A Direção Nacional de Impostos e Alfândegas da Colômbia (DIAN) introduziu requisitos regulatórios mais rigorosos para usuários de criptomoedas, conforme exigido pela OCDE. A autoridade tributária está adotando uma postura mais firme em relação à vigilância total dos criptoativos por meio da Resolução 000240, que exige que as corretoras divulguem os detalhes das transações de seus usuários.
O escritório de advocacia Holland & Knight observou que a DIAN publicou a Resolução 000240 de 24 de dezembro de 2025, em conformidade com a Lei 1661 de 2013 e o Acordo Multilateral para a Trocamatic de Informações no âmbito do Quadro de Relatórios de Criptoativos (CARF). Os Provedores de Serviços de Criptoativos (PSCA) são obrigados a fornecer ao órgão regulador todas as informações sobre transações com criptomoedas acima de US$ 50.000 na Colômbia a partir de 2026.
As PSCAs sujeitas à declaração também devem informartronà autoridade tributária colombiana os tipos de criptoativos envolvidos em cada transação. A regulamentação estabelece ainda as definições de quem se enquadra como pessoa sujeita à declaração e quem está isento. Seu objetivo é prevenir o uso de criptomoedas para evasão fiscal.
A DIAN divulgou que este ano será o primeiro período completo de observação, embora a resolução tenha entrado em vigor no final do ano passado. Os usuários são, portanto, lembrados de que todas as transações realizadas serão registradas pelos provedores de serviços de criptomoedas para envio à DIAN. A autoridade tributária informou que maio de 2027 é o prazo final para que as plataformas relacionadas a criptomoedas enviem seu primeiro relatório em massa abrangente.
Entretanto, a Autoridade Tributária e Aduaneira da Colômbia já exigia que os usuários individuais declarassem seus criptoativos em suas declarações de imposto de renda como ganhos ocasionais ou como parte de seu patrimônio líquido antes dessa decisão. Contudo, a declaração permanecia voluntária.
Por outro lado, a nova exigência regulatória é ampla, afetando tanto pessoas jurídicas quanto indivíduos que atuam como intermediários. No entanto, a Holland & Knight observa que o cidadão comum deve se preocupar mais com os alertasmatic enviados à DIAN para transferências de pagamentos de varejo acima de US$ 50.000.
A DIAN também processarátroninformações sobre a residência fiscal de indivíduos e seus saldos líquidos (excluindo comissões), mesmo que os usuários não atinjam o limite de US$ 50.000. A omissão de informações ou o fornecimento de informações incorretas acarretará multas de até 1% do valor total da transação não declarada.
O escritório de advocacia destacou recentemente que a rigidez do cronograma não deixa margem para dúvidas, visto que a transparência agora é uma obrigação legal obrigatória. O escritório recomenda que os usuários de criptomoedas residentes na Colômbia mantenham a transparência e a ordem em suas transações.
O escritório de advocacia Holland & Knight recomenda especificamente que os usuários de criptomoedas mantenham um registro pessoal dos preços de compra e venda de seus ativos. Os advogados acreditam que isso é importante, pois a DIAN pode precisar dessas informações para fins de verificação cruzada. Os usuários devem ser capazes de explicar a origem de seus ativos em criptomoedas.
Segundo o escritório de advocacia, a Colômbia está reduzindo a lacuna entre o controle tributário e a inovação tecnológica. Isso significa um mercado mais regulamentado para investidores e um canal formal para incorporar a riqueza digital ao sistema tributário do Estado.
No entanto, o escritório de advocacia também esclarece que todas as informações enviadas devem estar em conformidade com as normas que regem as atualizações do Cadastro Único do Contribuinte. Todas as entidades que operam sob essa regulamentação também são responsáveis por atualizar e corrigir as informações conforme necessário e por mantê-las por um período determinado.
Entretanto, os usuários de criptomoedas na Colômbia devem estar cientes de que suas informações on-chain deixarão de ser privadas, de acordo com a Holland & Knight. Usuários que compram, vendem ou transferem ativos digitais, como Bitcoin, Ethereumou stablecoins, terão suas informações compartilhadas entre provedores de serviços de criptoativos e a DIAN, a partir do ano fiscal de 2026.
O Conselho de Criptomoedas para Inovação observou que a Colômbia está empenhada em avançar na regulamentação relacionada a criptomoedas com o objetivo de formalizar o setor. A Colômbia ocupa a 29ª posição em termos de adoção de criptomoedas, com mais de cinco milhões de colombianos possuindo criptoativos. Muitos usuários de criptomoedas utilizam a plataforma centralizada Wenia, que está sediada nas Bermudas.
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