O ouro mantém viés baixista próximo das mínimas de novembro de 2025, com mercado atento ao PCE dos EUA em meio à redução das apostas de alta de juros do Fed
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Fonte: DepositPhotos
- O ouro segue atraindo vendedores pelo terceiro dia consecutivo e parece não ser impactado por uma leve retração do dólar americano.
- Os operadores reduziram as apostas em alta de juros do Fed em meio à amenização das preocupações inflacionárias, limitando as altas da moeda estadunidense.
- Os investidores agora aguardam a divulgação do índice PCE dos EUA para obter mais indicadores sobre a trajetória de política monetária do Fed e novos direcionadores para o mercado.
O ouro (XAU/USD) recebe nova pressão vendedora na sessão asiática desta quinta-feira e recua ao menor nível desde novembro de 2025, registrado no pregão anterior. A commodity mantém o viés baixista pelo terceiro dia consecutivo, enquanto os operadores aguardam a divulgação do Índice de Preços de Despesas de Consumo Pessoal (PCE) dos Estados Unidos. Esse indicador fundamental definirá a trajetória de política monetária do Federal Reserve (Fed) e impactará diretamente o metal precioso que não rende juros.
Paralelamente, os receios inflacionários diminuíram recentemente em razão da forte queda nos preços do petróleo bruto após a reabertura do Estreito de Ormuz. Além disso, uma suspensão temporária de 60 dias nas sanções, que autoriza a produção, transporte e comercialização de petróleo cru, derivados e produtos petroquímicos iranianos, levou o combustível fóssil ao menor patamar desde antes do início do conflito entre EUA e Irã. Esse cenário deve amenizar a pressão da cadeia produtiva sobre a inflação ao consumidor, fazendo com que os investidores reduzam suas apostas em altas de juros por parte do Fed. A consequente queda nos rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA limitou novas valorizações do dólar americano, mas não foi capaz de trazer qualquer alívio para o preço do ouro.
De acordo com a ferramenta FedWatch do CME Group, os participantes do mercado ainda precificam mais de 80% de probabilidade de o banco central norte-americano elevar os custos de empréstimo até o final deste ano, o que ajuda a conter qualquer queda expressiva do dólar. Ao mesmo tempo, uma onda de vendas em ações de tecnologia ao redor do mundo no início desta semana segue pesando no sentimento dos investidores e também sustenta a moeda americana como ativo de refúgio seguro. Esse contexto corrobora a possibilidade de novas desvalorizações do ouro no curto prazo, indicando que qualquer tentativa de recuperação tenderá a ser aproveitada para vendas e permanecerá limitada. Adicionalmente, a consolidação do preço abaixo da marca psicológica de US$ 4.000 reforça a perspectiva negativa para o metal precioso.
Gráfico de 4 horas do XAU/USD
Os investidores baixistas do ouro ainda não demonstram disposição para recuar, mesmo com o RSI em zona de sobrevenda
Diante das constantes falhas recentes do preço ao tentar se manter acima da Média Móvel Simples (SMA) de 100 períodos no gráfico de quatro horas, a quebra durante o pregão noturno abaixo da mínima anual anterior e da marca psicológica de US$ 4.000 serviu como novo gatilho para os vendedores do par XAU/USD. Ainda assim, o Índice de Força Relativa (RSI 14) oscila próximo da região de sobrevenda em 28, indicando que a velocidade da queda pode começar a diminuir. Por esse motivo, é prudente aguardar uma consolidação de curto prazo ou uma leve recuperação antes de se posicionar visando perdas mais acentuadas.
Ao mesmo tempo, o indicador MACD registra valores negativos abaixo de zero e apresenta piora recente, o que sugere que qualquer recuperação tende a enfrentar dificuldades enquanto o XAU/USD negociar bem abaixo da SMA de 100 períodos, situada em US$ 4.258,00. Nesse cenário, qualquer recuperação expressiva acima de US$ 4.000 deve atrair novas ordens de venda na faixa entre US$ 4.065 e US$ 4.070, limitando o par próximo ao patamar de US$ 4.100. Os investidores altistas precisam romper essa barreira para amenizar a pressão baixista imediata e abrir espaço para uma alta mais consistente rumo à resistência da SMA de 100 períodos.
(Análise técnica elaborada com auxílio de inteligência artificial)
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