XPML11 vende nove shoppings por R$ 1,6 bilhão; GGRC11 atinge vacância de 0,21%

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O fundo imobiliário XPML11 apresentou um lucro líquido de 44,526 milhões de reais no mês de novembro de 2025. Esse montante foi construído a partir de uma receita total de 54,184 milhões no período, enquanto as despesas operacionais somaram 9,658 milhões de reais.

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Fonte: XPML11

Com base nesse resultado mensal, o fundo destinou aos seus cotistas o valor total de 53,875 milhões. Isso corresponde a um rendimento de 0,92 real por cota para os investidores posicionados na data de corte, mantendo o patamar de retorno resiliente para o setor de varejo de alta renda.

Mesmo com essa distribuição robusta, o fundo encerrou novembro de 2025 com um resultado acumulado não distribuído próximo de 0,39 real por cota. Esse saldo já considera os valores mantidos nos fundos Omni Malls e NeoMall, ambos integralmente controlados pelo veículo principal da XP.

Evolução dos indicadores de vendas e rentabilidade por metro quadrado

Os indicadores operacionais mostraram uma evolução relevante em comparação ao mesmo mês do ano anterior. As vendas por metro quadrado alcançaram 1.849 reais, o que representa um avanço de 5,9% na comparação anual entre o fechamento de 2024 e o de 2025.

O NOI caixa por metro quadrado chegou a 134 reais, registrando um crescimento de 7,2% no período. O Same Store Sales teve alta de 4,5% e o Same Store Rent avançou 2,2%, refletindo a melhora tanto nas vendas nominais quanto nos aluguéis vigentes.

Durante o mês de dezembro, foram realizados os pagamentos das parcelas relacionadas às aquisições de participações em ativos operados pela Syn e Multiplan. Houve ainda a assinatura de um memorando de entendimentos estratégico com o grupo Iguatemi para a gestão de novos ativos.

Reciclagem bilionária de portfólio e venda de nove empreendimentos

O fundo formalizou, em 5 de dezembro de 2025, a venda de participações em nove empreendimentos imobiliários espalhados por diferentes regiões do país. A operação foi realizada com o fundo Atria, veículo utilizado pela gestora Riza para estruturar a aquisição bilionária.

O valor total da venda foi de 1.651.579.978,79 reais, montante que será pago em três parcelas distintas ao longo do cronograma definido em contrato. A transação envolve ativos importantes como 45% do Tietê Plaza Shopping e 15% do Partage Santana Shopping.

A lista de ativos alienados inclui 25% do Campinas Shopping e 20% do Grand Plaza Shopping em Santo André. No Rio de Janeiro, o fundo vendeu a totalidade do Shopping Downtown e 40% do Shopping Metropolitano Barra na capital carioca.

Também foram transferidos 17,5% do Caxias Shopping, 39,99% do Shopping Ponta Negra em Manaus e 14,31% do Bela Vista em Salvador. A gestão vê a operação como um passo decisivo no processo de reciclagem de portfólio para o início de 2026.

GGRC11 encerra 2025 com recorde de cotistas e queda na vacância

Enquanto o setor de shoppings passa por essa reciclagem bilionária de capital, o segmento logístico industrial também demonstra uma maturidade elevada no fechamento do ano. O GGRC11, gerido pela Zagros Capital, finalizou dezembro com números que consolidam sua posição de liderança.

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Relatório gerencial de novembro. Fonte: GGRC11.

O destaque absoluto do mês foi o ingresso de 36.617 novos cotistas na base do fundo imobiliário. Esse movimento marcou o maior ganho mensal de investidores em toda a história do veículo, sinalizando uma forte demanda pela tese industrial e logística da gestora.

Com esse resultado, o fundo deve encerrar o ano de 2025 com mais de 257 mil investidores ativos no mercado secundário da bolsa. O crescimento reflete a confiança do mercado na gestão da Zagros Capital e na resiliência dos galpões logísticos perante a volatilidade macroeconômica.

Redução drástica da ociosidade e recorde de liquidez na B3

Outro marco importante foi a redução da vacância física do portfólio para o nível mínimo histórico em dezembro. Com a venda definitiva do ativo que estava vago na região de Campinas, o fundo encerrou o período com apenas 0,21% de ociosidade em suas áreas locáveis.

Trata-se de uma queda significativa em relação aos 4,08% registrados no mês de novembro. A estratégia de alienar ativos vagos em polos industriais saturados protege a rentabilidade do cotista, eliminando custos de manutenção e condomínio que pesavam no lucro mensal do fundo.

Dezembro também marcou um recorde de liquidez para o fundo no mercado secundário da bolsa brasileira. O volume negociado somou 194,24 milhões de reais no mês, superando os 184,31 milhões de novembro e triplicando os números registrados no primeiro semestre de 2025.

A média diária de negociação atingiu 9,7 milhões de reais, consolidando o fundo entre os veículos mais líquidos da B3. 

A evolução acelerada iniciou-se após a conclusão da décima emissão de cotas em outubro de 2025. A operação elevou o patrimônio líquido do fundo para o patamar de 2,4 bilhões de reais, impulsionando o volume mensal de negociações em 13% em apenas dois meses.

Diversificação do portfólio e projeções de rendimentos para 2026

O ano de 2025 marcou um novo patamar para o GGRC11, que agora conta com 36 ativos imobiliários diversificados geograficamente. A gestão manteve a distribuição mensal de 0,10 real por cota, demonstrando equilíbrio entre crescimento de escala e rentabilidade recorrente.

A administração deve anunciar o guia de rendimentos para o primeiro semestre de 2026 nas próximas semanas de janeiro. A diversificação geográfica em estados como São Paulo, Minas Gerais e Paraná reduz os riscos de dependência de uma única região econômica. 

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