Alta da Selic não ajuda ações de mercado de capitais, mas estas podem subir - BTG
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Investing.com – Com a decisão de Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central de elevar a taxa de juros básica da economia brasileira (Selic) e indicativos de que as próximas reuniões trarão novos aumentos, o ciclo de aperto no Brasil não ajuda as ações do mercado de capitais, mas algumas companhias ainda possuem perspectivas positivas, segundo o BTG (BVMF:BPAC11).
Em relatório divulgado a clientes e ao mercado, o banco indicou suas prioridades no setor. Entre as large caps, prefere XP (BVMF:XPBR31) ao B3 (BVMF:B3SA3) e, entre small caps, a preferência é por BR Partners (BVMF:BRBI11) e Vinci em vez de PAX, esta última rebaixada para neutra.
O cenário de percepção de continuidade de alta nos juros resultou em queda nas ações de empresas como XP, B3 e PAX em torno de 24% no acumulado do ano.
“Ao todo, a fraqueza nas ações XP e B3 nos últimos 4-5 pregões sugere que o macro mais fraco é muito mais importante do que o micro neste momento”, entendem os analistas.
A expectativa é de que as empresas preferidas possam adequar suas operações para entregar resultados favoráveis quando as taxas subirem, indo ao lado favorável do ciclo.
“Parece haver consenso agora de que a taxa Selic atingirá 12% no início de 2025, embora as taxas de longo prazo indiquem que o ciclo poderá aumentar ainda mais se o governo não consegue controlar seus gastos”, completa o BTG.
As indicações são neutras para B3, com preço-alvo de R$14,5, e Patria, a US$13. O BTG possui recomendação de compra para XP, com alvo de US$24, Vinci, a US$13, e BR Partners, a R$21.
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