O ouro se recupera da mínima de um mês, com as tensões geopolíticas e a desvalorização do dólar americano servindo de suporte
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O ouro se recupera na faixa dos US$ 4.800, ou seja, acima da mínima de um mês registrada nesta quinta-feira.
As incertezas geopolíticas sustentam o par XAU/USD, considerado um porto seguro, em meio a uma ligeira queda do dólar americano.
A perspectiva hawkish do Fed deve funcionar como um impulso para o dólar americano e limitar a alta do ouro, que não gera rendimentos.
O ouro (XAU/USD) apresenta uma recuperação modesta a partir da marca de US$ 4.800 — o nível mais baixo desde 6 de fevereiro, atingido durante o pregão asiático na quinta-feira —, em meio a uma ligeira queda do dólar americano (USD). Além disso, as crescentes incertezas geopolíticas revelam-se outro fator que oferece algum suporte ao ouro, considerado um porto seguro. No entanto, a perspectiva hawkish do Federal Reserve (Fed) dos EUA pode limitar perdas mais profundas do USD e restringir o metal amarelo, que não rende juros, exigindo cautela por parte dos traders otimistas.
A infraestrutura energética nos países do Golfo Pérsico sofreu ataques hoje, após ataques israelenses ao campo de gás natural South Pars do Irã – o maior do mundo. Em resposta, o presidente dos EUA, Donald Trump, emitiu uma severa advertência sobre uma possível retaliação em grande escala relacionada à infraestrutura energética. Além disso, a administração Trump estaria explorando opções para expandir sua campanha militar contra o Irã e considerando o envio de milhares de soldados americanos para reforçar sua operação na Ásia Ocidental. Isso marca uma escalada significativa no conflito e continua a pesar sobre o sentimento dos investidores, o que, por sua vez, beneficia os ativos tradicionais considerados refúgios seguros, incluindo o ouro.
Enquanto isso, dados divulgados pelo Departamento do Trabalho dos EUA na quarta-feira mostraram que o Índice de Preços ao Produtor (PPI) geral subiu 0,7% em fevereiro, após um aumento de 0,3% no mês anterior. Além disso, a taxa anual saltou para 3,4%, marcando o maior avanço em 12 meses desde fevereiro de 2025. Além disso, o banco central dos EUA elevou a perspectiva de inflação para o final do ano (PCE), citando riscos decorrentes dos preços mais altos da energia devido à guerra no Irã. O Fed também revisou para cima sua projeção de crescimento para 2026 e previu apenas uma redução da taxa de juros neste ano e outra em 2027. Isso, por sua vez, favorece os otimistas do dólar americano e deve conter a tentativa de recuperação do preço do ouro.
Os traders também podem optar por aguardar mais atualizações de política monetária do Banco Nacional Suíço (SNB), do Banco da Inglaterra (BoE) e do Banco Central Europeu (BCE), o que deve trazer volatilidade aos mercados financeiros. Além disso, os dados econômicos dos EUA – os habituais pedidos semanais de seguro-desemprego e o Índice de Manufatura da Fed da Filadélfia – podem dar algum impulso ao preço do ouro. No entanto, o cenário fundamental justifica alguma cautela antes de confirmar que o par XAU/USD formou um fundo de curto prazo e está se posicionando para um movimento de valorização adicional.
Gráfico de 4 horas do XAU/USD
O ouro se recupera do nível de Fibonacci de 61,8% em meio a um RSI sobrevendido; ainda não está fora de perigo
A quebra, na última sexta-feira, abaixo da zona de confluência entre US$ 5.040 e US$ 5.035 — composta pela Média Móvel Exponencial (EMA) de 200 períodos no gráfico de 4 horas e pelo nível de retração de Fibonacci de 38,2% do movimento de alta registrado entre fevereiro e março — foi vista como um gatilho fundamental para os vendedores do XAU/USD. Além disso, o histograma da Convergência/Divergência da Média Móvel (MACD) voltou a ficar negativo, com a linha caindo abaixo da linha de sinal, abaixo da marca zero, sugerindo um renovado impulso de baixa após uma breve pausa.
Enquanto isso, o Índice de Força Relativa (RSI) em 27,86 permanece abaixo de 30, indicando condições de sobrevenda; no entanto, a fraqueza persistente favorece a pressão de venda em detrimento de uma recuperação significativa por enquanto. Portanto, qualquer movimento de alta adicional provavelmente encontrará resistência na área de US$ 4.919,61, onde o nível de retração de 50,0% se alinha como o primeiro limite para as tentativas de recuperação. Segue-se a retração de Fibonacci de 38,2% em US$ 5.037,25, próxima à MME de 200 períodos, reforçando uma barreira mais forte caso os preços se recuperem.
No lado negativo, a recente mínima em torno de US$ 4.843 torna-se o suporte inicial, à frente do nível de US$ 4.801,97 na retração de 61,8%, que seria o próximo objetivo de baixa caso os vendedores ampliem seu controle. Uma quebra clara abaixo de US$ 4.801,97 exporia o suporte mais amplo de US$ 4.634,48 na retração de 78,6%, onde leituras de sobrevenda poderiam incentivar a realização de lucros em posições vendidas.
(A análise técnica desta matéria foi escrita com a ajuda de uma ferramenta de IA.)
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