Analistas de Wall Street estão elevando as metas de preço das ações das empresas de semicondutores Intel, AMD e Micron, com a chegada da temporada de balanços.
O foco dos aumentos está nos preços da memória, nas vendas de servidores, no progresso das fundições e na quantidade de produtos que essas empresas realmente conseguirão entregar em 2026.
Primeiro, foi o Bank of America que elevou seu preço-alvo para as Micron de US$ 300 para US$ 400. O analista Vivek Arya mantém a recomendação de compra para as ações e afirmou que o novo preço-alvo representa um potencial de valorização de cerca de 16%. As ações da Micron (MU) subiram quase 264% nos últimos 12 meses, impulsionadas pelo aumento dos preços da memória e pela oferta limitada no mercado de chips.
Vivek apontou o aumento dos preços à vista da DRAM como um fator chave. Ele escreveu: "Nas últimas semanas, os preços à vista etractanto para DRAM quanto para NAND têm sido excepcionalmentetron". Ele acrescentou que os preços no curto prazo parecem agressivos, mas disse que essa força deve se manter até o primeiro trimestre de 2026, antes de desacelerar, embora ainda crescendo, no segundo trimestre.
Vivek afirmou que os gastos disciplinados da Samsung estão ajudando a manter a oferta restrita. Ele escreveu que:
“Embora a SK Hynix e a Micron tenham planejado aumentos substanciais nos investimentos de capital este ano, alertamos que o espaço disponível em salas limpas no setor continua limitado, e a instalação de equipamentos e a produção em larga escala provavelmente ainda levarão de dois a três anos para acontecer.”
Vivek também afirmou que seu preço-alvo para a Micron é cerca de três vezes maior que sua relação preço/valor patrimonial projetada para o ano civil de 2027, um nível considerado caro pelos padrões históricos, vinculando-o ao atual ciclo de alta do mercado de memória e ao crescimento esperado dos lucros.
Em Wall Street, a Micron continua sendo a favorita, já que, dos 44 analistas tracpela LSEG, 40 recomendam compra ou compratrondas ações, embora a meta média ainda aponte para uma possível queda de 12%.
Enquanto isso, a KeyBanc elevou a recomendação das ações da Intel e da AMD para "acima da média do mercado", aumentando o preço-alvo da Intel para US$ 60, o que implica uma valorização de cerca de 36% em relação ao fechamento de segunda-feira.
As ações da Intel dispararam 129% no último ano. O analista John Vinh afirmou que a Intel já vendeu grande parte de seus processadores para servidores para 2026, visto que a demanda por data centers permanece alta em todo o setor de semicondutores.
Devido a essa demanda, a Intel está considerando aumentar os preços médios de venda em 10% a 15%. John também destacou o progresso nos negócios de fundição da Intel. Ele afirmou que o rendimento do processo 18A da Intel melhorou para mais de 60%.
“Embora não seja a melhor da categoria, já que a TSMC estava com 70% a 80% de rendimento quando lançou a tecnologia de 2nm, e considerando as aspirações da INTC de se tornar a segunda maior fornecedora de semicondutores, um rendimento acima de 60% é significativamente melhor do que o da SF2 na Samsung Foundry, que acreditamos ser inferior a 40%”, disse John.
O analista acrescentou que a Intel já conquistou a Apple como cliente para a tecnologia 18A, que abrange processadores de baixo custo usados em MacBooks e iPads. Ele também afirmou que a Intel e a Apple estão em negociações para usar a tecnologia 14A da Intel em processadores móveis de baixo custo para iPhones.
Ele também afirmou que a Amazon, a Alphabet e a Meta demonstraram interesse nas tecnologias avançadas de embalagem da Intel, o que reforça a demanda pelo setor de semicondutores.
A KeyBanc também elevou seu preço-alvo para as ações da AMD para US$ 270, o que implica uma valorização potencial de cerca de 30%. As ações da AMD subiram 77% no último ano.
John afirmou que a AMD já esgotou grande parte de seus estoques de CPUs para servidores para o ano e que também pode aumentar os preços. Ele prevê que a receita da AMD com GPUs de IA alcance entre US$ 14 bilhões e US$ 15 bilhões este ano, impulsionada pela demanda pelo MI355 no primeiro semestre e por um aumento significativo nas remessas do MI455 no segundo semestre, mantendo a pressão sobre a oferta em todo o mercado de chips.
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