Ouro sob pressão com ADP forte e NFP no radar; suporte em US$ 4.360 é decisivo
- Ouro cai abaixo de US$ 4.400; suporte em US$ 4.360 pode definir reação do XAU/USD
- Dólar fica perto de 99,00 com notícias divergentes sobre o Irã e PCE no radar
- Prata mira US$ 90 com avanço nas negociações EUA-Irã e suporte técnico ainda firme
- Bitcoin pode perder US$ 60 mil com pressão da Strategy e risco Mt. Gox no radar
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TradingKey — Em 4 de junho, no horário do leste dos EUA, em meio às oscilações contínuas na situação entre Estados Unidos e Irã, os preços do ouro (XAUUSD) têm mostrado tendência de queda recentemente. Com os preços do petróleo continuando a subir, a pressão baixista sobre o ouro se intensificou. O mercado agora aguarda a divulgação dos dados de payrolls não agrícolas dos EUA de maio para definir a trajetória de curto prazo do metal.
ADP forte pesa sobre o ouro; payrolls serão chave para a direção do mercado
Segundo relatos, na quarta-feira, horário do leste dos EUA, os Estados Unidos atacaram um petroleiro iraniano que tentava romper um bloqueio, e o Irã posteriormente lançou ataques com mísseis contra bases americanas no Bahrein e no Kuwait. Com a nova troca de ataques entre EUA e Irã, os preços do petróleo dispararam. O WTI (USOIL) saltou 3%, atingindo uma máxima intradiária de US$ 97, enquanto o Brent chegou a subir para US$ 98,99. Já o ouro caiu 1,2%, fechando a US$ 4.434,29.
Ao mesmo tempo, a alta do petróleo aumentou as preocupações do mercado de que os preços de energia possam se espalhar para a inflação de forma mais ampla. As ações dos EUA recuaram a partir das máximas, e os três principais índices americanos encerraram suas sequências de ganhos anteriores. Alguns analistas do mercado de energia acreditam que, se o Estreito de Ormuz permanecer fechado, as restrições à oferta global de energia poderão elevar ainda mais os riscos inflacionários.
Enquanto a situação entre EUA e Irã pressionou os preços do petróleo, os dados de emprego ADP divulgados em 3 de junho também aumentaram a pressão de curto prazo sobre o ouro. O setor privado dos EUA criou 122 mil vagas em maio, acima da expectativa do mercado de 118 mil e do número anterior revisado para cima, de 105 mil. O dado indica que o mercado de trabalho ainda não esfriou de forma significativa. Dados de emprego mais fortes sugerem que o Federal Reserve não tem necessidade urgente de mudar para uma postura de flexibilização,
especialmente em um momento em que o petróleo volta a subir. O mercado está cada vez mais preocupado com a possibilidade de a economia americana entrar em um ambiente de “inflação persistente e emprego resiliente”. Esse cenário normalmente dá suporte ao dólar americano e aos rendimentos dos Treasuries, exercendo pressão de baixa sobre o ouro.
Mais importante, o foco do mercado se voltou para os dados de payrolls não agrícolas de maio, que serão divulgados em 5 de junho. A expectativa atual do mercado é de criação de aproximadamente 85 mil vagas em maio, com a taxa de desemprego estável em 4,3%. Se o número do payroll vier significativamente abaixo do esperado, isso indicaria uma aceleração no esfriamento do mercado de trabalho, podendo levar os rendimentos dos Treasuries a recuar e dar ao ouro impulso de recuperação. Por outro lado, se os dados vierem mais fortes que o esperado, especialmente se o crescimento dos salários permanecer resiliente, isso reforçará ainda mais a visão de que os juros elevados devem persistir por mais tempo, mantendo o ouro sob pressão.
Análise técnica do ouro: US$ 4.360 vira nível crítico para os compradores

Gráfico diário do ouro, fonte: TradingView
Com base no gráfico diário do ouro, a tendência recente está em uma fase de ampla oscilação entre US$ 4.890 e US$ 4.360. À medida que o preço se move gradualmente abaixo da média móvel de 144 dias, o sentimento geral do mercado passa a se inclinar para uma perspectiva baixista.
Vale destacar que, embora o ouro tenha recuado até o suporte-chave de US$ 4.360 em 28 de maio sem romper abaixo dele, o movimento dos últimos dias mostra claramente topos e fundos descendentes, indicando enfraquecimento do momentum comprador. O ouro pode continuar testando o suporte de US$ 4.360.
Atualmente, se o ouro testar novamente o suporte de US$ 4.360 e não conseguir rompê-lo para baixo, o preço pode registrar uma recuperação técnica, possivelmente testando a resistência de US$ 4.890. Por outro lado, se romper abaixo de US$ 4.360, abrirá espaço para queda em direção ao suporte de US$ 4.100.

Gráfico semanal do ouro, fonte: TradingView
No gráfico semanal, após uma tendência primária de alta de longo prazo, o ouro entrou em um período de ampla volatilidade em níveis elevados, após atingir o pico em US$ 5.597,91, e agora consolida perto de US$ 4.460. O suporte central fica em torno de US$ 4.400. Se esse nível se mantiver e o preço voltar a subir acima de US$ 4.800 a US$ 4.900, haverá chance de novo teste da região de US$ 5.200 a US$ 5.400. Se US$ 4.400 for perdido, os alvos de queda ficam em US$ 4.100 a US$ 4.200, seguidos pelo suporte em US$ 3.900 a US$ 4.000.
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