Pressão sobre o câmbio continua com dólar perto dos R$ 6,10
- O ouro sobe à medida que as esperanças de paz entre os EUA e o Irã e o abrandamento das preocupações inflacionárias enfraquecem o dólar americano
- O ouro oscila perto dos US$ 4.700, à medida que os riscos no Estreito de Ormuz e a reavaliação da política monetária do Fed, impulsionada pela inflação, fortalecem o dólar americano
- O ouro enfrenta dificuldades abaixo dos US$ 4.700, com as tensões entre os EUA e o Irã a fortalecerem o dólar americano antes da reunião do FOMC
- O ouro parece vulnerável perto da mínima de duas semanas, à medida que o impasse entre os EUA e o Irã e os temores de inflação impulsionam o dólar americano
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Por Julio Alves
Investing.com – O dólar opera em firme alta nesta segunda-feira, 2 de dezembro, cotado perto dos R$ 6,10, devido a um misto de incertezas fiscais no Brasil, tensões geopolíticas e expectativa para os próximos passos da política monetária nos Estados Unidos.
Às 13h de Brasília, a moeda americana avançava 1,91% contra o real, cotada a R$ 6,0876 no mercado à vista. No mercado futuro, o contrato com vencimento em janeiro de 2025 na B3 (BVMF:B3SA3), o mais líquido, atingia R$ 6,10, uma alta de 1,60% frente ao fechamento anterior.
No plano doméstico, o mercado continua avaliando negativamente o pacote fiscal apresentado pelo governo, que prevê uma economia de R$ 71,9 bilhões em dois anos.
Agentes financeiros criticam a falta de detalhamento sobre como o governo pretende compensar a renúncia de arrecadação com medidas como a ampliação da isenção do Imposto de Renda.
Além disso, a piora nas projeções inflacionárias e a expectativa de aumento da taxa Selic em 2025 e 2026 no Boletim Focus intensificam as preocupações sobre o ambiente fiscal, pressionando a moeda brasileira.
No exterior, a moeda americana também ganhava força frente às principais divisas, em face do aumento dos rendimentos dos títulos do Tesouro americano. O Índice Dólar subia 0,81%, a 106,685 pontos.
Outro fator que contribuía para a força do dólar foram as recentes ameaças tarifárias do presidente eleito, Donald Trump, contra os países do Brics, adicionando um componente geopolítico à pressão sobre o real.
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Trump prometeu taxas de 100% sobre importações de membros do bloco, incluindo o Brasil, caso esses países avancem em iniciativas para substituir o dólar em transações internacionais.
O apoio do governo brasileiro à criação de meios de pagamento alternativos dentro do Brics alimenta o nervosismo do mercado, elevando o risco percebido para investidores estrangeiros.
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