3) foi um dos destaques de alta, ganhando 3,36%. O movimento ocorreu após a Artesp reconhecer o desequilíbrio econômico na concessão Ecopistas, decorrente da pandemia, o que é visto como positivo pela XP.

Na ponta negativa, a Petrobras (PETR4) caiu 0,80%, pressionada pela queda do petróleo internacional diante de notícias sobre um possível fim da guerra na Ucrânia. As petroleiras juniores, como PRIO (PRIO3), também sofreram, caindo 2,65%.

A MBRF (MBRF3) perdeu 3,27%, mesmo com planos de expansão de vendas para o Natal. A Embraer (EMBJ3) oscilou e fechou com leve baixa de 0,33%, mas ainda acumula alta expressiva no ano.

Dólar recua a R$ 5,37 com fluxo de investimento superando 2024

O dólar comercial encerrou a sessão desta terça-feira em baixa de 0,35%, cotado a R$ 5,376 na venda. A moeda americana segue em trajetória de desvalorização frente ao real, impulsionada por dados que confirmam a entrada robusta de capital no país.

O Banco Central informou que os investimentos diretos no país (IDP) acumulados até outubro deste ano já superaram o total registrado em todo o ano de 2024. Esse volume de entrada de dólares via conta de capital aumenta a oferta da moeda no mercado local, pressionando a cotação para baixo.

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Fonte: Google Finance

O governo mantém a expectativa de que esses investimentos alcancem um recorde histórico em 2025. Esse fluxo estrutural serve como um colchão de liquidez importante para o real.

No front externo, a moeda americana perdeu força globalmente. A divulgação de vendas no varejo mais fracas nos EUA elevou as apostas de um corte de juros pelo Federal Reserve em dezembro para 80%.

Com a perspectiva de juros menores na maior economia do mundo, o dólar tende a se enfraquecer frente a divisas de emergentes, movimento que foi amplificado pela alta das commodities no dia.

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