O ouro volta a enfraquecer abaixo de US$ 4.150 em meio à incerteza envolvendo o Irã, apostas em alta de juros do Fed e a valorização do USD
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Fonte: DepositPhotos
- O ouro volta a sofrer pressão vendedora diante do sentimento altista predominante para o dólar americano.
- A moeda estadunidense segue forte próxima de uma máxima anual, sustentada pelas incertezas relacionadas ao Irã e pela postura restritiva do Fed.
- Os operadores aguardam os dados preliminares dos PMIs dos EUA em busca de novos direcionadores, antes da divulgação do índice PCE na quinta-feira.
O ouro (XAU/USD) recebe nova pressão vendedora na sessão asiática desta terça-feira e recua abaixo do patamar de US$ 4.150, revertendo grande parte da alta registrada no dia anterior em meio à valorização do dólar americano. Apesar dos sinais positivos nas negociações de paz entre EUA e Irã, persiste um ceticismo generalizado quanto à celebração de um acordo definitivo. Esse fator, somado à postura restritiva do Federal Reserve (Fed) dos Estados Unidos, ajuda o dólar a manter os recentes ganhos expressivos, alcançando o maior nível desde maio de 2025, o que continua pressionando o metal precioso.
Os mediadores Catar e Paquistão informaram na segunda-feira que a primeira rodada de negociações entre Estados Unidos e Irã — voltada para a celebração de um acordo abrangente que encerre o conflito em curso — foi concluída com avanços animadores. Em comunicado conjunto após as conversas realizadas na Suíça, os dois países mediadores informaram que ambas as partes definiram um roteiro para a celebração de um acordo final em até 60 dias. Os Estados Unidos cumpriram um compromisso fundamental ao suspender temporariamente as sanções sobre as exportações de petróleo iranianas.
Além disso, os EUA mediarão uma nova rodada de negociações com o objetivo de pôr fim aos confrontos no Líbano entre o Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã, e Israel. Contudo, o otimismo do mercado segue limitado em razão de declarações conflitantes entre os dois países. O vice-presidente dos EUA, JD Vance, afirmou que o Irã concordou em receber inspetores nucleares e se prepara para aceitar inspeções extensivas de armamentos no âmbito das iniciativas diplomáticas em andamento. Por outro lado, o ministério das Relações Exteriores iraniano declarou à mídia oficial do país que Teerã não assumiu nenhum compromisso novo relacionado a inspeções nucleares.
Enquanto isso, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que impedir que o Irã obtenha armas nucleares tem prioridade sobre as possíveis consequências econômicas de uma ação militar prolongada. Adicionalmente, o principal negociador iraniano e presidente do parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, declarou à imprensa oficial nesta terça-feira que o Estreito de Ormuz permanecerá sob a administração de Teerã e não retornará ao funcionamento anterior ao início do conflito. Esse cenário mantém o prêmio de risco geopolítico elevado e sustenta o dólar, ativo de refúgio seguro.
No âmbito da política monetária, o Fed sinalizou na semana passada que será necessário elevar as taxas de juros básicas neste ano caso a inflação permaneça persistente. O presidente do Fed de Chicago, Austan Goolsbee, reconheceu que a inflação segue em trajetória desfavorável, situando-se bem acima da meta de 2% estabelecida pelo banco central. Essa perspectiva reforça as apostas de que o Fed promoverá ao menos uma alta nas taxas de empréstimo, seja em setembro ou dezembro, dando suporte adicional ao dólar e pressionando o ouro, ativo que não rende juros.
Os operadores agora aguardam a divulgação dos dados preliminares dos Índices de Gerentes de Compras (PMIs) dos EUA, que serão publicados ainda durante a sessão norte-americana. Esses indicadores, somados aos discursos de membros influentes do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC), nortearão a cotação do dólar e trarão novos direcionadores para o preço do ouro. Todavia, o foco principal permanece no Índice de Preços de Despesas de Consumo Pessoal (PCE) e no resultado definitivo do PIB referente ao primeiro trimestre, ambos divulgados na quinta-feira. Paralelamente, notícias relacionadas ao embate entre EUA e Irã devem continuar gerando volatilidade nos mercados financeiros e abrindo oportunidades relevantes de negociação.
Gráfico de 4 horas do XAU/USD
O ouro segue vulnerável enquanto negociado abaixo da SMA de 100 períodos no gráfico de 4 horas
Do ponto de vista técnico, o par XAU/USD mantém viés baixista no curto prazo, negociando abaixo da Média Móvel Simples (SMA) de 100 períodos no gráfico de quatro horas. Entretanto, o indicador MACD (12, 26, 9) ficou levemente positivo, com a linha de sinal ligeiramente acima do nível zero, sinalizando uma leve recuperação temporária. Já o Índice de Força Relativa (RSI) está em 37,17, permanecendo em território fraco e indicando que qualquer recuperação ainda ocorrerá dentro de um cenário corretivo.
No lado da alta, a SMA de 100 períodos em US$ 4.311,19 representa a primeira resistência relevante. O preço precisa romper esse nível de forma sustentada para amenizar a pressão baixista imediata e abrir caminho para uma fase de recuperação mais consistente. Além disso, os operadores tendem a enxergar a zona atual como uma consolidação vulnerável; caso o preço não consiga testar US$ 4.311,19, o ouro permanecerá exposto a novas retrações no horizonte de quatro horas.
(Análise técnica elaborada com auxílio de inteligência artificial)
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