Dono da Natura: Quem é Antonio Luiz Seabra e Como Ele Transformou a Natura em um Império Bilionário

Quem é o dono da Natura?
Quando o assunto é o mercado brasileiro de cosméticos, uma das perguntas mais pesquisadas no Google é: quem é o dono da Natura? A resposta leva diretamente ao empresário Antonio Luiz Seabra, fundador da companhia e uma das figuras mais influentes do empreendedorismo brasileiro.
Mais do que criar uma marca de cosméticos, Seabra ajudou a construir um modelo de negócios que uniu inovação, sustentabilidade e propósito social — muito antes de temas como ESG ganharem espaço no mundo corporativo.
Hoje, mesmo longe da gestão operacional, Antonio Luiz Seabra continua sendo o principal acionista individual da Natura &Co e mantém influência estratégica dentro do grupo.
Perfil resumido de Antonio Luiz Seabra
A história de Antonio Luiz Seabra
Antonio Luiz Seabra nasceu em 1942, em São Paulo. Formado em Economia, iniciou sua trajetória profissional em funções administrativas e financeiras, desenvolvendo experiência em planejamento e gestão empresarial.
Antes de criar a Natura, trabalhou em empresas como a multinacional Remington Rand, onde construiu carreira no setor corporativo e chegou a ocupar cargos de liderança.
Foi justamente durante esse período que Seabra passou a desenvolver interesse pelo mercado de beleza e cuidados pessoais — um segmento que ainda era pouco explorado no Brasil nas décadas de 1960 e 1970.
Posteriormente, assumiu a gestão de um pequeno laboratório de cosméticos em São Paulo. A experiência aproximou o empresário do desenvolvimento de produtos e despertou a ideia de criar uma marca própria baseada em ingredientes naturais e relacionamento próximo com os consumidores.
Como nasceu a Natura?
A criação da empresa
Em 1969, Antonio Luiz Seabra fundou a então chamada “Indústria e Comércio de Cosméticos Berjeaut Ltda.” ao lado de Jean Pierre Berjeaut.
Pouco tempo depois, o negócio passou a se chamar Natura — nome que refletia o conceito central da marca: conexão com a natureza, bem-estar e uso de ativos naturais.
Desde o início, a proposta da Natura era diferente da maioria das empresas do setor. Enquanto concorrentes focavam apenas em vendas, a marca apostou em:
Relacionamento humanizado;
Consultoras de venda direta;
Produtos inspirados na biodiversidade brasileira;
Valorização da sustentabilidade;
Transparência corporativa.
Essa visão ajudou a empresa a conquistar consumidores em todo o Brasil e, posteriormente, no exterior.
A expansão da Natura e o crescimento global
De empresa brasileira a gigante internacional
Ao longo das décadas, a Natura deixou de ser apenas uma marca nacional para se transformar em um dos maiores grupos de cosméticos do mundo.
Entre os principais marcos da companhia estão:
Abertura de capital na Bolsa
Em 2004, a Natura realizou seu IPO na B3, ampliando sua capacidade de investimento e fortalecendo sua presença no mercado financeiro.
A abertura de capital também colocou a empresa entre os cases brasileiros mais estudados por investidores interessados em crescimento sustentável e governança corporativa.
Aquisição da Aesop
Em 2012, a Natura adquiriu a marca australiana Aesop, consolidando sua presença internacional no segmento premium.
Compra da The Body Shop
Em 2017, o grupo comprou a tradicional The Body Shop, fortalecendo sua operação global e ampliando presença na Europa.
Incorporação da Avon
Já em 2020, a Natura concluiu a incorporação da Avon, formando uma das maiores empresas de beleza do planeta.
A operação transformou a Natura &Co em um conglomerado multinacional com atuação em dezenas de países.
Reestruturação da Natura &Co
Nos últimos anos, o grupo passou por uma importante reorganização estratégica.
Em 2023, a Natura vendeu a Aesop para a L'Oréal por bilhões de dólares, movimento visto pelo mercado como uma tentativa de reduzir alavancagem financeira e aumentar eficiência operacional.
No mesmo período, a companhia também negociou a venda da The Body Shop, concentrando esforços no fortalecimento da principal marca do grupo: a própria Natura.
Já em 2025, a holding Natura &Co anunciou uma reorganização societária envolvendo a Natura Cosméticos S.A., buscando simplificar a estrutura corporativa e melhorar a geração de valor aos acionistas.
Para analistas do mercado, essas mudanças refletem um novo ciclo estratégico da companhia, mais focado em rentabilidade, eficiência e expansão digital.
Fortuna de Antonio Luiz Seabra
Graças ao crescimento da Natura ao longo de mais de cinco décadas, Antonio Luiz Seabra construiu um dos maiores patrimônios do Brasil.
Segundo estimativas divulgadas pela Forbes Brasil em 2025, sua fortuna gira em torno de US$ 1,1 bilhão, equivalente a aproximadamente R$ 6 bilhões dependendo da cotação do dólar.
Mesmo afastado do comando executivo diário, Seabra continua sendo uma figura extremamente relevante dentro do grupo Natura &Co, tanto como acionista quanto como referência institucional.
O modelo de negócios que transformou a Natura
Um dos pontos que mais diferenciam Antonio Luiz Seabra de outros empresários brasileiros foi sua visão de longo prazo sobre sustentabilidade.
Décadas antes do ESG se tornar tendência global, a Natura já desenvolvia iniciativas relacionadas a:
Preservação ambiental;
Uso sustentável da Amazônia;
Apoio a comunidades locais;
Redução de impacto ambiental;
Desenvolvimento de embalagens recicláveis;
Cadeias produtivas sustentáveis.
Esse posicionamento ajudou a marca a construir forte reputação entre consumidores preocupados com responsabilidade ambiental e consumo consciente.
Além disso, a Natura se tornou frequentemente citada em rankings de empresas sustentáveis e cases corporativos estudados em universidades e escolas de negócios.
Antonio Luiz Seabra ainda é dono da Natura?
Essa é outra dúvida bastante comum entre investidores e consumidores.
A resposta é: sim, Antonio Luiz Seabra continua sendo um dos principais donos da Natura, embora a empresa atualmente tenha capital aberto e milhares de acionistas na bolsa.
Na prática, ele permanece como principal acionista individual e integrante do conselho de administração da companhia.
Ou seja, apesar da profissionalização da gestão, sua influência estratégica continua relevante.
O legado de Antonio Luiz Seabra
A trajetória de Antonio Luiz Seabra vai além da construção de uma empresa bilionária.
Seu legado está associado à criação de um novo modelo empresarial no Brasil, baseado em:
Crescimento sustentável;
Valorização humana;
Inovação corporativa;
Responsabilidade social;
Visão de longo prazo.
Para muitos especialistas em negócios, a Natura se tornou um exemplo de como é possível unir lucro, impacto social e consciência ambiental dentro de uma grande corporação.
Além disso, a empresa ajudou a fortalecer o Brasil como referência global na indústria de cosméticos e beleza sustentável.
Conclusão
Entender quem é o dono da Natura ajuda também a compreender a evolução do empreendedorismo brasileiro nas últimas décadas.
Antonio Luiz Seabra não apenas fundou uma das maiores empresas de cosméticos da América Latina, mas também ajudou a redefinir o conceito de empresa sustentável no Brasil.
Sua trajetória mostra como visão estratégica, inovação e responsabilidade social podem caminhar juntas na construção de um negócio global.
Mesmo após décadas da fundação da Natura, seu nome continua diretamente ligado ao crescimento da companhia e ao fortalecimento do mercado brasileiro de beleza e sustentabilidade.


1. Quem é o dono da Natura atualmente?
O principal nome ligado à empresa continua sendo Antonio Luiz Seabra, fundador e principal acionista individual da Natura &Co.
2. Antonio Luiz Seabra ainda trabalha na Natura?
Ele não atua mais na gestão executiva diária, mas continua como membro do conselho de administração e figura influente na companhia.
3. Qual é a fortuna do dono da Natura?
A fortuna de Antonio Luiz Seabra foi estimada em cerca de US$ 1,1 bilhão em 2025.
4. A Natura pertence à Avon?
Não. Na verdade, foi a Natura quem incorporou a Avon em 2020, criando um grupo global de cosméticos.
5. A Natura é uma empresa brasileira?
Sim. A Natura foi fundada no Brasil, em São Paulo, e continua sendo uma das maiores multinacionais brasileiras do setor de cosméticos.
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