Ouro se mantém acima de US$ 4.050 com alívio nos temores inflacionários contendo apostas no Fed; recuperação do dólar limita ganhos
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O ouro inicia a nova semana em tom positivo, embora careça de compras de continuação (follow-through).
A queda nos preços do petróleo alivia os receios inflacionários e modera as apostas de alta de juros pelo Fed, sustentando a commodity.
Um modesto repique do dólar (USD) a partir de sua menor marca desde 17 de junho limita os ganhos do par XAU/USD.
O ouro (XAU/USD) enfrenta dificuldades para capitalizar a modesta abertura em gap de alta semanal e permanece abaixo da marca de US$ 4.100 ao longo da sessão asiática. O dólar americano (USD) engata uma modesta recuperação a partir de seu nível mais baixo desde 17 de junho e se revela um fator decisivo que atua como vento contrário (headwind) para a commodity. O potencial de alta para o USD, no entanto, parece limitado em meio a esperanças renovadas de um acordo de paz entre EUA e Irã e ao arrefecimento das expectativas de elevação de juros pelo Federal Reserve (Fed), o que, por sua vez, ajuda o metal precioso — que não gera rendimentos — a preservar os ganhos acima do nível de US$ 4.050.
O presidente dos EUA, Donald Trump, cancelou os ataques planejados contra o Irã no final de semana, alegando que aliados do Oriente Médio atingiram os parâmetros de um acordo sobre o programa nuclear de Teerã e a reabertura total do Estreito de Ormuz. Trump disse ainda aos jornalistas que os EUA e o Irã devem retomar as negociações na tarde de segunda-feira, alimentando o otimismo em relação a uma resolução diplomática para encerrar a guerra de cinco meses. Somado a isso, a decisão da OPEP+ no domingo de aumentar a produção em setembro disparou um declínio acentuado nos preços do petróleo bruto. Isso alivia os receios inflacionários e modera as apostas de um aperto monetário mais agressivo pelo Fed, o que deve limitar qualquer valorização expressiva do USD e dar suporte ao preço do ouro.
Os operadores, contudo, parecem hesitantes em fazer novas apostas vendidas (bearish bets) em torno do USD e optam por aguardar novos desdobramentos sobre a crise no Oriente Médio. Portanto, o foco permanece totalmente voltado para as manchetes geopolíticas, que podem continuar injetando volatilidade nos mercados financeiros e direcionando a demanda pelo USD. Além disso, os investidores buscarão pistas em dados macroeconômicos importantes dos EUA programados para o início do novo mês para obter algum impulso significativo. Uma semana movimentada começa com a divulgação do PMI Industrial do ISM dos EUA no final desta segunda-feira. A atenção do mercado, enquanto isso, permanece concentrada nos dados mensais cruciais do mercado de trabalho norte-americano, popularmente conhecidos como o relatório de empregos não agrícolas (Nonfarm Payrolls - NFP), na sexta-feira.
Gráfico diário XAU/USD
Análise Técnica: Ouro permanece confinado em faixa conhecida, com compradores hesitantes abaixo de US$ 4.100
Sob uma perspectiva técnica, nada parece ter mudado significativamente, uma vez que o par XAU/USD permanece confinado em uma faixa conhecida abaixo da Média Móvel Simples (MMS) de 200 dias. Diante da queda recente, essa movimentação ainda pode ser categorizada como uma fase de consolidação de baixa, sugerindo que o caminho de menor resistência para o preço do ouro continua sendo para o lado da queda.
Enquanto isso, o indicador de Convergência e Divergência de Médias Móveis (MACD) (12, 26, fechamento, 9) permanece em território positivo, com leitura próxima a 11,6, sugerindo um ímpeto (momentum) de alta ainda tímido. No entanto, o Índice de Força Relativa (RSI) de 14 períodos em 47,1 permanece neutro e indica apenas uma convicção direcional limitada. Portanto, qualquer movimento adicional de alta pode enfrentar dificuldades para se firmar acima de US$ 4.100.
O referido patamar é seguido pelo limite superior da faixa de negociação (trading range), logo antes da marca de US$ 4.200 — que, se superado de forma decisiva, poderá levar o ouro em direção à MMS de 200 dias, próxima de US$ 4.490,33. Os compradores (bulls) precisariam reconquistar essa barreira tecnicamente significativa para aliviar o tom de baixa predominante e reabrir o caminho rumo a máximas mais altas.
No lado da queda, o suporte imediato é identificado nas mínimas recentes de oscilação (swing lows) na faixa de US$ 3.976–US$ 4.000, onde os compradores surgiram anteriormente. Um rompimento convincente abaixo dessa zona seria visto como um novo gatilho para os operadores vendidos (bears), deixando o par XAU/USD vulnerável a perdas adicionais.
(A análise técnica deste texto foi escrita com o auxílio de uma ferramenta de IA. Saiba mais.)
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