KNCR11 supera 515 mil cotistas e investe R$ 461 milhões; NUIF11 atinge yield de 14,8%
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O fundo imobiliário KNCR11, gerido pela Kinea, encerrou o exercício de 2025 consolidando sua posição como um dos gigantes da B3. Segundo o relatório gerencial de dezembro, a base de investidores ultrapassou a marca histórica de 515 mil cotistas.
Fonte: KNCR11
A gestão manteve uma estratégia ativa de alocação de capital ao longo de todo o segundo semestre. Em dezembro, aproximadamente 85,8% do patrimônio líquido do fundo estava alocado em ativos com indexação ao Certificado de Depósito Interbancário (CDI).
Investimentos de 461 milhões em novas operações e lastro imobiliário
Apenas no último mês do ano, o KNCR11 injetou aproximadamente R$ 461,7 milhões em novos Certificados de Recebíveis Imobiliários. Os recursos foram direcionados para lastros em segmentos resilientes, como imóveis logísticos, shopping centers e edifícios corporativos triplo A.
As operações contam com mecanismos de proteção robustos, como a alienação fiduciária e a cessão de recebíveis. Além disso, a estruturação das aquisições inclui fundos de reserva, garantindo que o fluxo de pagamentos permaneça estável mesmo diante de oscilações setoriais.
Carteira indexada ao CDI e o cenário de queda dos juros em 2026
Ao final de dezembro, cerca de 85,8% do patrimônio líquido do fundo estava alocado em ativos indexados ao CDI. A taxa média dessa carteira é de CDI mais 2,09% ao ano, com um prazo médio de vencimento fixado em 3,8 anos.
Esse posicionamento favoreceu o fundo durante o ciclo de juros elevados observado durante 2025. Com a inflação oficial brasileira fechando o ano passado dentro da meta, em 4,26%, o mercado financeiro agora calibra as expectativas para o início dos cortes na Selic.
Estrategistas do Bank of America elevaram a recomendação para o Brasil, prevendo cortes profundos na taxa básica já no primeiro trimestre de 2026. A expectativa é que a Selic inicie uma trajetória de queda, o que tende a valorizar ativos de crédito de alta qualidade.
No entanto, a trajetória fiscal nacional continua sendo o principal ponto de atenção para os gestores de fundos de papel. O Tesouro Nacional piorou suas projeções para a dívida pública bruta, prevendo que o endividamento chegue a 88,6% do PIB até o ano de 2032.
Valor patrimonial e distribuição de rendimentos no novo exercício
A relação entre o valor de mercado e o patrimonial revela o otimismo dos investidores com o veículo da Kinea. A cota patrimonial encerrou o ano em R$ 102,26, enquanto o preço de negociação na B3 atingiu R$ 107,51, indicando um prêmio considerável sobre o valor de custo.
Mesmo negociando acima do valor justo contábil, o fundo continua atraindo fluxo comprador devido à escassez de ativos com spreads consistentes.
O relatório também confirmou a distribuição de rendimentos referente ao mês de dezembro, com o pagamento programado para janeiro de 2026. O repasse observa integralmente os resultados apurados no período, mantendo a previsibilidade do fluxo de caixa esperada pelos sócios.
Para o decorrer de 2026, o desafio do KNCR11 será reinvestir o caixa em operações que mantenham o atual diferencial competitivo. Com a Selic possivelmente recuando para o patamar de 12,5%, a seleção rigorosa de crédito será o fiel da balança para o sucesso da carteira.
Nu asset prioriza carrego e mantém liquidez estratégica no NUIF11
Enquanto o KNCR11 expande sua base de cotistas no crédito imobiliário, o setor de infraestrutura também demonstra resiliência estratégica no início de 2026. O NUIF11, gerido pela Nu Asset, registrou em 2025 um desempenho que reforça o peso do carrego como motor de retorno.
Fonte: NUIF11
Ao longo do último ano, o fundo entregou um retorno total de 15,9% aos seus investidores. Esse resultado equivale a uma remuneração de IMA-B mais 4,9% ou 131% do CDI, já considerando o ajuste técnico do Imposto de Renda.
A maior parte dos ganhos acumulados veio diretamente do carrego dos ativos, responsável por 12,9 pontos percentuais da rentabilidade anual. Em um cenário de juros reais elevados, a manutenção dos títulos até o vencimento gerou valor real para os sócios do fundo.
A estratégia da Nu Asset de focar na qualidade dos ativos permitiu que o veículo navegasse com segurança pela volatilidade do crédito privado. Manter os papéis no portfólio evitou a realização de prejuízos durante os momentos de estresse nas curvas de juros.
Análise da performance e impacto dos spreads no crédito
Além do carrego, os movimentos de spread e trading tiveram papel relevante no fechamento de 2025, contribuindo com 3,3 pontos percentuais adicionais. A gestão explorou oportunidades pontuais em ativos que se mantiveram valorizados mesmo após a correção do mercado.
O mês de dezembro, no entanto, trouxe um retrato mais cauteloso para os ativos de infraestrutura listados na B3. Após a abertura expressiva dos spreads em outubro, da ordem de 50 pontos-base, o mercado entrou em uma fase de estabilização técnica.
Nesse contexto, a performance mensal do fundo ficou próxima da neutralidade absoluta, refletindo o estresse nas curvas de juros reais. A abertura das taxas das NTN-Bs impactou o valor de face dos títulos, neutralizando ganhos operacionais obtidos na carteira.
Estratégia de caixa e preservação de capital em dezembro
Diante da volatilidade nos spreads e da redução da assimetria em novas emissões, a Nu Asset optou pela preservação estratégica de caixa. O fundo não realizou novas alocações em ativos isentos durante dezembro, mantendo 11% do portfólio em liquidez.
Segundo os comentários do gestor, o objetivo é preservar flexibilidade para capturar oportunidades em momentos de maior estabilidade nos preços. O foco permanece na otimização da relação entre risco e retorno, evitando compras defensivas em janelas desfavoráveis.
Dividendos e a atratividade do setor de infraestrutura para 2026
No campo da geração de renda, o NUIF11 manteve uma política de distribuição consistente com os resultados apurados pela administradora. O pagamento programado para 15 de janeiro de 2026 será de 1,10 real por cota, atraindo investidores focados em proventos.
Esse valor corresponde a um dividend yield anualizado de 14,8% sobre o preço de mercado registrado em 31 de dezembro. O montante equivale a 112% do CDI, também devidamente ajustado pelo benefício fiscal da isenção tributária para pessoa física.
Nos últimos doze meses, o fundo acumulou um total de 13,80 reais por cota em dividendos pagos. Esse patamar representa 134% do CDI no mesmo critério de comparação, reforçando a atratividade dos ativos incentivados para a formação de patrimônio.
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