“Vai continuar subindo”: UBS eleva alvo do ouro para nova máxima recorde
- A Rússia deve lucrar inesperadamente com a arrecadação de impostos sobre o petróleo, já que a interrupção no Estreito de Ormuz elevou os preços acima de US$ 100
- O ouro sobe à medida que o otimismo diplomático e a incerteza em torno do Fed enfraquecem o dólar americano
- O ouro recua após atingir a maior alta em quatro semanas, à medida que os riscos no Estreito de Ormuz amenizam a desvalorização do dólar
- Os otimistas do ouro parecem hesitantes, já que o fracasso das negociações entre os EUA e o Irã e as apostas em uma postura mais agressiva do Fed sustentam o dólar americano
- Wall Street freia as expectativas em relação à Intel apesar datronalta da semana passada
- O ouro permanece próximo da máxima de quatro semanas em meio a esperanças diplomáticas em relação ao Irã, reavivando as apostas em um corte nas taxas pelo Fed

Investing.com – O UBS revisou para cima sua estimativa para os preços do ouro, prevendo que o metal precioso alcançará US$ 2.600 por onça até o final de 2024, um aumento em relação ao objetivo anterior de US$ 2.500 por onça.
Essa atualização ocorre após o ouro ter atingido um recorde de US$ 2.450 por onça em 20 de maio, impulsionado por uma elevação nas expectativas de cortes nas taxas de juros pelo Federal Reserve e pela desvalorização do dólar americano, em resposta a indicadores econômicos mais fracos nos Estados Unidos.
A revisão da projeção se baseia em três fatores cruciais: inicialmente, o UBS considera que os indicadores econômicos mais fracos de abril nos EUA provocaram uma reavaliação das expectativas de cortes nas taxas de juros pelo Federal Reserve, com os mercados agora projetando uma redução de 40 pontos-base em 2024, ante os 28 pontos-base anteriores.
Taxas de juros mais baixas tendem a favorecer a valorização do ouro, atraindo investimentos para fundos negociados em bolsa (ETFs) que investem no metal.
Em segundo lugar, o UBS elevou suas previsões para a demanda de ouro por bancos centrais em 2024 para entre 950 e 1.000 toneladas métricas, frente às 800 a 850 toneladas métricas anteriormente estimadas. Apesar de uma recente desaceleração nas compras pelo Banco Popular da China, o Conselho Mundial do Ouro reportou aquisições recordes de 290 toneladas métricas no primeiro trimestre. Além disso, os dados do comércio de ouro suíço sugerem que a China continua a adquirir grandes quantidades do metal.
Por fim, o UBS aponta que as atuais incertezas geopolíticas, como as iminentes eleições nos EUA, os conflitos no Oriente Médio e na Ucrânia, bem como o aumento das tensões comerciais entre os EUA e a China, devem sustentar a demanda por ouro como forma de proteção.
O banco recomenda a compra de ouro em momentos de baixa no preço, especificamente quando este se aproximar de US$ 2.300 por onça, destacando seu valor como um diversificador de portfólio a longo prazo.
Olhando mais adiante, o UBS apresentou uma nova projeção para junho de 2025, estimando que o preço do ouro poderá atingir US$ 2.700 por onça.
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