KNSC11 amplia lucro para R$ 18,2 milhões em dezembro; AZIN11 atinge 148% do CDI
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O fundo imobiliário KNSC11, gerido pela Kinea, encerrou o mês de dezembro de 2025 com um resultado apurado de R$ 18,2 milhões. Esse desempenho representa um avanço de 6,43% em relação ao mês de novembro, quando o fundo havia reportado R$ 17,1 milhões.
Fonte: KNSC11
A geração de caixa do veículo permaneceu fortemente concentrada nos Certificados de Recebíveis Imobiliários, que responderam por R$ 19 milhões da receita total. Complementando o resultado, as aplicações em LCI e instrumentos de caixa somaram R$ 1,2 milhão no período.
As despesas operacionais do KNSC11 totalizaram R$ 2 milhões ao longo do mês, refletindo a estrutura de custos de gestão e administração. Mesmo com os custos operacionais, o fundo conseguiu ampliar a rentabilidade bruta entregue aos seus investidores no encerramento do exercício.
Impacto da inflação defasada e as projeções do Boletim Focus
A gestão da Kinea esclareceu no relatório que o rendimento dos papéis indexados ao IPCA possui um efeito defasado na contabilidade do fundo. Os números de dezembro refletem os índices de inflação de outubro e novembro, que ficaram em patamares baixos de 0,09% e 0,18%.
Essa inflação contida nos meses anteriores exerceu uma pressão negativa temporária sobre o desempenho nominal do portfólio. No entanto, a projeção para o IPCA de dezembro aponta para uma aceleração para 0,34%, o que deve beneficiar o acúmulo de inflação nos próximos meses.
No cenário macroeconômico, a mediana das estimativas do mercado para o IPCA em 2025 é de 4,43%, enquanto para 2026 a projeção é de 4,17%. Esse ambiente de inflação persistente acima da meta central mantém a atratividade dos ativos protegidos por índices de preços.
Alocação em CDI e o cenário de juros mantidos em 15%
A parcela da carteira atrelada ao CDI se beneficiou diretamente da manutenção da taxa Selic em 15,00% ao ano pelo Copom. A decisão tomada na reunião de 9 de dezembro garante um fluxo de juros nominais elevados para os ativos pós-fixados do KNSC11.
Além da taxa de juros elevada, o maior número de dias úteis em dezembro contribuiu para o aumento da receita financeira bruta. Esse fator sazonal é relevante para fundos de papel que possuem exposição significativa a indicadores de juros que rendem diariamente.
Atualmente, os CRIs atrelados ao CDI representam 41,9% do patrimônio líquido do fundo. Esses ativos oferecem uma remuneração média de CDI mais 3,11% ao ano, com um prazo médio de vencimento de 3,7 anos, conferindo uma camada de proteção contra a volatilidade.
Gestão de caixa e liquidez com Letras de Crédito Imobiliário
As aplicações em Letras de Crédito Imobiliário adicionaram R$ 500 mil ao resultado final do mês de dezembro. Esse tipo de investimento é utilizado pela gestão para manter a liquidez do fundo enquanto novas operações de crédito imobiliário não são integralizadas no portfólio.
Os recursos alocados em instrumentos de caixa somaram R$ 700 mil, funcionando como uma reserva estratégica para obrigações imediatas. Essa gestão de liquidez é fundamental para garantir que o fundo possa honrar seus compromissos e aproveitar oportunidades táticas de mercado.
A eficiência na alocação desses recursos marginais ajuda a sustentar o rendimento por cota em momentos de transição de portfólio. Com uma gestão profissional, o KNSC11 busca minimizar o caixa ocioso para evitar a diluição da rentabilidade média dos cotistas.
Distribuição de dividendos e perfil do portfólio da Kinea
O fundo anunciou o pagamento de R$ 0,09 por cota referente ao resultado de dezembro, com o depósito programado para 14 de janeiro de 2026. O valor representa um dividend yield mensal de 0,98% sobre a cota média de ingresso de R$ 9,19.
Para o investidor pessoa física, esse rendimento é isento de Imposto de Renda, o que eleva a competitividade do fundo frente a outros ativos. O retorno equivale a aproximadamente 94% do CDI quando aplicado o cálculo de gross-up com alíquota de 15%.
Ao final do ano, o KNSC11 estava com 105,0% de seu patrimônio alocado em ativos-alvo, demonstrando o uso de instrumentos de dívida para otimização. Os títulos indexados ao IPCA compõem 63,0% da carteira, com taxa média de IPCA mais 10,46% ao ano.
A diversificação entre inflação e juros permite que a gestão navegue por diferentes ciclos econômicos sem comprometer a estabilidade. O prazo médio da carteira de inflação é de 7,2 anos, garantindo a proteção do poder de compra dos investidores no longo prazo.
AZIN11 acelera reciclagem de ativos e reforça aposta em transição energética
Enquanto a Kinea consolida sua estratégia em Certificados de Recebíveis Imobiliários, a AZ Quest movimenta o setor de infraestrutura com uma gestão ativa no fundo AZIN11. O fechamento de dezembro foi marcado por uma rotação estratégica de ativos que priorizou a liquidez e a captura de novas teses.
Fonte: AZIN11
No campo dos desinvestimentos, o fundo concluiu o pré-pagamento integral das Notas Comerciais da Global Infra Telecom. A operação injetou R$ 21,16 milhões no caixa do veículo, permitindo o encerramento de uma posição que já havia cumprido seu ciclo de valorização dentro da carteira.
Além desse movimento, a gestão realizou uma amortização extraordinária parcial das debêntures da Emam Participações, somando R$ 3,47 milhões.
Pelo lado das novas alocações, o AZIN11 anunciou um investimento de R$ 1,5 milhão em debêntures conversíveis da Igarassú Participações. O projeto é focado na construção de uma unidade de produção de biometano, reforçando a exposição do fundo ao eixo de transição energética.
Gestão tática de caixa e estruturação de novas operações
Com as movimentações de saída superando as entradas no mês, o caixa do fundo alcançou o patamar de 20% do patrimônio líquido. Este nível de liquidez reflete uma postura defensiva e tática da AZ Quest, aguardando a conclusão de novas operações que já estão em estágio avançado de estruturação.
A expectativa da gestão é retomar o ritmo de alocações nos próximos meses, aproveitando janelas de oportunidade no setor de infraestrutura. Em um cenário de Selic mantida em 15%, ter capital disponível permite negociar taxas de entrada mais agressivas em projetos de greenfield ou brownfield.
Desempenho acima do CDI e indicadores do mercado secundário
Em termos de rentabilidade, o AZIN11 entregou um resultado equivalente a 148% do CDI sobre o patrimônio líquido apenas em dezembro. No acumulado desde o início das operações, o desempenho atinge 172% do indexador, demonstrando a capacidade do fundo em capturar prêmios de infraestrutura.
O total return acumulado do veículo chegou a 179% do CDI, um indicador que considera tanto a distribuição de proventos quanto a valorização patrimonial. Esse excedente de retorno é um dos pilares que sustenta a atratividade dos FIP-IE perante investidores institucionais e de alta renda.
No mercado secundário da B3, o fundo encerrou o ano com valor de mercado de R$ 101,95 por cota, apresentando uma leve alta de 0,1% no mês. A liquidez média diária ficou em R$ 456 mil, representando cerca de 0,2% do patrimônio líquido do fundo.
Distribuição de dividendos e cronograma para janeiro de 2026
No campo da geração de renda direta, o AZIN11 informou que realizará a distribuição de R$ 1,40 por cota em dividendos relativos à competência de dezembro. O montante total a ser distribuído pela AZ Quest aos investidores soma R$ 3,43 milhões.
Terão direito ao recebimento dos proventos os cotistas posicionados na data de 15 de janeiro de 2026. O pagamento está programado para o dia 22 de janeiro, garantindo o fluxo de caixa para os detentores das cotas no início do novo exercício fiscal.
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