Ouro avança para a máxima em mais de duas semanas e mira US$ 4.150, enquanto operadores acompanham esforços diplomáticos entre EUA e Irã
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O ouro atrai forte fluxo comprador de continuidade (follow-through buying) em meio às esperanças de diplomacia entre EUA e Irã.
A disparada nos preços do petróleo alimenta receios inflacionários e reforça as apostas em uma alta de juros pelo Fed.
A escalada das tensões no Oriente Médio favorece os comprados (bulls) em dólar, contendo a valorização do metal.
O ouro (XAU/USD) engata uma forte alta (rallies) e atinge a máxima em mais de duas semanas, em torno da região de US$ 4.140–US$ 4.141, durante a sessão asiática nesta quarta-feira, em meio às esperanças de que a diplomacia entre EUA e Irã possa aliviar os preços da energia e moderar as expectativas de uma postura rígida (hawkish) do Federal Reserve (Fed) americano. Na realidade, os principais negociadores do Irã e dos EUA sinalizaram que não abandonaram as conversas. O Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse no domingo que os EUA permanecem abertos ao diálogo com o Irã, enquanto o Ministro do Interior iraniano, Eskandar Momeni, visitou o mediador Paquistão e pediu que Islamabad continue com seus esforços. Além disso, relatos sugerem que mediadores estão trabalhando para trazer os EUA e o Irã de volta à mesa de negociações.
Enquanto isso, os militares dos EUA afirmaram ter concluído a 11ª noite de ataques contra o Irã no início desta quarta-feira, visando hangares de aeronaves e locais de armazenamento de drones. Somado a isso, o presidente Donald Trump alertou que os ataques americanos se intensificariam e atingiriam qualquer local onde o Irã tentasse reconstruir seu programa nuclear. O Irã, por outro lado, manteve os ataques no Golfo, visando ativos militares dos EUA no Bahrein, Kuwait e Jordânia. Paralelamente, o Irã afirmou que suas forças atingiram dois petroleiros enquanto tentavam transitar pelo Estreito de Ormuz. Além do mais, os Houthis do Iêmen, alinhados ao Irã, abriram uma nova frente na guerra e declararam um bloqueio naval contra a Arábia Saudita.
Os desdobramentos mais recentes elevam o risco de um conflito regional mais amplo e podem agravar o déficit nos mercados globais de energia diante do fechamento do Estreito de Ormuz. Isso, por sua vez, eleva os preços do petróleo bruto para uma nova máxima desde 12 de junho e alimenta preocupações com a inflação impulsionada pela energia, o que poderia forçar o banco central americano a manter sua postura rígida (hawkish). A ferramenta FedWatch do CME Group indica que os operadores precificam atualmente cerca de 88% de probabilidade de que o Fed aumente os custos dos empréstimos pelo menos uma vez até o final deste ano. Essa perspectiva, por sua vez, favorece os comprados (bulls) em dólar americano (USD) e exige cautela antes de um posicionamento para novos movimentos de valorização do ouro, que não gera rendimentos.
Recuperação do ouro deve ser limitada enquanto o Fed e os rendimentos reais (real yields) continuarem no foco
Analistas do OCBC sugerem que, no ambiente atual, o ouro deve passar por negociações em ambas as direções (two-way trading) no curto prazo, com qualquer recuperação enfrentando ventos contrários claros. Eles argumentam que "uma recuperação mais sustentada provavelmente exige uma trégua nos preços do petróleo, algum alívio nos rendimentos reais e nas expectativas de aperto monetário pelo Fed", e alertam que "até lá, o potencial de alta deve permanecer limitado".
Gráfico de 4 horas do XAU/USD
Ouro pode acelerar movimento positivo assim que superar a MMS de 200 no gráfico de H4
Do ponto de vista técnico, um rompimento intradiário do nível de 38,2% de retração de Fibonacci da queda iniciada em meados de junho e a aceitação acima da marca de US$ 4.100 favorecem os comprados (bulls) no XAU/USD. Além disso, os indicadores de ímpeto (momentum) seguem fortes: o Índice de Força Relativa (RSI de 14 períodos) oscila perto da zona de sobrecompra, em torno de 69,9, e a Convergência e Divergência de Médias Móveis (MACD) permanece positiva, com a linha bem acima de zero. Isso, por sua vez, sugere que a pressão de alta continua ativa, mesmo que esticada.
Dito isso, é necessário um movimento sustentado além da Média Móvel Simples (MMS) de 200 períodos no gráfico de 4 horas para reafirmar a perspectiva construtiva. O metal precioso poderia então testar a resistência inicial na retração de 50,0%, em US$ 4,163.16, e depois a retração de 61,8% de Fibo, em US$ 4.215,39. Segue-se o nível de 78,6%, em US$ 4.289,75, antes da máxima do ciclo, em US$ 4.384,47.
No lado da baixa, o suporte imediato é visto na MMS de 200 períodos, em torno de US$ 4.128,26, antes da retração de 38,2%, em US$ 4.110,93, e do nível de 23,6% de Fibo, em US$ 4.046,31, com um piso mais consistente surgindo perto da mínima estrutural, em US$ 3,941.85.
(A análise técnica deste texto foi escrita com o auxílio de uma ferramenta de IA. Saiba mais.)
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