BCs devem aumentar compras de ouro - motivos políticos ou econômicos?
- O ouro cai, uma vez que a força do dólar americano impulsionada pela inflação supera os riscos geopolíticos
- A Saudi Aramco afirmou que a guerra com o Irã causou a maior interrupção no fornecimento de petróleo já registrada
- O ouro mantém-se acima dos US$ 5.200, com as tensões no Oriente Médio e a fraqueza do dólar americano a apoiarem-no antes da divulgação do IPC dos EUA
- O ouro sobe à medida que os riscos geopolíticos sustentam a demanda por refúgios seguros; a força do dólar americano limita os ganhos
- As chances de recessão aumentam com a alta do petróleo acima de US$ 100 em meio à guerra com o Irã
- O ouro enfraquece à medida que as preocupações com a inflação elevam os rendimentos dos títulos dos EUA e o dólar americano; a desvalorização continua amortecida

Investing.com – O ouro deve seguir brilhando, pelo menos aos olhares das autoridades monetárias globais. Os Bancos Centrais globais vêm aumentando as reservas de ouro e esperam que a tendência vá nesta linha nos próximos cinco anos, ao que indica a pesquisa do Conselho Mundial do Ouro (GWC, na sigla em inglês).
Quatro em cinco BCs disseram que as reservas globais de ouro devem aumentar nos próximos doze meses, maior patamar desde que a pesquisa iniciou, em 2019. As complexidades geopolíticas e do sistema financeiro entram nesta conta. Considerando um porto seguro e com características de reserva de liquidez, o ouro vem sendo impulsionado pelas compras de autoridades monetárias.
“As preocupações com as sanções e os temas da desdolarização são muito mais relevantes para os bancos centrais dos mercados emergentes do que para os mercados desenvolvidos. Em suma, o inquérito confirma o papel de importância crescente que o ouro adquiriu para os bancos centrais mundiais e sustenta a nossa convicção de uma disponibilidade para pagar persistentemente mais elevada”, destaca em nota o grupo suíço Julius Baer.
CONFIRA: Cotações das commodities metálicas
Motivos mais políticos do que econômicos?
Os Bancos Centrais seguem com alta disponibilidade de compra do ouro. Carsten Menke, chefe de pesquisa de próxima geração do Julius Baer, avalia que a corrida recorde do ouro vem ganhando destaque após sanções à Rússia, com confisco de ativos, após a greve na Ucrânia.
“Isto levou os bancos centrais que estão em desacordo com a política externa dos EUA a tornarem-se menos dependente do dólar americano e – num caso extremo – menos susceptível às sanções dos EUA”, destaca o especialista.
Entre os destaques nas compras, estava a China, mas o gigante asiático disse que não comprou mais a commodity dourada nos últimos meses, o que pode prolongar a consolidação da cotação, em sua visão.
Leia mais
Isenção de responsabilidade: este artigo representa apenas a opinião do autor e não pode ser usado como consultoria de investimento. O conteúdo do artigo é apenas para referência. Os leitores não devem tomar este artigo como base para investimento. Antes de tomar qualquer decisão de investimento, procure orientação profissional independente para garantir que você entenda os riscos.
Os Contratos por Diferença (CFDs) são produtos alavancados que podem resultar na perda de todo o seu capital. Esses produtos não são adequados para todos os clientes; por favor, invista com rigor. Consulte este arquivo para obter mais informações.



