TradingKey - Em 29 de maio, o Conselho de Administração da Universal Music Group, a maior empresa de música do mundo, emitiu um comunicado rejeitando oficialmente uma proposta de aquisição de US$ 65 bilhões totalmente em dinheiro do bilionário Bill Ackman e de sua Pershing Square Capital Management.
O conselho declarou explicitamente que a transação "não atende aos melhores interesses da Universal Music Group, de seus acionistas, artistas, compositores, funcionários e de todas as outras partes interessadas."
Em um comunicado oficial, o Conselho de Administração observou que, com a assistência integral de consultores financeiros e jurídicos externos de primeira linha e após uma avaliação abrangente e prudente, determinou, em última análise, que a proposta de aquisição "subvaloriza fundamental e materialmente o valor intrínseco do Universal Music Group e não entrega retornos superiores de longo prazo aos acionistas". Além disso, o Conselho enfatizou que manteve uma comunicação extensiva com um grande número de acionistas e stakeholders fundamentais, garantindo amplo apoio e alcançando um alto nível de consenso entre todas as partes em relação à decisão de rejeitar a oferta de aquisição.
O relacionamento de Ackman com o Universal Music Group (UMG) supostamente remonta a 2021. Naquele ano, a Pershing Square adquiriu pela primeira vez uma participação no UMG, e Ackman ingressou no conselho, atuando até deixar o cargo oficialmente em 2025.
Em abril deste ano, Ackman apresentou formalmente uma proposta de fechamento de capital ao conselho do Universal Music Group. Ele afirmou na época que o preço das ações da empresa, estagnado há muito tempo, devia-se principalmente a fatores não relacionados ao desempenho do próprio negócio musical, problemas que ele acreditava que poderiam ser resolvidos de forma eficaz por meio do fechamento de capital. O elemento mais marcante de sua proposta de reestruturação foi a mudança da listagem primária do UMG da Europa para Nova York.
Notavelmente, apenas alguns dias antes de o conselho rejeitar oficialmente a proposta de aquisição, Cyrille Bolloré, CEO do Bolloré Group, um dos principais acionistas do UMG, declarou publicamente que a oferta de Ackman subvalorizou significativamente a maior empresa de música do mundo.