Ciclo de altcoins ainda não começou de fato, diz Sacamone, da OKX

Autor: Investing.com
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Mitrade Team
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Fonte: DepositPhotos

Investing.com – Com foco dos investidores de criptoativos direcionados principalmente para o Bitcoin neste ano, após aprovação dos Exchange Traded Funds (ETFs) à vista nos Estados Unidos como driver do mercado institucional, o período de bull market das altcoins ainda é esperado. O ciclo não começou de fato, na opinião de Guilherme Sacamone, Country Manager do Brasil na OKX, mas ao que tudo indica, deve acontecer.

“Quando a gente olha para esse mercado de altcoins, tem muita oportunidade na mesa. Desde abril desse ano, foram mais de 1 milhão de novos tokens sendo listados. Estamos hoje com seis vezes o volume de tokens sendo negociados em relação ao que vimos no bull market em 2021”, destaca o especialista, que entende haver uma certa poluição no mercado, com tantas opções disponíveis dificultando a escolha do investidor.

“Claro que as principais altcoins, os diferentes players chamam muito a atenção, principalmente Ethereum, Matic, Solana vem tendo um baita resultado”, elenca Sacamone.

CONFIRA: Cotações das criptomoedas

Veja o que especialista espera para o cenário de criptoativos:

Investing.com – Temos visto um reforço nas expectativas de investidores sobre um corte de juros nos Estados Unidos em setembro. Como estão enxergando esse cenário para influência no mercado cripto?

Guilherme Sacamone – De forma geral, corte de taxa de juros ou maior liquidez no mercado, impacta positivamente os preços de ativos voláteis como Bitcoin e dessa forma outros criptoativos. Mas avalio que temos que tomar cuidado, porque existe historicamente cenários em que cortes na taxa de juros em ambientes turbulentos, como o que estamos vivendo agora, podem levar a um sell off prematuro logo após o corte. Então isso é algo em que estamos de olho, pode ser uma possibilidade no curto prazo, dependendo de como esses cortes acontecerem.

Se vier um corte de juros como uma resposta de uma possível crise, pode ser que a gente tenha um movimento de sell off de curto prazo. De qualquer forma, no longo prazo, a visão continua a mesma: mercado líquido, ativos voláteis como cripto vão para cima.

Inv.com – Outro assunto monitorado de perto nesse segundo semestre é o andamento das eleições americanas. Como a escolha e a percepção das eleições pode afetar os mercados?

Sacamone – Claro que a gente gostaria de ver movimentos políticos mais pró-mercado. Por outro lado, o mercado cripto já opera numa escala global. Dependemos cada vez menos de uma de uma movimentação de um único governo em específico.

Na nossa visão de longo prazo, o desenvolvimento do mercado não exige que haja preferência política nas próximas eleições. A gente acredita muito que o mercado cripto vai engolir o mundo, com a participação ou não de alguns governos específicos. Claro que ter no governo americano uma pessoa que, de alguma forma, ajude esse mercado a se desenvolver no curto prazo, traz mais oportunidades aqui nas Américas. Mas, no fim do dia, a gente está muito focado no longo prazo.

Inv.com – Qual foi a avaliação de vocês da movimentação após aprovação dos Exchange Traded Funds (ETFs) à vista no mercado americano?

Sacamone – Superou em muito as nossas expectativas, principalmente do ETF de Bitcoin, se tornou o mais negociada nos primeiros meses, o que demonstra o apetite, a demanda que estava represada, mas não conseguia acessar com facilidade esses ativos. Acho que o ETF de Bitcoin vai ser sempre um carro chefe, principalmente pelas suas qualidades de ouro digital. Vai ser muito interessante ver como toda essa demanda represada vai se comportar.

O ETF nada mais é do que do que um caminho simplificado para instituições conseguirem fazer a adoção cripto. Fazer uma adoção de Bitcoin de modelos mais tradicionais via exchange traz alguns trabalhos, principalmente na parte contábil. Via ETF, fica muito mais fácil para as instituições conseguirem ganhar a exposição sem grandes trabalhos contábeis e de finanças.

Inv.com – Como vocês veem os cenários para altcoins, e quais delas têm potencial de alta?

Sacamone – Eu acredito que a gente não passou ainda pelo bull market, nem perto de um bull market forte de altcoins. A gente tem visto que eles não estão respondendo nem perto na velocidade em que houve uma resposta do Bitcoin, principalmente por causa da uma demanda que estava represada e que ajudou muito esse ativo especificamente a subir.

O ciclo de altcoins ainda não começou de fato. Quando a gente olha para esse mercado de altcoins, tem muita oportunidade na mesa. Desde abril desse ano, foram mais de 1 milhão de novos tokens sendo listados. Estamos hoje com seis vezes o volume de tokens sendo negociados em relação ao que vimos no bull market em 2021. Percebemos o mercado extremamente poluído, vamos dizer assim, com muitas opções.

Claro que as principais altcoins, os diferentes players chamam muito a atenção, principalmente Ethereum, Matic, Solana vem tendo um baita resultado.

Nosso time de especialista escolhe tokens promissores, mas que não necessariamente são populares. Eles colocam dentro desse programa do Jump Start, que permite que os usuários tenham acesso, como se fosse um air drop mesmo, dentro da OKX.

Então a gente ele lançou recentemente, a gente fez a primeira parceria com a Matrix, que é uma plataforma de jogos com token Max, que está indo super bem aqui no Brasil, vários usuários. Então essa é a nossa forma de oferecer um pouco mais de insights para o usuário brasileiro especificamente.

Inv.com – Você falou que o bull market não começou, mas acredita que esse é o caminho?

Sacamone – A gente acredita que sim, a gente espera que sim, sem dúvida.

Inv.com – Como é a atuação da exchange no Brasil e planos de expansão?

Sacamone – A América Latina é um é uma região na qual a gente acredita muito, principalmente pelos diferentes usos de casos que a gente vê do mercado cripto. O que acontece El Salvador é muito interessante, o que acontece na Argentina e na Venezuela também. E o que acontece no Brasil também é muito diferente, muito interessante, muito mais voltado para o mercado especulativo.

Quando a OKX olha para esse mercado, ela fica muito interessada na expansão, porque estamos vendo a formação de um laboratório cripto que pode ser muito interessante para esse mercado como um todo. Então, estar aqui sob a ótica de uma empresa global faz muito sentido. Quando pensamos em expansão na América Latina, faz muito sentido expansão via Brasil, que é o maior mercado, sendo que 26% da população que investe em cripto da América Latina está aqui.

Porém, a competitividade é muito grande no Brasil. Esse já é um mercado muito competitivo, não só de exchanges, mas outros players, como bancos entrando nesse mercado. Acreditamos que tudo isso ajuda a empurrar muito essa indústria para frente, mas não deixa de ser um mercado extremamente competitivo.

A gente separa esse mercado completivo em dois mundos. Os players locais que conseguem oferecer uma boa experiência de produto, um produto fácil para o brasileiro utilizar, bom atendimento ao consumidor, são brasileiros construindo produtos e atendendo brasileiros. Porém, eles não têm tantos recursos como uma empresa global e o portfólio de produtos acaba sendo mais limitado, porque eles só conseguem ser focados em uma jurisdição.

Do outro lado, a gente tem um problema oposto, que são as grandes exchanges globais que operam no Brasil quase como sem uma entidade realmente aqui. Eles não têm a capacidade de fazer bons produtos para brasileiro especificamente, o atendimento de suporte deles acaba sendo um pouco mais distante, traduzido, porém eles têm muito recurso e um portfólio de produtos global.

É exatamente na intersecção desses dois mundos que a gente acredita que tem uma oportunidade. De trazer uma excelência cripto global da OKX, que é focada, desenhada e pensada pelo mercado brasileiro. Somos a primeira grande exchange a vir para o Brasil, abrir uma entidade, participar da ABCripto e ter um atendimento 100% brasileiro.

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