O ouro se mantém estável perto da máxima histórica, enquanto a demanda por ativos de proteção compensa a alta do dólar
- Mercados em 2026: Ouro, Bitcoin e o Dólar voltarão a fazer história? — Veja o que pensam as principais instituições
- Ethereum rompe padrão técnico e sinaliza retomada rumo aos US$ 4 mil
- Bitcoin (BTC) estabiliza em US$ 95,5 mil após liquidação massiva de posições vendidas
- O ouro se consolida abaixo de US$ 4.600, permanecendo próximo da alta recorde, com a aproximação do relatório do IPC dos EUA
- Ouro dispara para novo recorde histórico com ameaças tarifárias de Trump e riscos geopolíticos
- Ethereum apresenta sinais mistos com rali sustentado pelo mercado à vista

O ouro é visto oscilando em uma faixa estreita próxima da máxima histórica, em meio a sinais fundamentais mistos.
Uma leve valorização do dólar americano (USD) limita o avanço do metal precioso, diante da redução das apostas em mais dois cortes de juros pelo Federal Reserve ainda neste ano.
As persistentes incertezas geopolíticas e os temores de uma guerra comercial continuam atuando como um fator de suporte (tailwind) para a commodity.
O ouro (XAU/USD) dá continuidade ao movimento lateral de consolidação durante a sessão asiática de terça-feira e permanece próximo da máxima histórica atingida no dia anterior, em meio a sinais fundamentais mistos. O dólar americano (USD) atrai alguns compradores e recupera parte da queda registrada durante a noite, após ter tocado o nível mais alto desde 9 de dezembro, à medida que diminuem as apostas em mais dois cortes de juros pelo Federal Reserve (Fed). Além disso, a instabilidade civil no Irã parece ter diminuído, reduzindo a probabilidade de uma intervenção dos EUA e se tornando outro fator que atua como pressão negativa (headwind) para a commodity.
Por outro lado, a guerra prolongada entre Rússia e Ucrânia mantém os riscos geopolíticos em evidência. Somam-se a isso as preocupações com uma possível guerra comercial entre os Estados Unidos e a Europa, em meio ao aumento das tensões envolvendo a Groenlândia, que continuam a pesar sobre o sentimento dos investidores e oferecem suporte ao ouro como ativo de proteção. Os traders também parecem cautelosos e preferem aguardar a divulgação do Índice de Preços de Gastos com Consumo Pessoal (PCE) dos EUA, prevista para quinta-feira. Esse dado crucial deve fornecer mais pistas sobre o futuro rumo da política monetária do Fed, o que, por sua vez, influenciará o USD e poderá dar um novo impulso ao metal amarelo sem rendimento.
Daily Digest Market Movers: Ouro mantém viés altista em meio à fuga global para ativos de segurança
O presidente dos EUA, Donald Trump, parece ter recuado das ameaças anteriores de ação militar contra o Irã, diante da repressão brutal de Teerã aos protestos. Esse cenário, junto com algum movimento de compra do dólar americano (USD), mantém o ouro abaixo da máxima histórica e da marca de US$ 4.700 durante a sessão asiática de terça-feira.
Os investidores reduziram suas apostas em um afrouxamento monetário mais agressivo pelo Federal Reserve (Fed) em 2026, depois que Trump disse preferir manter o diretor do Conselho Econômico Nacional, Kevin Hassett, em seu cargo atual. Isso indica que outra pessoa sucederá o presidente do Fed, Jerome Powell, sustentando o dólar.
A Rússia lançou uma série de ataques com drones à infraestrutura energética da Ucrânia na noite de segunda-feira, provocando apagões generalizados em meio a temperaturas congelantes e alta demanda. Além disso, as forças russas realizaram um ataque combinado com drones e mísseis contra a capital ucraniana, Kyiv, na manhã de terça-feira.
No fim de semana, Trump ameaçou impor tarifas adicionais de 10% a partir de 1º de fevereiro sobre produtos importados de oito países europeus que se opõem à sua tentativa de adquirir a Groenlândia. A França propôs reagir com uma série de contramedidas econômicas inéditas, elevando o risco de uma guerra comercial entre EUA e UE.
Os investidores agora aguardam a divulgação do Índice de Preços de Gastos com Consumo Pessoal (PCE) – indicador de inflação preferido pelo Fed – prevista para quinta-feira. A divulgação será acompanhada do relatório final do PIB dos EUA no 3º trimestre, oferecendo mais pistas sobre o caminho de cortes de juros do Fed, que, por sua vez, deverá influenciar o preço do ouro, ativo que não gera rendimento.
O ouro precisa romper a resistência do canal ascendente para reforçar a perspectiva de novos ganhos
Um canal ascendente a partir de US$ 3.845,01 enquadra o avanço do ouro. A linha do MACD (Moving Average Convergence Divergence) permanece acima da linha de sinal, com ambas acima de zero, reforçando o viés altista. O histograma positivo em expansão sugere que os compradores mantêm o controle. O RSI, em 70,95, indica sobrecompra, e o momentum parece estendido. A resistência coincide com a borda superior do canal, próxima a US$ 4.709,61.
A falha em romper esse teto pode desencadear consolidação ou um recuo dentro do canal. O suporte do canal situa-se próximo a US$ 4.401,47. Uma contração no histograma do MACD indicaria desgaste do momentum, enquanto uma moderação no RSI a partir da sobrecompra aliviará a pressão altista. Um fechamento sustentado acima da borda superior poderia ampliar a tendência de alta, enquanto quedas deverão encontrar suporte ao se aproximar da borda inferior do canal.
(A análise técnica desta matéria foi elaborada com o auxílio de uma ferramenta de IA.)
Leia mais
Isenção de responsabilidade: este artigo representa apenas a opinião do autor e não pode ser usado como consultoria de investimento. O conteúdo do artigo é apenas para referência. Os leitores não devem tomar este artigo como base para investimento. Antes de tomar qualquer decisão de investimento, procure orientação profissional independente para garantir que você entenda os riscos.
Os Contratos por Diferença (CFDs) são produtos alavancados que podem resultar na perda de todo o seu capital. Esses produtos não são adequados para todos os clientes; por favor, invista com rigor. Consulte este arquivo para obter mais informações.





