Marcos Galperin: quem é o dono do Mercado Livre e sua fortuna

Quando se fala em comércio eletrônico e tecnologia na América Latina, um nome surge com frequência: Marcos Galperin. Conhecido como o fundador e principal acionista do Mercado Livre, ele é considerado um dos empreendedores mais influentes da região e, atualmente, o homem mais rico da Argentina.
Mais do que o “dono do Mercado Livre”, Galperin é visto por investidores e analistas como o estrategista por trás de um dos ecossistemas digitais mais valiosos do mundo emergente. Sua trajetória combina visão de longo prazo, disciplina operacional e forte execução em mercados complexos como Brasil, México e Argentina.
Quem é Marcos Galperin?
Marcos Galperin nasceu em 31 de outubro de 1971, em Buenos Aires, Argentina. Ele é o fundador do Mercado Livre (MercadoLibre), empresa criada em 1999 que se tornou a maior plataforma de e-commerce e serviços financeiros da América Latina.
Desde a fundação, Galperin esteve diretamente envolvido na expansão do negócio, liderando a companhia por mais de duas décadas. Mesmo após mudanças na estrutura executiva, ele segue como a principal referência estratégica do grupo, mantendo forte influência sobre as decisões de longo prazo.
Em 2020, Galperin deixou o cargo de CEO da operação argentina e passou a atuar a partir do Uruguai, onde reside atualmente. Já em julho de 2025, o Mercado Livre anunciou que, a partir de janeiro de 2026, ele deixará o cargo de CEO global, assumindo a função de Executive Chairman, focada em governança, estratégia e visão de futuro. A liderança operacional ficará com Ariel Szarfsztejn.
Perfil de Marcos Galperin:
Formação acadêmica e visão empreendedora
Marcos Galperin vem de uma família com tradição empresarial no setor industrial argentino. Sua formação acadêmica teve papel central na construção do Mercado Livre.
Ele se graduou em Economia pela Universidade da Pensilvânia (UPenn), nos Estados Unidos, e posteriormente concluiu um MBA na Universidade de Stanford, uma das instituições mais influentes do mundo no ecossistema de tecnologia e startups.
Foi durante o MBA em Stanford que Galperin teve contato direto com os primeiros modelos de e-commerce, como eBay e Amazon. A partir dessa experiência, surgiu a ideia de adaptar esse conceito para a realidade latino-americana — ainda pouco explorada digitalmente no final dos anos 1990.
A criação do Mercado Livre
O Mercado Livre foi fundado em 1999, em um momento em que a internet ainda dava seus primeiros passos na América Latina. Inicialmente, o modelo era simples: um marketplace que conectava compradores e vendedores.
Desde o início, Galperin contou com apoio de investidores de peso, como a Sequoia Capital e o JPMorgan Partners, o que ajudou a estruturar o crescimento da empresa.
Com o tempo, o Mercado Livre deixou de ser apenas um site de compra e venda e passou a construir um ecossistema integrado, incluindo:
Mercado Pago (pagamentos e serviços financeiros)
Mercado Envios (logística e fulfillment)
Publicidade digital
Crédito e soluções financeiras
Essa estratégia foi fundamental para criar barreiras de entrada e fortalecer a posição competitiva da empresa, especialmente no Brasil, que hoje representa um dos principais mercados do grupo.
IPO e consolidação global
Em agosto de 2007, o Mercado Livre realizou seu IPO na Nasdaq, nos Estados Unidos. A abertura de capital marcou um ponto de virada, posicionando a companhia como uma empresa global de tecnologia, e não apenas um marketplace regional.
Desde então, as ações do Mercado Livre passaram por forte valorização, impulsionadas pelo crescimento do comércio eletrônico, da digitalização dos pagamentos e da expansão logística na América Latina.
Em julho de 2025, o valor de mercado da companhia ultrapassava US$ 125 bilhões, colocando o Mercado Livre entre as empresas de tecnologia mais valiosas fora do eixo Estados Unidos–Europa–China.
Marcos Galperin ainda é o dono do Mercado Livre?
Embora o Mercado Livre seja uma empresa de capital aberto, Marcos Galperin continua sendo o maior acionista individual da companhia. Na prática, isso faz com que ele seja frequentemente chamado de “dono do Mercado Livre”, ainda que existam milhares de acionistas institucionais e pessoas físicas.
Com a transição para o cargo de Executive Chairman, Galperin seguirá no centro das decisões estratégicas, influenciando temas como expansão, inovação e governança corporativa.
Fortuna de Marcos Galperin
A fortuna de Marcos Galperin está diretamente ligada à valorização das ações do Mercado Livre. Segundo a Forbes, seu patrimônio era estimado em cerca de US$ 9,6 bilhões em julho de 2025, o que o coloca como o argentino mais rico da atualidade.
Outras estimativas variam entre US$ 6,8 bilhões e US$ 8,5 bilhões, dependendo da metodologia utilizada. Essas diferenças refletem a volatilidade do mercado acionário e a concentração do patrimônio em ações listadas na Nasdaq.
Para investidores, esse ponto é relevante: a riqueza de Galperin está majoritariamente vinculada ao desempenho de longo prazo da empresa que ele fundou.
Veja também:Quem é o homem mais rico do mundo em 2025?
Legado e influência na América Latina
Mais do que um bilionário, Marcos Galperin se tornou um símbolo do empreendedorismo latino-americano. Sua trajetória demonstra que é possível construir empresas de tecnologia globais a partir de mercados emergentes, mesmo em ambientes econômicos instáveis.
O impacto do Mercado Livre vai além do comércio eletrônico: a empresa ajudou a acelerar a inclusão financeira, a digitalização de pequenos negócios e a modernização da logística na região.
Discreto na comunicação, Galperin prefere deixar que os números falem por si — e eles explicam por que seu nome é constantemente citado entre os líderes mais influentes do setor de tecnologia.


1. Quem é o dono do Mercado Livre?
Marcos Galperin é o fundador e maior acionista individual do Mercado Livre.
2. Marcos Galperin ainda é CEO do Mercado Livre?
Até o fim de 2025, sim. A partir de 2026, ele assume o cargo de Executive Chairman.
3. Qual é a fortuna de Marcos Galperin?
Estimativas apontam um patrimônio próximo de US$ 9,6 bilhões em 2025.
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