KNRI11 quase dobra lucro para R$ 48,3 milhões; RBRY11 atinge yield de 16,61%
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O fundo imobiliário KNRI11, gerido pela Kinea Investimentos, encerrou o mês de novembro com um salto expressivo em seu desempenho operacional. O lucro líquido atingiu a marca de R$ 48,336 milhões, o que representa uma expansão de 92,8% em relação aos R$ 25,069 milhões reportados no mês de outubro.

Fonte: KNRI11
Esse avanço robusto permitiu que o fundo confirmasse a distribuição de rendimentos no valor de R$ 1,25 por cota. O pagamento está agendado para o dia 15 de janeiro de 2026, consolidando a estratégia da gestão de repassar os ganhos extraordinários provenientes da venda de ativos estratégicos diretamente ao bolso do investidor.
A reciclagem do portfólio tem sido o grande catalisador dos resultados recentes do KNRI11 em um mercado de lajes corporativas em recuperação. A conclusão da venda do Edifício Athenas, comunicada anteriormente ao mercado, gerou um lucro total de R$ 44,1 milhões, reforçando a tese de ganho de capital da gestão.
Com a liquidação financeira dessa operação, a Kinea estima um acréscimo recorrente de R$ 0,03 por cota nas distribuições mensais futuras.
Venda do Jundiaí Industrial Park e estratégia de capitalização
Em continuidade ao processo de desinvestimento seletivo, o fundo assinou o compromisso de venda e compra do imóvel Jundiaí Industrial Park.
A expectativa é que a operação gere um lucro total de R$ 77 milhões ao final de todo o fluxo de pagamentos acordado. A primeira parcela deve ser liquidada ainda em janeiro de 2026, injetando liquidez imediata no caixa do fundo para suportar futuras movimentações estratégicas ou amortização de obrigações.
A gestão projeta que essa transação viabilize um adicional médio de R$ 0,07 por cota nas distribuições mensais a partir da conclusão do processo.
Dinâmica de locação e métricas de vacância no Rochaverá e Buenos Aires Corporate
A movimentação comercial do KNRI11 também registrou avanços relevantes na ocupação de áreas premium em São Paulo. O Edifício Buenos Aires Corporate recebeu a Centauro Engenharia e Informática, que ocupará 330 m². A chegada de novos locatários de tecnologia reforça a versatilidade e a localização privilegiada do ativo.
No Complexo Rochaverá, o fundo registrou a entrada da Personal System, empresa de saúde internacional que passará a ocupar 418 m² na Torre Marble. Essa diversificação de inquilinos é uma ferramenta essencial para mitigar riscos setoriais e garantir uma base de recebíveis sólida dentro de um dos maiores complexos corporativos do país.
Por outro lado, o empreendimento registrou a saída da Avaya, que desocupou 960 m² na Torre Ebony. Movimentações dessa magnitude são acompanhadas de perto pelo mercado, dado o peso do Rochaverá na receita do fundo. A gestão ativa busca repor essas áreas rapidamente para evitar a erosão do fluxo de caixa operacional.

Fonte: KNRI11
Mesmo com as recentes desocupações, o KNRI11 encerrou dezembro com uma vacância física controlada de 3,87%. A vacância financeira ficou em 5,65%, enquanto a métrica ajustada, que considera as carências concedidas aos novos contratos de locação, atingiu o patamar de 6,47%, níveis considerados saudáveis para o segmento.
RBRY11 eleva proventos com gestão ativa de ativos e reciclagem de crédito imobiliário
Enquanto o KNRI11 foca na venda estratégica de ativos físicos para destravar valor, o RBRY11 segue uma trilha paralela de gestão ativa no mercado de crédito imobiliário para otimizar spreads.
O fundo registrou em novembro um resultado expressivo de R$ 14,6 milhões, fruto de um mês intenso de reforço em operações de CRI e ajustes táticos em sua carteira de recebíveis.

Fonte: RBRY11
No período, a gestão alocou R$ 11 milhões em duas operações previamente mapeadas, ao mesmo tempo em que realizou vendas que somaram R$ 10,4 milhões.
Do lado das aquisições, o fundo integralizou R$ 8,8 milhões no CRI Setin Joaquim Subordinada, com uma remuneração robusta de CDI mais 4,45% ao ano. Também foram aportados R$ 2,6 milhões no CRI Makasi II, que oferece CDI mais 4,0%, reforçando a estratégia de exposição ao indexador de juros pós-fixados.
Estratégia de ancoragem e qualidade das garantias da RBR
A composição da carteira do RBRY11 atingiu a marca de 42 operações ao final de novembro, todas apresentando status de adimplência rigorosa. Um diferencial relevante é que cerca de 95% das operações são ancoradas pela própria RBR, o que significa que foram originadas ou estruturadas internamente pela gestora.
Essa verticalização no processo de crédito permite um controle muito mais próximo sobre as garantias e as cláusulas de proteção dos ativos. O portfólio segue lastreado em garantias imobiliárias sólidas, apresentando um LTV (Loan-to-Value) médio próximo de 59%, o que confere uma margem de segurança confortável contra inadimplências.
A concentração geográfica também atua como um fator de mitigação de risco, com aproximadamente 40% das garantias localizadas no estado de São Paulo. Desse total, 68% estão situadas na capital paulista.
Um ponto de destaque para o investidor institucional é que 18% dessas garantias estão em regiões consideradas prime. Áreas como a Faria Lima, Jardins e Pinheiros possuem baixíssima vacância e alta valorização, o que eleva substancialmente a qualidade de crédito do papel em caso de execução de garantias.
Distribuição de dividendos e rentabilidade real do RBRY11
No campo dos rendimentos, o fundo manteve o patamar elevado de distribuições ao entregar R$ 1,25 por cota referente ao desempenho de novembro. O pagamento foi realizado em 16 de dezembro de 2025 para os cotistas que possuíam os papéis na data de corte, respeitando o fluxo de caixa gerado pelas operações.
Esse valor gerou um dividend yield anualizado de 16,61% sobre a cota de mercado, o que representa uma rentabilidade ajustada equivalente a CDI mais 2,21% ao ano. A gestão do RBRY11 encerrou o período com uma reserva de lucros acumulada de R$ 0,13 por cota.
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