Ibovespa respira e sobe 0,52% com alívio político; IRB dispara 10% e Hapvida desaba com decisão da ANS

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Depois de viver um dia de pânico e perder mais de 7 mil pontos em uma única sessão na sexta-feira, o Ibovespa (IBOV) conseguiu recuperar parte das perdas nesta segunda-feira (8). O mercado operou em compasso de espera, mas com um viés levemente positivo.

O principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com alta de 0,52%, encerrando aos 158.187,44 pontos. O movimento foi de ajuste técnico somado a uma redução na percepção de risco político imediato.

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No mercado de câmbio, o real também encontrou espaço para valorização. O dólar à vista fechou em queda de 0,20%, cotado a R$ 5,4209, devolvendo uma pequena fração da disparada da sessão anterior.

Os investidores seguem com atenção redobrada no cenário eleitoral, que provou ser o principal gatilho de volatilidade recente, ao mesmo tempo que aguardam a "Super Quarta" — dia em que ocorrem as decisões de juros no Brasil e nos EUA.

Política: a possível "troca" de Flávio Bolsonaro

No cenário doméstico, o mercado respirou "aliviado" com novas sinalizações vindas de Brasília. A notícia de uma possível desistência de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência nas próximas eleições foi bem recebida.

No fim de semana, o senador indicou que pode revogar sua pré-candidatura ao Planalto. Em troca, ele buscaria apoio político para a anistia aos envolvidos nos atos de janeiro de 2023, incluindo seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Para o mercado financeiro, essa manobra é vista como positiva porque preserva a possibilidade de uma candidatura de centro-direita mais competitiva, como a do governador Tarcísio de Freitas.

A indicação de Flávio na sexta-feira havia injetado cautela, pois analistas temiam que isso dividisse a direita e "implodisse" alianças com o centro, reduzindo as chances de uma agenda econômica reformista.

Destaques corporativos: euforia no IRB e revés na Hapvida

Entre as empresas, o destaque positivo absoluto foi a resseguradora IRB (Re) (IRBR3). As ações dispararam mais de 10% após o banco JPMorgan elevar a recomendação do papel de neutra para compra.

O banco citou oportunidades de reprecificação e dividendos atrativos, revisando o preço-alvo para 2026 de R$ 54 para R$ 64 por ação. Isso sugere um potencial de alta (upside) relevante de cerca de 33%.

Na ponta oposta, a Hapvida (HAPV3) liderou as perdas. A operadora de saúde sofreu um revés regulatório importante, pressionada por uma determinação da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

A agência ordenou que a Hapvida revise seu balanço regulatório, impondo um ajuste negativo de quase R$ 866 milhões referentes ao Programa Desenrola. O recurso da empresa foi julgado improcedente na última sexta-feira.

Entre as blue chips, a Petrobras (PETR4) avançou mais de 1%, num movimento de força que contrariou o desempenho do petróleo internacional. O Brent para fevereiro de 2026 caiu quase 2% em Londres.

Já a Vale (VALE3) interrompeu a sequência de ganhos. A mineradora voltou a ser negociada abaixo de R$ 70, afetada por um movimento técnico de realização de lucros e pela fraqueza nos preços do minério de ferro.

Copasa salta 4% com acordo em BH e avanço na privatização

As ações da Copasa (CSMG3) foram um dos destaques positivos da B3 nesta sessão, encerrando o dia com alta de 4,00%, cotadas a R$ 43,42. Durante o pregão, os papéis chegaram a subir mais de 5% na máxima intradia.

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Fonte: Google Finance

O otimismo foi impulsionado pelo anúncio da assinatura de uma carta de intenções com a Prefeitura de Belo Horizonte. O acordo estabelece as bases para estender a concessão de serviços na capital mineira até 2073, substituindo o prazo anterior de 2034.

A negociação prevê o pagamento de uma outorga estimada entre R$ 1,3 bilhão e R$ 1,5 bilhão. Além disso, o texto inclui melhorias regulatórias, como novas regras de compartilhamento de ganhos de eficiência e mudanças na metodologia do custo de capital (WACC).

A validação final ainda depende da agência reguladora (ARSAE), mas o mercado reagiu bem. Para o Bradesco BBI, a notícia reforça a tese de criação de valor na privatização, prevista para o primeiro trimestre de 2026.

O banco vê gatilhos importantes nas próximas semanas, como a votação do projeto de lei, e mantém preço-alvo de R$ 56,00. Já o Itaú BBA classificou o movimento como um "de-risking" significativo, reiterando recomendação de compra com alvo em R$ 43,23.

Expectativa pela "Super Quarta" e cenário externo

Além do noticiário corporativo e político, o mercado global opera em modo de espera pela decisão de juros. Nos EUA, a ferramenta FedWatch mostra agora 89,6% de chance de um corte de 0,25 ponto percentual pelo Federal Reserve.

No Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) deve manter a Selic estacionada em 15% ao ano. A grande expectativa gira em torno do comunicado do Banco Central.

Os investidores buscarão nas entrelinhas alguma indicação sobre o início do ciclo de afrouxamento monetário, possivelmente para o primeiro trimestre de 2026, dado que os dados econômicos recentes mostraram desaceleração.

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