RBVA11 lucra R$ 13,1 milhões com reciclagem de portfólio; RECT11 renova com Telefônica e compra CRIs
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O fundo imobiliário Rio Bravo Renda Varejo (RBVA11) reportou um lucro de R$ 13,175 milhões em outubro, marcando um leve aumento em relação aos R$ 12,736 milhões apurados em setembro.
O mês foi de intensa atividade de gestão, com a conclusão de seis operações estratégicas, incluindo a venda de quatro imóveis e a assinatura de dois novos contratos de locação.
Fonte: RBVA11
O fundo anunciou a distribuição de R$ 0,90 por cota em dividendos. O destaque do período foi o avanço na sua tese de diversificação, que reduziu a exposição a agências bancárias para o menor nível da história do fundo.
Análise do resultado e distribuição de dividendos
O resultado de outubro foi composto por um resultado imobiliário (receitas de aluguéis e vendas) de R$ 16,107 milhões, que foi parcialmente consumido por despesas de R$ 2,917 milhões. O resultado financeiro (caixa) teve um impacto negativo de R$ 14,2 mil.
O fundo distribuiu um total de R$ 14,052 milhões aos investidores, o que equivale a R$ 0,90 por cota. O montante distribuído foi superior ao lucro líquido apurado no mês (R$ 13,175 milhões), indicando que a gestão utilizou parte de suas reservas de lucro para complementar o pagamento e manter a estabilidade dos proventos.
Ciclo de vendas gera R$ 6,7 milhões em lucro
O principal movimento do mês foi a conclusão da venda de quatro ativos, totalizando R$ 27,6 milhões em caixa para o fundo. Essas operações geraram um lucro total de mais de R$ 6,7 milhões. A gestão destacou que todas as vendas ocorreram em níveis iguais ou superiores ao valor patrimonial dos imóveis, garantindo ganho de capital.
As vendas incluíram dois imóveis locados à Caixa Econômica Federal (CEF), nos bairros da Barra Funda (SP) e Nilo Peçanha (RJ). Também foi vendido o imóvel no Centro de São Gonçalo (RJ), que era locado ao Santander, e uma participação em um ativo de shopping center, o Iguatemi Faria Lima (SP).
A gestão detalhou as Taxas Internas de Retorno (TIRs) anuais obtidas nessas operações, que foram de 21,2% para o ativo Nilo Peçanha, 15,2% para o Barra Funda, 10,6% para o de São Gonçalo e 9,8% para a fatia no Iguatemi Faria Lima.
Diversificação: Exposição a bancos cai para menos de 25%
Essas vendas fazem parte de um esforço estratégico de longo prazo do fundo para reduzir sua dependência de inquilinos do setor bancário.
Com as últimas transações, o fundo reduziu sua exposição ao segmento de agências bancárias para menos de 25% do patrimônio investido.
Este é o menor nível de exposição a bancos desde a criação do fundo.
O ciclo total de desinvestimentos (reciclagem de portfólio) já soma 26 imóveis vendidos, que totalizam mais de R$ 250 milhões em ativos alienados e geraram um lucro acumulado de R$ 77 milhões para o fundo ao longo do tempo.
Novas locações na Paulista e em Curitiba
Para recompor o portfólio, o fundo anunciou duas novas locações em imóveis que estavam vagos. Em Curitiba, o imóvel Monsenhor Celso, anteriormente ocupado pelo Santander, foi locado para o escritório de contabilidade Confialtiva.
O segundo contrato foi assinado para um espaço no Edifício Olivetti, na Avenida Paulista, em São Paulo. O local será destinado a um restaurante temático operado pelo grupo Fan Foods, conhecido por seu popular restaurante temático do Bob Esponja, localizado na Avenida Faria Lima.
Com a saída de inquilinos bancários e a entrada de novos perfis, como o de contabilidade e o de restaurantes, o portfólio do RBVA11 atingiu a marca de 19 locatários distintos, distribuídos por 13 segmentos diferentes do varejo.
RECT11 renova contratos de locação em Santos e no Rio
Enquanto o RBVA11 mostra sucesso na reciclagem de seus ativos, o fundo imobiliário RECT11 comunicou que renovou o contrato de locação com a Santé Assessoria de Investimento, referente a um conjunto comercial de 240,70 m² no Condomínio Edifício Parque Ana Costa, em Santos (SP). O novo acordo terá prazo de 36 meses, com início em 26 de outubro de 2025.

Fonte: StatusInvest
A gestão informou que essa renovação não afetará a taxa de vacância do portfólio, que permanece em 8,06%, e também não há impacto esperado na distribuição de rendimentos do fundo. A equipe de gestão da REC Gestão de Recursos afirmou que continua focada em locar as áreas vagas e realizar a venda de ativos do portfólio.
Em relação às movimentações de outubro, o fundo também anunciou a renovação de contrato com a Telefônica Brasil, no Barra da Tijuca Corporate, no Rio de Janeiro. O novo contrato, referente a uma área de 3.498,64 m², foi firmado por um período de 5 anos, com início em 5 de março de 2026.
Fundo adquire R$ 4,7 milhões em novos CRIs
Além da gestão dos imóveis, o fundo aumentou sua exposição em crédito imobiliário com a compra de cotas de dois Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI). O primeiro foi o CRI MRV, emitido pela True Securitizadora, com um volume total de R$ 3,95 milhões.
A MRV é uma das maiores incorporadoras do Brasil e o CRI é garantido por um fundo de reserva e seguro de crédito da AVLA. A taxa de aquisição do CRI é CDI + 3,00% ao ano.
O segundo CRI adquirido foi o CRI Vitacon, emitido pela Virgo Securitizadora, no valor de R$ 781 mil. Este CRI é garantido por alienação fiduciária de imóvel e de cotas, cessão fiduciária dos recebíveis e aval dos sócios. A taxa de aquisição do CRI é CDI + 2,48% ao ano.
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