Juros na Europa: estes são os próximos passos do BCE na visão da Shroders

Autor: Investing.com
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Mitrade Team
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Fonte: DepositPhotos

Investing.com - O Banco Central Europeu deve realizar o primeiro corte de juros na reunião destes mês, seguido de mais três cortes de 25 pontos-base até o final do ano, na visão de Azad Zangana, economista sênior e estrategista da gestora britânica Schroders (LON:SDR), ao comentar sobre os próximos passos da política monetária europeia.

Depois de uma breve recessão técnica no segundo semestre de 2023, a Zona do Euro retomou o crescimento no primeiro trimestre deste ano. "O PIB real aumentou 0,3% em relação ao trimestre anterior, com a Alemanha também acelerando seu crescimento. Itália (0,3%) e Espanha (0,7%) superaram as previsões de consenso, enquanto a França (0,2%) também viu uma ligeira melhoria", ressalta Zangana.

Segundo o especialista, a perspectiva para a Zona do Euro permanece praticamente a mesma: "Uma combinação de inflação mais baixa e flexibilização da política monetária deve estimular a recuperação da demanda. No entanto", acrescenta Zangana, "a mudança estrutural para custos domésticos mais altos de energia e mão de obra sugere que a Europa se beneficiará menos do que no passado com a recuperação do comércio global".

Para a Schroders, as economias dos países com uma moeda única podem surpreender os mercados de forma positiva. "Revisamos para cima nossas estimativas de crescimento do PIB da Zona do Euro de 0,7% para 0,9% para 2024 e mantivemos inalteradas para 2025 em 1,8%. Essas são previsões mais otimistas do que as previsões de consenso de 0,6% e 1,4%, respectivamente".

A inflação provou ser mais persistente do que os analistas inicialmente previram, "em parte devido aos efeitos dos preços da energia, já que os governos eliminaram os subsídios à energia e os eventos geopolíticos no Oriente Médio levaram ao aumento dos preços do petróleo", aponta Zangana.

Por outro lado, a inflação caiu para 2,4% em termos anuais em abril, contra 2,8% três meses antes. "Aumentamos nossas estimativas de inflação de 2,1% para 2,3% para 2024. Embora a queda nos preços do gás no atacado tenha nos levado a reduzir nossa previsão para 2025 para 2,4% em relação aos 2,8% anteriores, é importante notar que nossa previsão é maior do que a estimativa de consenso de 1,9%", revela o especialista.

Com base nesses números, a Schroders prevê que, após quatro cortes em 2024, "o BCE fará mais dois cortes de 25 pontos-base no primeiro trimestre do próximo ano e, em seguida, ficará parado pelo resto de 2025. É provável que a pausa seja forçada pelo ressurgimento de pressões inflacionárias", acrescenta Zangana.

"À medida que a demanda doméstica se recupera e o crescimento volta a ficar acima da tendência", ele argumenta, "a falta de capacidade ociosa, principalmente nos mercados de trabalho, deve fazer com que a inflação salarial volte a subir, forçando as empresas a aumentar os preços de seus produtos".

O economista observa que "embora a Zona do Euro esteja emergindo de uma desaceleração cíclica, as taxas de desemprego permaneceram próximas aos mínimos de dez anos". Uma dinâmica que destaca o impacto do envelhecimento demográfico e do acúmulo de mão de obra.

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