Ouro: Este fator pode pesar no mercado e levar preços para baixo
- O ouro permanece próximo do pico histórico em meio a fluxos de refúgio seguro, dólar americano fraco e antecipando a decisão do Fed
- O ouro estende sua sequência de recordes históricos pelo sexto dia consecutivo, impulsionado por fluxos de ativos de refúgio e pelo dólar fraco
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- O ouro continua a subir, ultrapassando os US$ 5.200; novos máximos históricos e tendência de alta antes da decisão do Fed
- Previsão do preço do Ethereum: ETH cai abaixo de US$ 3.000 enquanto pesquisador sugere que "envenenamento de endereços" está inflando a atividade
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Investing.com – Os futuros do ouro dispararam nos últimos meses, mas um fator pode ser um empecilho para maior valorização, pelo menos no curto prazo: as compras da China, que estava “enchendo o carrinho” recentemente. Na última sexta, o gigante asiático informou que não aumentou as reservas da commodity no mês passando, trazendo incertezas se essa pausa tende a continuar nos próximos meses e se pode afetar o rali do metal dourado.
Analista do grupo suíço Julius Baer destacou, em relatório divulgado a clientes e ao mercado nesta segunda-feira, 10, que se a China continuar a não relatar compras nos próximos meses, esse fator “poderá pesar sobre o clima muito otimista no mercado de ouro, levando mais especuladores a ajustarem as suas posições”.
Carsten Menke, chefe de pesquisa da próxima geração do Julius Baer, considera a situação como “revés temporário”, diante da “forte convicção sobre compras persistentemente fortes por parte dos bancos centrais e uma maior disponibilidade para pagar pelo ouro, que é impulsionada por fatores políticos e não econômicos”, pondera.
O Julius Baer alerta ainda que a China já não foi transparente sobre o tema ou constante nas compras no passado e que, com aumento das tensões geopolíticas com os Estados Unidos, o Banco Popular da China (PBoC) tende a voltar, em algum momento, a aumentar suas reservas de ouro, visando menor dependência do dólar americano.
“Apesar das suas compras em grande escala, a porcentagem de ouro da China nas suas reservas monetárias permanece inferior a 5%. Isto compara-se com uma média global de mais de 15% e ainda deixa uma vantagem significativa quando medido numa base de toneladas de ouro”, conclui o Julius Baer, ao recordar que em outras maratonas de compras, este mercado já demonstrou sensibilidade aos preços anteriormente.
Às 11h57 (de Brasília) os futuros do ouro com vencimento em agosto recuaram 0,17%, a US$2.321,05.
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