A X está testando uma nova ferramenta que permitirá aos seus usuários verificar os preços de ações e criptomoedas diretamente em sua linha do tempo. A ferramenta pretende superar as redes sociais tradicionais, fornecendo aos usuários da X acesso a informações financeiras e análises de mercado.
Relatórios sugerem que o foco inicial da ferramenta será a visibilidade de preços, mas ela não incluirá funcionalidades completas de negociação. Os usuários poderão acessar gráficos simples de criptomoedas tocando nos tickers ou símbolos de tokens mencionados em artigos sobre criptomoedas. Isso ilustra como os ativos digitais e os mercados tradicionais estão convergindo, especialmente para investidores mais jovens.
Até 11 de janeiro, Elon Musk não havia se pronunciado sobre o novo recurso. No entanto, suas declarações anteriores indicam seu interesse em incorporar ferramentas financeiras diretamente às atividades digitais do dia a dia.
O desenvolvimento da nova ferramenta representa o objetivo mais amplo de Elon Musk de transformar o X em um "aplicativo para tudo". De acordo com o plano, o X integrará serviços financeiros, pagamentos e mídia em um único ecossistema. Linda Yaccarino, CEO do X, anunciou a estratégia em 19 de junho de 2022.
Em entrevista ao Financial Times no Festival Internacional de Criatividade Cannes Lions, Yaccarino explicou como a nova estratégia se alinha ao objetivo mais amplo de Elon Musk de transformar o X em um "aplicativo para tudo".
Segundo ela, a X criará uma solução financeira completa que permitirá aos seus usuários gerenciar tudo, desde investimentos até pagamentos. Com a nova expansão, Yaccarino acrescentou que os consumidores poderão realizar negócios e pagar por produtos e serviços na mesma plataforma que já utilizam para acessar conteúdo.
“Você poderá vir ao X e realizar todas as suas transações financeiras na plataforma.”
Yaccarino afirmou isso em referência aos novos recursos de investimento. Ela acrescentou: "E isso significa se eu posso fazer um investimento ou uma transação, ou te pagar a pizza que dividimos ontem à noite. Esse é o futuro, então."
Em uma reportagem da Cryptopolitan datada de 19 de junho, a X planejava introduzir seus serviços bancários gradualmente. O primeiro passo seria o X Money, um sistema de pagamento ponto a ponto e carteira digital totalmente novo, que estrearia nos EUA antes de se expandir para outros países.
Yaccarino afirmou que o X Money possibilitaria funcionalidades como compras diretas no aplicativo, poupança e gorjetas. Além disso, a plataforma de mídia social planejava lançar um cartão de crédito ou débito com a marca X no ano passado, em parceria com a Visa, para dar suporte ao sistema de pagamentos.
Segundo ela, a Visa está apoiando o novo serviço “X Money”, que proporcionará pagamentos instantâneos entre pessoas físicas, alternando entre contas bancárias convencionais e uma carteira digital baseada em aplicativo.
Em 2022, Elon Musk pagou US$ 44 bilhões para adquirir o Twitter, que na época era uma empresa de capital aberto. Desde então, ele tem tentado transformá-lo em uma plataforma universal baseada no WeChat, o aplicativo chinês que combina mídia social, bate-papo, varejo e finanças. Segundo Yaccarino, a nova expansão vai além dos pagamentos.
“Todo um ecossistema comercial e um ecossistema financeiro irão surgir na plataforma, algo que não existe hoje.”
-Linda Yaccarino, CEO da X.
No entanto, a plataforma de mídia social precisa lidar com questões regulatórias decorrentes da adição de ferramentas financeiras. Comparado com o que a empresa enfrentou no passado, as regulamentações sobre lavagem de dinheiro, as preocupações com licenciamento e os requisitos de conformidade para serviços como negociação de ações, transferências de criptomoedas e pagamentos são significativamente mais rigorosos do que qualquer coisa que a empresa tenha enfrentado anteriormente.
Ao mesmo tempo, a X ainda está trabalhando para resolver seu déficit de receita. Depois que Elon Musk assumiu o controle da plataforma X, a maioria dos patrocinadores se retirou. A maioria alegou que não queria ser associada a conteúdo prejudicial ou agitação política. A receita da X caiu de US$ 4,1 bilhões em 2022 para US$ 1,9 bilhão em 2025.
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