XPCA11 amplia lucro para R$ 4,5 milhões com yield de 1,59%; PMLL11 projeta ganho de R$ 0,48 por cota
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O fundo imobiliário XPCA11 reportou um avanço expressivo em seus resultados operacionais durante o mês de novembro de 2025. O lucro líquido atingiu o patamar de R$ 4,589 milhões, superando com folga os R$ 3,749 milhões registrados no período anterior, refletindo uma combinação de maior eficiência operacional e estabilidade dos recebíveis.

Fonte: XPCA11
As receitas totais somaram R$ 4,666 milhões, enquanto as despesas foram mantidas sob controle estrito em R$ 360 mil. Com base nesse desempenho, o fundo anunciou a distribuição de R$ 0,11 por cota, o que representa um dividend yield mensal de 1,59%, mantendo o patamar de atratividade observado nos últimos meses.
Estratégia de alocação e reciclagem da carteira de crédito
A carteira do XPCA11 permanece concentrada em Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA), que representam 69,7% do patrimônio líquido. Os FIDCs Fiagro correspondem a 20,8% dos ativos, enquanto o caixa estratégico detém 8,6% dos recursos totais, conferindo flexibilidade para novas oportunidades.
Houve uma reciclagem ativa do portfólio no mês, com a venda de R$ 990 mil em CRA Itaueira e R$ 561 mil em CRA UISA. Essas movimentações visam reduzir exposições específicas e otimizar a relação entre risco e retorno da carteira de crédito, em linha com a política de gestão.
Em paralelo, a gestão alocou R$ 800 mil no FIDC Agroforte, buscando ativos com governança robusta e garantias mais aderentes ao momento do mercado.
Cenário macroeconômico e perspectivas para a safra de 2026
A administração sinaliza que novas alocações devem ser incorporadas a partir de janeiro de 2026, dependendo das condições macroeconômicas vigentes e do comportamento das curvas de juros. O ambiente de juros elevados continua a comprimir as margens de lucro dos produtores rurais, exigindo cautela na originação.
Embora a expectativa seja de uma queda gradual da Selic, a taxa básica deve permanecer em patamares restritivos por um período prolongado. Para a próxima safra, a avaliação é de que as principais commodities enfrentarão pressões de custos significativas, especialmente em insumos e logística.
PMLL11 projeta lucro extraordinário com venda de participação em shopping e reforço em ativos dominantes
Expandindo a análise para o setor de shoppings, o PMLL11 segue um caminho semelhante de otimização patrimonial para fortalecer sua geração de caixa e portfólio. O fundo imobiliário divulgou um resultado final de R$ 12,973 milhões em novembro, fruto de uma receita total de R$ 14,656 milhões, impulsionada pela recuperação gradual do varejo físico.

Fonte: PMLL11
Após a dedução de despesas que somaram R$ 1,683 milhão, o fundo aprovou a distribuição de R$ 12,024 milhões aos seus cotistas. Esse montante corresponde a um rendimento de R$ 0,86 por cota, mantendo o fundo em um patamar atrativo para investidores de renda recorrente.
Mesmo com o pagamento efetuado, o PMLL11 preservou uma reserva acumulada de R$ 0,89 por cota.
Estratégia de reciclagem e o memorando de entendimentos
No início de dezembro, a gestão comunicou a assinatura de um Memorando de Entendimentos envolvendo dois ativos fundamentais. O acordo prevê a compra de 15% adicionais do Suzano Shopping por R$ 51,1 milhões, o que elevará a participação total do fundo para 40%.
Simultaneamente, o fundo negociou a venda de 35% do Boulevard Shopping Bauru por R$ 91,5 milhões. Como resultado líquido dessas operações, o PMLL11 deverá receber R$ 40,3 milhões em caixa, com a expectativa de conclusão da transação para janeiro de 2026.
Caso as etapas contratuais sejam cumpridas, a gestão estima um lucro aproximado de R$ 0,48 por cota. O valor de venda em Bauru representa um prêmio de 8% sobre o capital investido, com uma taxa interna de retorno (TIR) nominal próxima de 13% ao ano.
O movimento reflete o foco na concentração em shoppings dominantes, que possuem maior potencial de valorização e resiliência. A reciclagem de capital permite ao fundo realizar lucros imobiliários e gerar liquidez para novas oportunidades, mantendo uma alavancagem saudável de 9,9%.
Indicadores operacionais e a posição no Barra Malls FII
Os indicadores operacionais da carteira demonstram uma trajetória de crescimento consistente no setor de varejo. Em outubro de 2025, o volume de vendas registrou R$ 1.404 por metro quadrado, um avanço de 1,6% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Na análise acumulada do ano, o crescimento de vendas atingiu 8,1%, evidenciando a recuperação do consumo nas regiões de atuação do fundo. O NOI por metro quadrado alcançou R$ 93,0, o que representa uma alta expressiva de 11,0% na comparação anual.
A taxa de ocupação encerrou o período em patamares elevados, com aproximadamente 96% dos espaços locados.
Além disso, o fundo mantém uma posição estratégica relevante através do Barra Malls FII, veículo no qual é o único cotista. Com R$ 141 milhões investidos, essa estrutura garante exposição exclusiva aos ativos Rio2 Shopping e Península Open Mall, reforçando a capilaridade do portfólio.
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