A General Motors (GM) obteve um grande resultado na terça-feira, superando a meta de lucro por ação de Wall Street para o quarto trimestre, com US$ 2,51, acima da estimativa de US$ 2,20.
A receita ficou em US$ 45,29 bilhões, um pouco abaixo dos US$ 45,8 bilhões esperados pelos analistas, e as ações da GM subiram mais de 4% nas negociações pré-mercado após a divulgação dos números.
A empresa também informou aos investidores que se preparem para umtrondesempenho em todo o ano de 2026. A previsão inclui um lucro líquido de US$ 10,3 bilhões a US$ 11,7 bilhões, um lucro ajustado pelo EBIT de US$ 13 bilhões a US$ 15 bilhões e um lucro por ação (EPS) de US$ 11 a US$ 13. "Estamosdent em nossa capacidade de entregar mais um anotron", disse Mary Barra, CEO e presidente do Conselho da GM.
Apesar de superar as expectativas de lucro, a GM ainda registrou um prejuízo líquido de US$ 3,3 bilhões no quarto trimestre, principalmente devido a encargos especiais de US$ 7,2 bilhões. A maior parte desse valor já havia sido anunciada no início do mês, mas o balanço final incluiu alguns novos impactos. Questões legais relacionadas ao OnStar e aos airbags custaram à empresa US$ 357 milhões, o encerramento das operações do serviço de táxi autônomo Cruise custou US$ 133 milhões e a mudança da sede adicionou US$ 5 milhões à conta.
O quarto trimestre ainda registrou lucro ajustado pelo EBIT de US$ 2,8 bilhões, e a empresa enfatizou que tudo isso faz parte da reformulação de sua linha de veículos e estrutura de custos.
A GM está recuando em sua agressiva investida em veículos totalmente elétricos e reduzindo as perdas em regiões internacionais, especialmente na China, onde a montadora registrou uma perda patrimonial de US$ 316 milhões. Isso ainda é melhor do que o prejuízo de US$ 4,4 bilhões sofrido no país em 2024.
Embora a GM esteja reavaliando seus planos para veículos elétricos, não está deixando de distribuir dividendos aos acionistas. O conselho aprovou um aumento de 20% nos dividendos trimestrais, elevando-os para 18 centavos por ação, e deu sinal verde para um novo programa de recompra de ações no valor de US$ 6 bilhões. "Estamos comprometidos em gerar valor para nossos acionistas", disse Barra.
A previsão para 2026 mostra a GM com grandes ambições. O lucro por ação (EPS) projetado, de US$ 11 a US$ 13, está em linha com o consenso de US$ 11,73 da LSEG. Os gastos devem ficar entre US$ 10 bilhões e US$ 12 bilhões.
Em comparação, o desempenho do ano passado foi muito inferior, com lucro líquido de US$ 2,7 bilhões, lucro por ação de US$ 3,27 e EBIT ajustado de US$ 12,7 bilhões. O fluxo cash livre do setor automotivo para 2025 foi de US$ 10,6 bilhões.
A América do Norte manteve-se no topo do ranking regional da GM. No entanto, os lucros na região caíram 28,1% no ano passado, para US$ 10,45 bilhões, e os ganhos do quarto trimestre, por si só, recuaram 1,3%, para US$ 2,24 bilhões.
Os números globais não foram totalmente ruins. Os lucros ajustados dos mercados internacionais atingiram US$ 737 milhões, um aumento de US$ 434 milhões em relação ao ano anterior. Isso inclui melhores resultados da Coreia do Sul, Brasil e Oriente Médio.
O número de ações em circulação também diminuiu. A GM encerrou 2025 com 904 milhões de ações em circulação, em comparação com 995 milhões no ano anterior e 1,2 bilhão em 2023. As recompras contínuas visam impulsionar ainda mais o preço das ações, reduzindo o volume de negociação.
Os investidores agora estão de olho em como o plano para 2026 se desenrolará. A empresa aposta em operações mais enxutas e menor exposição a veículos elétricos, ao mesmo tempo que prioriza a remuneração dos acionistas. A GM não está recuando diante das decisões difíceis e está deixando isso claro com os números.
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