ALZR11 projeta alta nos dividendos; VGHF11 tem queda no lucro e aposta em ganho de capital

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Fonte: DepositPhotos

O fundo de investimento imobiliário Alianza Trust Renda Imobiliária (ALZR11) divulgou seu relatório gerencial referente ao mês de julho, informando um resultado de R$ 12,242 milhões. 

Com base nesse desempenho, o fundo anunciou a distribuição de R$ 0,0826 por cota em dividendos, com o pagamento agendado para esta segunda-feira, 25 de agosto.

A notícia mais relevante do relatório, no entanto, foi a divulgação da projeção de rendimentos (guidance) para o segundo semestre de 2025, que aponta para uma alta nos dividendos recorrentes do fundo.

Fonte: StatusInvest

O fundo, que se destaca por sua estratégia híbrida, também apresentou atualizações operacionais positivas, como o reajuste de aluguéis pela inflação e um contínuo crescimento em sua base de investidores. A gestão avalia que o fundo vive seu melhor momento desde o IPO, apesar de a cota ainda ser negociada com um leve desconto no mercado.

Análise do resultado de julho e da distribuição de proventos

O resultado de R$ 12,242 milhões em julho foi ligeiramente inferior ao do mês anterior, quando o fundo havia lucrado R$ 12,511 milhões. O desempenho foi sustentado por uma receita bruta de R$ 13,37 milhões, enquanto as despesas totalizaram R$ 1,128 milhão. O dividendo anunciado, de R$ 0,0826 por cota, será pago aos cotistas que estavam posicionados no fundo no fechamento do pregão do dia 18 de agosto.

Mesmo após essa distribuição, a gestão informou que o fundo ainda mantém uma reserva de lucros acumulados e não distribuídos de R$ 0,043 por cota. Essa reserva funciona como um "colchão" financeiro que pode ser utilizado para complementar distribuições futuras e manter a estabilidade dos rendimentos em meses com resultados mais fracos.

Posição de caixa robusta e reajustes de aluguéis no portfólio

O ALZR11 encerrou o mês de julho com uma posição de caixa e valores mobiliários de R$ 260 milhões, um montante que equivale a 20% do patrimônio líquido do fundo. Segundo a gestão, esse caixa robusto oferece segurança para o cumprimento dos compromissos de longo prazo da carteira.

A posição foi reforçada recentemente pelo recebimento de parcelas de vendas de ativos realizadas no passado, incluindo R$ 4,6 milhões do imóvel Aptiv e R$ 3,1 milhões do imóvel IPG.

No lado operacional, o fundo teve uma notícia positiva com o reajuste de aluguéis pela inflação acumulada de 12 meses. A correção, de +5,3%, foi aplicada sobre os contratos de locação dos Centros de Distribuição do Mercado Livre e do Oba, além de duas lojas da rede Oba.

Com essa movimentação, metade dos ativos do portfólio do fundo já passou por reajuste de aluguel em 2025, o que deve impactar positivamente a receita recorrente nos próximos meses.

Distribuição histórica de rendimentos do ALZR11 agrupados por ano.
Fonte: Status Invest

Crescimento na base de cotistas e a visão sobre o preço da cota

O fundo também continuou a expandir sua base de investidores. Em julho, o ALZR11 registrou a entrada de cerca de 1.200 novos cotistas, elevando o total para 165,6 mil, um crescimento de 0,7% em relação a junho.

O principal catalisador para essa expansão foi o desdobramento de cotas realizado em maio, que tornou o preço da cota mais acessível e atraiu novos investidores. Nos últimos três meses, o crescimento total superou a marca de 12 mil novos cotistas.

Apesar da boa fase operacional e do aumento no número de investidores, a gestão observa que as cotas do fundo continuam sendo negociadas no mercado secundário com um leve desconto em relação ao seu valor patrimonial. Na visão da equipe gestora, esse desconto é um reflexo do cenário macroeconômico ainda desafiador, e não da performance do fundo, que, segundo eles, vive o melhor momento desde sua oferta inicial (IPO).

Guidance de dividendos sinaliza alta para o segundo semestre

A principal novidade do relatório foi a divulgação de uma projeção de dividendos para o segundo semestre de 2025. A gestão estima que as distribuições mensais ficarão no intervalo entre R$ 0,080 e R$ 0,082 por cota.

Esse valor é superior ao que foi distribuído no primeiro semestre do ano, e a melhora é um reflexo direto das aquisições de novos imóveis que foram realizadas com os recursos captados na última emissão de cotas do fundo.

A gestão fez questão de ressaltar que essa projeção considera apenas as receitas recorrentes, como aluguéis e os rendimentos das aplicações financeiras em caixa. Resultados extraordinários, como o lucro obtido na venda de imóveis, não entram nessa previsão.

Isso significa que, caso o fundo realize novas vendas de ativos com lucro nos próximos meses, os dividendos efetivamente pagos aos cotistas poderão ser ainda maiores do que os projetados no guidance.

VGHF11 tem queda no resultado e aposta em ganho de capital

Enquanto o ALZR11 se destaca pela estabilidade e por suas projeções de renda recorrente, o fundo Valora Hedge Fund (VGHF11) apresentou em seu último relatório uma dinâmica diferente, marcada por uma queda no resultado e por uma gestão de carteira mais agressiva, com foco em ganho de capital.

O VGHF11 teve um resultado de R$ 14,117 milhões em julho, uma queda em relação aos R$ 16,979 milhões registrados em junho, e distribuiu R$ 0,09 por cota aos seus investidores.

O patrimônio líquido do fundo sofreu uma retração de R$ 0,07 por cota no mês, um reflexo do desempenho negativo tanto da sua carteira de FIIs, que foi impactada pela queda do IFIX, quanto da sua carteira de CRIs indexados ao IPCA, que foram afetados pela alta nas taxas dos títulos públicos.

Fonte: StatusInvest

O mês foi marcado por uma mudança na estratégia de alocação do fundo. A gestão realizou uma venda líquida de R$ 27,2 milhões em ativos da sua carteira "RENDA", que foca em gerar rendimentos recorrentes, e, ao mesmo tempo, realizou uma aquisição líquida de R$ 45 milhões em ativos para a sua carteira "VALOR", que busca maior ganho de capital.

Com isso, a carteira VALOR passou a representar 43,5% dos ativos-alvo do fundo, um aumento em relação aos 40,9% do mês anterior, sinalizando uma aposta da gestão em ativos com maior potencial de valorização.

Novos investimentos e desafios na carteira de crédito

Para reforçar essa estratégia de ganho de capital, o fundo aportou R$ 52,5 milhões em cotas de um novo fundo da mesma gestora, o Valora FOF, que tem como objetivo investir em cotas de FIIs com uso de alavancagem para buscar retornos mais altos no médio e longo prazo.

Em paralelo a esses novos investimentos, a gestão continua lidando com casos de inadimplência em sua carteira de crédito. O relatório destacou que os CRIs Selina seguem sem pagamentos desde fevereiro, e a resolução final do CRI Guaicurus continua dependente de diligências e trâmites jurídicos, representando um ponto de atenção para o fundo.

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