HGRE11 avança na ocupação de escritórios; CPSH11 dobra lucro com giro de ativos premium

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Fonte: DepositPhotos

O CSHG Real Estate (HGRE11) reportou um desempenho operacional sólido em novembro, encerrando o período com um lucro líquido de R$ 9,89 milhões. 

Diferente de meses anteriores marcados por volatilidade, este resultado foi construído sem o auxílio de eventos extraordinários ou receitas não recorrentes, refletindo a capacidade de geração de caixa puramente imobiliária do portfólio.

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Fonte: HGRE11

As receitas de locação somaram R$ 11,983 milhões, contrapondo-se a despesas controladas de R$ 2,092 milhões. Essa eficiência operacional permitiu à gestão manter a previsibilidade na remuneração aos investidores, anunciando a distribuição de R$ 0,85 por cota, cujo pagamento foi realizado em meados de dezembro de 2025.

O dado qualitativo mais relevante do mês foi a melhora nos indicadores de ocupação. A gestão concluiu a locação de 1.143 metros quadrados no edifício Jatobá para a Rede D’Or, um inquilino de crédito robusto no setor de saúde. A entrada desse player foi determinante para recuar a vacância física para 7,0% e a financeira para 4,7%.

Olhando para frente, o pipeline comercial segue aquecido. Já foi firmado um contrato com a Secretaria da Mulher para a ocupação de 767 m² no edifício Guaíba. Com o início da vigência previsto para dezembro, a projeção é que a vacância física do fundo inicie 2026 no patamar de 6,4%, consolidando uma trajetória de recuperação de ocupação.

Renegociação estratégica com a Totvs

Um dos pontos focais da gestão de risco do HGRE11 reside na manutenção de seus grandes locatários. Nesse sentido, o fundo está em tratativas avançadas para a renovação antecipada do contrato com a Totvs no edifício Sêneca. 

Embora o vencimento original esteja agendado apenas para março de 2027, a antecipação visa eliminar o risco de vacância futura em um ativo relevante.

Trata-se do maior contrato do fundo, e o acordo comercial para a extensão já foi costurado, restando a formalização documental. O mercado aguarda os detalhes financeiros finais, pois a manutenção desse inquilino ancora a receita de longo prazo e reduz a percepção de risco do portfólio em um cenário de oferta de escritórios ainda desafiador em certas praças.

Paralelamente, a gestão aplicou reajustes contratuais sobre uma base de 4.610 m² de Área Bruta Locável (ABL) em novembro. A capacidade de repassar a inflação nos contratos vigentes é crucial para a preservação do valor real dos aluguéis, especialmente em um ambiente macroeconômico onde a indexação continua sendo um driver de retorno.

Baixa alavancagem e estrutura de capital

Financeiramente, o HGRE11 se destaca por manter um dos níveis de alavancagem mais conservadores da indústria de lajes corporativas. 

O endividamento representa apenas 2,4% do portfólio, com um passivo de securitização total de R$ 44 milhões. Deste montante, a parcela de curto prazo é de apenas R$ 9 milhões, perfeitamente equacionada pelo fluxo de caixa.

A alocação de recursos segue a diretriz de um fundo "tijolo puro", com 86% do patrimônio investido diretamente em imóveis. A exposição a instrumentos de dívida (CRIs) e outros fundos imobiliários é marginal, somando cerca de 6% em conjunto, servindo mais para gestão de liquidez do que como estratégia core.

A projeção da gestão é manter esse nível de alavancagem inalterado no início de 2026, com uma perspectiva de redução gradual nos anos subsequentes. Essa estrutura de capital leve oferece ao fundo uma flexibilidade invejável para navegar períodos de juros altos sem o peso de despesas financeiras que corroem o resultado distribuível.

CPSH11 dobra lucro e gira carteira com foco em ativos premium

O Capitânia Shopping (CPSH11) também entregou um desempenho operacional robusto em outubro, registrando um resultado líquido de R$ 16,9 milhões. 

Esse montante representa mais que o dobro do lucro apurado no mês anterior (R$ 8,008 milhões), evidenciando a eficácia da gestão ativa na alocação de capital e na captura de ganhos extraordinários via giro de portfólio.

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Fonte: CPSH11

Impulsionado por um resultado de R$ 17,484 milhões proveniente de shoppings e FIIs estratégicos, o fundo elevou o patamar de distribuição para R$ 0,12 por cota, superando o recorrente de R$ 0,10. Anualizado, esse rendimento projeta um dividend yield de 14,82%, posicionando o ativo como um dos pagadores mais agressivos do segmento de varejo.

A estratégia por trás desse salto quantitativo foi uma reorganização profunda da carteira.

O fundo concluiu uma venda em bloco ("block trade") para o XPML11, desfazendo-se integralmente de posições em ativos maduros como o Shopping Praia de Belas e os complexos Tatuapé (Metrô e Boulevard), além de reduzir exposição no Iguatemi Bosque Fortaleza.

Aquisição de ativo troféu e rebalanceamento

A reciclagem de capital não visou apenas realizar lucros em teses já consolidadas, mas sim financiar a entrada em ativos com maior potencial de crescimento real e reposição de inflação. O alvo da vez foi o Internacional Shopping Guarulhos, onde o fundo adquiriu uma fatia de 4,81% em uma transação avaliada em R$ 76,2 milhões.

Classificado pela gestão como um ativo "troféu", o shopping ostenta uma taxa de ocupação impressionante de 99,2%. Sua localização estratégica, nas margens da Rodovia Presidente Dutra e no eixo de conexão com o Aeroporto de Guarulhos, garante um fluxo orgânico de consumidores e uma resiliência comercial superior à média do mercado.

A engenharia financeira para viabilizar a compra combinou o uso de caixa imediato (R$ 26,7 milhões) com uma estrutura de securitização (R$ 50 milhões), onde o próprio vendedor (XPML11) financiou parte da aquisição. Essa alavancagem tática permitiu ao fundo fechar o negócio sem necessidade de chamada de capital imediata.

Embora o balanço de outubro mostre um aumento momentâneo no endividamento, a gestão tratou de acalmar o mercado. A dívida estruturada via CRIs tem caráter transitório e deve ser liquidada parcialmente já em novembro. O ponto positivo é a ausência de multa (prêmio) para o pré-pagamento, demonstrando eficiência na gestão do passivo.

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