RBRX11 distribui R$ 0,09 e foca em crédito CDI; RZAT11 eleva rendimentos para R$ 0,95
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O fundo imobiliário RBRX11 comunicou ao mercado a distribuição de R$ 0,09 por cota referente ao exercício de janeiro de 2026. Com a cotação ajustada ao fechamento de R$ 8,35, o investidor captura um dividend yield mensal de 1,08%, patamar competitivo diante da atual estrutura da curva de juros.
Fonte: RBRX11
Os rendimentos serão creditados no dia 23 de janeiro para os detentores das cotas na data-base de 15 de janeiro. Para o investidor pessoa física, a manutenção da isenção de Imposto de Renda segue como um diferencial tributário relevante na composição de uma carteira de renda variável focada em proventos.
Em termos operacionais, o fundo reportou em novembro um resultado expressivo de R$ 12,9 milhões, repetindo o patamar de distribuição observado nos períodos anteriores. Esse desempenho reflete uma rentabilidade anualizada de 14,7%.
Gestão ativa e a transição do portfólio para o segmento de crédito
O movimento tático mais visível da gestão tem sido a redução progressiva da exposição em outros fundos imobiliários listados, com destaque para a liquidação parcial da posição no TEPP11.
Essa reciclagem decorre da consolidação do antigo RBRF11 dentro da estrutura do RBRX11, um processo que buscou ganho de escala e eficiência operacional. O foco agora recai sobre o segmento de crédito imobiliário, priorizando ativos com garantias reais e indexação ao CDI para proteger o lucro recorrente.
Alocação em CRIs e operações com garantias de alto padrão
Entre as movimentações recentes, destaca-se a alocação de R$ 20 milhões no CRI Embraed Alaia, projeto posicionado no mercado de luxo de Balneário Camboriú. A operação foi estruturada com uma remuneração de CDI acrescido de 4,0% ao ano, refletindo um prêmio de risco robusto para o portfólio.
A segurança dessa operação é reforçada por mecanismos de alienação fiduciária e cessão de recebíveis, com um LTV estabelecido em 65%. Esse nível de garantia assegura que o principal do investimento esteja protegido por ativos imobiliários de alta liquidez e valor de mercado consolidado.
Adicionalmente, o fundo avançou em dezembro com um aporte de aproximadamente R$ 130 milhões em um CRI High grade com taxa de CDI mais 1,6%.
Ganho de capital e a tese de investimento em operações estruturadas
Além do crédito, o RBRX11 mantém uma frente ativa em operações estruturadas de incorporação, como o projeto Kalea Jardins. O fundo detém cinco unidades nesse empreendimento de alto padrão e está em fase final de alienação de uma delas, o que deve impactar positivamente as próximas janelas.
Essa estratégia segue a lógica da chamada curva J, onde o desembolso inicial matura em retornos superiores aos encontrados em papéis de dívida tradicionais. A venda de unidades prontas permite monetizar o valor agregado do desenvolvimento imobiliário, gerando ganhos expressivos para os cotistas.
O compromisso cumprido de sustentar o patamar de R$ 0,09 por cota evidencia a previsibilidade buscada após a fusão dos veículos da RBR Gestão.
RZAT11 eleva dividendos e avança em desmobilização imobiliária estratégica
Enquanto o RBRX11 prioriza a migração tática para ativos de crédito pós-fixados, o RZAT11 demonstra a força da sua tese baseada na gestão ativa de ativos imobiliários físicos. O fundo anunciou a distribuição de R$ 0,95 por cota para janeiro de 2026, consolidando sua trajetória de geração de renda.
Esse valor tem como referência direta o resultado operacional apurado em dezembro de 2025. O pagamento está programado para o dia 22 de janeiro, sendo destinado aos investidores que mantiveram suas posições até o fechamento do pregão do dia 15 deste mês.
O novo patamar de rendimentos representa o maior volume distribuído pelo fundo nos últimos quatro meses. Em comparação ao pagamento anterior de R$ 0,85, houve um crescimento real de 11,76%, evidenciando a capacidade de maturação das receitas imobiliárias do portfólio.
Considerando o valor da cota de fechamento de dezembro, fixado em R$ 88,51, o dividend yield mensal alcançou a marca aproximada de 1,07%.
Impacto do IPCA e a política de reservas do fundo
A gestão do RZAT11 trabalha com um guidance de distribuição mensal que oscila entre R$ 0,90 e R$ 1,00 por cota. Essa projeção é sensível ao comportamento do IPCA, principal indexador dos contratos de locação e das operações estruturadas que compõem o balanço do veículo.
Em novembro, o índice oficial de inflação registrou uma variação de 0,18%, ligeiramente abaixo da mediana de 0,20% esperada pelo Boletim Focus. Esse cenário exigiu uma postura mais conservadora da administração, que optou por priorizar a estabilidade do fluxo de caixa.
Mesmo com a inflação contida, o fundo conseguiu elevar os proventos através da eficiência na gestão de despesas e da arrecadação de multas ou reajustes contratuais. A gestão reforça que qualquer alteração nas estimativas de curto prazo dependerá da evolução dos índices de preços e do cenário macroeconômico brasileiro.
Perfil do portfólio e valorização dos ativos reais
O objetivo central do RZAT11 é superar o benchmark de IPCA mais 5,0% ao ano, focando em imóveis de empresas que buscam otimizar capital. Através de operações de sale-leaseback, o fundo adquire ativos industriais e logísticos essenciais para a operação de seus inquilinos.
Atualmente, a carteira é composta por 10 imóveis locados para nove empresas de diferentes setores resilientes da economia. A taxa contratual média do portfólio situa-se em IPCA mais 9,70% ao ano, patamar consideravelmente superior ao objetivo mínimo inicial do fundo.
Um dado que atrai a atenção dos analistas é a expressiva valorização patrimonial dos imóveis sob gestão. Enquanto o custo de aquisição acumulado foi de R$ 391 milhões, a última avaliação de mercado estimou o valor total dos ativos em aproximadamente R$ 692 milhões.
Esse descolamento entre o custo histórico e o valor de mercado sugere um potencial de ganho de capital represado. A valorização reflete não apenas a alta dos preços dos terrenos, mas também a qualidade construtiva e a localização estratégica dos galpões logísticos e plantas industriais.
Reciclagem de capital e a venda do imóvel Cidade Imperial
Alinhado ao objetivo de reduzir a concentração de ativos e capturar liquidez, o RZAT11 concluiu recentemente a venda do imóvel Cidade Imperial. A operação foi fechada pelo valor de R$ 150 milhões, montante que equivale ao custo original de aquisição do ativo pelo fundo.
A transação foi estruturada de forma a garantir a manutenção da previsibilidade do fluxo de caixa nos próximos exercícios. O pagamento será realizado em parcelas mensais corrigidas pelo IPCA acrescido de uma taxa de 9,4% ao ano, com o encerramento previsto para o ano de 2032.
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