Petróleo sobe apesar de dados mistos de atividade na China
- A Rússia deve lucrar inesperadamente com a arrecadação de impostos sobre o petróleo, já que a interrupção no Estreito de Ormuz elevou os preços acima de US$ 100
- O ouro sobe à medida que o otimismo diplomático e a incerteza em torno do Fed enfraquecem o dólar americano
- O ouro recua após atingir a maior alta em quatro semanas, à medida que os riscos no Estreito de Ormuz amenizam a desvalorização do dólar
- Os otimistas do ouro parecem hesitantes, já que o fracasso das negociações entre os EUA e o Irã e as apostas em uma postura mais agressiva do Fed sustentam o dólar americano
- Wall Street freia as expectativas em relação à Intel apesar datronalta da semana passada
- O ouro permanece próximo da máxima de quatro semanas em meio a esperanças diplomáticas em relação ao Irã, reavivando as apostas em um corte nas taxas pelo Fed

Investing.com -- Os preços do petróleo registravam alta nesta segunda-feira, 17, mantendo o ímpeto da semana passada, apesar de alguns dados inconsistentes vindos da China, o principal importador mundial da commodity.
Às 12h40 de Brasília, o barril do petróleo Brent, que serve de referência mundial e para a Petrobras (BVMF:PETR4), avançava 0,82%, a US$ 83,29, enquanto o barril do Texas (WTI), referência nos EUA, se valorizava 0,86%, a US$ 78,70, no mercado futuro.
Os principais benchmarks do mercado encerraram a última semana com ganhos, o que não acontecia havia quatro semanas, animados pela expectativa de que a temporada de férias de verão no Hemisfério Norte impulsionará a demanda por combustíveis.
Os relatórios mensais da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e da Agência Internacional de Energia (AIE), publicados na semana passada, sugerem que os estoques de petróleo diminuirão no segundo semestre deste ano, embora haja divergências sobre o nível esperado de crescimento da demanda.
No entanto, essa perspectiva otimista foi desafiada por indicadores econômicos mistos da China, sinalizando uma recuperação hesitante na segunda maior economia global.
As vendas no varejo na China em maio superaram as expectativas, beneficiadas pelo feriado, mas a produção industrial do mesmo mês cresceu 5,6% em relação ao ano anterior, uma desaceleração em comparação ao crescimento de 6,7% em abril e abaixo das previsões de um aumento de 6%.
Além disso, a produção das refinarias chinesas de petróleo bruto diminuiu 1,8% em maio em comparação ao ano anterior, principalmente por conta de paradas para manutenção programadas e não programadas e taxas de processamento menores devido aos preços mais elevados do petróleo bruto e margens reduzidas.
As persistentes preocupações com um conflito mais amplo no Oriente Médio também contribuíram para sustentar os preços. Após declarações dos militares israelenses no domingo sobre um possível aumento significativo nas hostilidades transfronteiriças pelo movimento Hezbollah do Líbano contra Israel.
Além disso, dados semanais do Baker Hughes indicaram que o número de plataformas petrolíferas nos EUA diminuiu em quatro unidades pela terceira semana seguida. A contagem total chegou a 488 na semana que terminou em 14 de junho de 2024.
"Esse é o menor número de plataformas ativas desde a primeira semana de janeiro de 2022 e representa uma queda de 64 plataformas em relação ao ano passado", comentaram analistas do ING em um relatório, sinalizando uma possível redução na oferta futura.
Para esta semana não há muitos eventos programados no calendário do setor energético - apenas os costumeiros relatórios semanais dos estoques dos EUA pelo Instituto Americano do Petróleo e pela Administração de Informações sobre Energia.
Os investidores provavelmente também estarão atentos aos pronunciamentos de diversas autoridades do Federal Reserve para tentar antecipar a direção das taxas de juros nos EUA este ano e seu possível impacto na atividade econômica da maior economia mundial.
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