HGLG11 projeta alta na vacância para 2026; RZAK11 paga yield de 1,35% e RZAT11 reduz dividendo

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Fonte: DepositPhotos

O fundo imobiliário CSHG Logística (HGLG11) divulgou seu relatório gerencial referente ao mês de outubro, informando um resultado distribuível de R$ 32,246 milhões. O montante representa um recuo em relação ao desempenho de setembro, quando o fundo havia registrado R$ 36,939 milhões.

A receita total do período somou R$ 40,907 milhões, o equivalente a R$ 1,21 por cota. Após o desconto das despesas operacionais e financeiras, o resultado líquido mensal ficou em R$ 0,95 por cota.

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Fonte: Patria Investimentos

Apesar do resultado base menor, a gestão manteve a distribuição de dividendos em R$ 1,10 por cota, em linha com o padrão recorrente dos últimos meses. O pagamento foi realizado aos cotistas no dia 14 de novembro.

Para sustentar esse patamar de distribuição, que superou o lucro líquido do mês, o fundo utilizou parte de suas reservas acumuladas. Com isso, a reserva de lucros do HGLG11 foi reduzida para R$ 0,35 por cota ao final de outubro.

Gestão ativa da carteira e movimentações recentes

A gestão destacou que o resultado do mês contou com uma receita extraordinária de R$ 0,02 por cota, gerada pela redução da exposição a outros fundos imobiliários (FIIs).

No que tange ao portfólio físico, outubro foi marcado por movimentações importantes de inquilinos. No ativo Syslog, localizado em São Paulo, houve a saída da empresa Westing.

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Fonte: Patria Investimentos

No entanto, o impacto foi imediatamente mitigado pela entrada da Shineducs no mesmo módulo, evitando uma alteração negativa na taxa de ocupação do imóvel.

Outra movimentação positiva ocorreu em São José dos Campos, com a chegada da inquilina Hubhouse. Essas novas locações impulsionaram a ocupação global do portfólio, que encerrou o mês de outubro com uma vacância física de apenas 2,8%.

Projeção de aumento de vacância para 2026

O ponto de maior atenção no relatório foi a projeção de desocupações para os próximos meses. A gestão do fundo informou que já trabalha com um cenário de saídas programadas de diversos inquilinos.

Estão previstas as saídas das empresas Exito, Roja e Eletrobras no condomínio Syslog. Além disso, a Plastic Omnium deve deixar o ativo de São José dos Campos, e a Memodoc desocupará sua área em Duque de Caxias.

O cronograma de saídas se estende para o início do próximo ano. Em janeiro de 2026, será a vez da empresa TLS deixar o ativo CLE. Em fevereiro, a RV Imola deve sair do imóvel em Ribeirão Preto.

Esse conjunto de movimentos de saída deve pressionar os indicadores operacionais do fundo. A projeção da gestão é de que a vacância física suba dos atuais 2,8% para 4,6% no segundo mês de 2026.

Avanço nas obras e estrutura de capital

Em contrapartida às saídas, o fundo segue avançando no desenvolvimento de novos ativos. O destaque foi o HGLG Simões Filho, na Bahia. A Fase 01 do empreendimento, que contempla o galpão G100, atingiu 99,06% de avanço físico em outubro.

O ativo está praticamente pronto para ser liberado ao locatário, aguardando apenas a emissão do Habite-se e do AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros).

O empreendimento possui padrão Triple AAA, com climatização total e 86 mil metros quadrados de Área Bruta Locável (ABL), e conta com consultoria para obtenção da certificação de sustentabilidade LEED.

Em relação à estrutura de capital, o HGLG11 fechou outubro com uma alavancagem de 12,1% em relação ao portfólio. Esse percentual sobe para 14,3% quando se considera a dívida das Sociedades de Propósito Específico (SPEs).

A gestão afirma que essa estrutura de endividamento segue alinhada ao plano de expansão do fundo e é monitorada de forma contínua para garantir a saúde financeira.

Resultado da 10ª emissão de cotas

O relatório também trouxe os números preliminares da 10ª emissão de cotas do fundo. Durante o período de exercício do direito de preferência, os investidores subscreveram 42.803 cotas, totalizando uma captação de cerca de R$ 6,9 milhões.

No processo de sobras e montante adicional, foram subscritas outras 3.381 cotas, equivalentes a aproximadamente R$ 548 mil.

Além disso, pelo sistema da B3, mais 617.320 cotas serão integralizadas, representando uma captação de cerca de R$ 100 milhões. Esse valor não inclui as aquisições que foram feitas por meio de compensação de créditos (troca de ativos por cotas).

RZAK11 mantém dividendo estável de R$ 1,10 com yield de 1,35%

Enquanto o HGLG11 detalha seus desafios com a vacância futura em galpões logísticos, os fundos da gestora Riza anunciaram suas distribuições de rendimentos para o mês, apresentando cenários distintos de remuneração.

O RZAK11 anunciou a distribuição de R$ 1,10 por cota em dividendos. O valor permaneceu estável em relação ao pagamento realizado no mês anterior, reforçando a consistência de entrega do fundo de papel.

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Fonte: StatusInvest

O pagamento está programado para o dia 24 de novembro de 2025. Terão direito ao recebimento os investidores que mantiveram posição no fundo até o final do pregão do dia 14 de novembro de 2025.

Com base na cotação de fechamento de outubro, de R$ 81,41, o dividendo anunciado representa um dividend yield mensal de 1,35%.

Como ocorre com a maioria dos fundos imobiliários listados na B3, esses rendimentos são isentos de Imposto de Renda para cotistas pessoas físicas, o que aumenta a atratividade do retorno líquido frente a outras opções de renda fixa tributadas.

Estratégia multiestratégia e alocação acima de 100%

O FII RZAK11 adota uma estratégia de gestão ativa e diversificada. Seu foco principal está em ativos nos nichos de crédito privado e securitização, buscando prêmios de risco atrativos.

Seu portfólio é abrangente e cobre diversos setores da economia. A carteira inclui exposições ao agronegócio, infraestrutura, renda fixa tradicional, "real estate" (imobiliário) e securitização.

Ao final de julho de 2025, o fundo apresentava uma alocação correspondente a 100,85% de seu patrimônio líquido. Esse nível indica que o fundo está totalmente alocado e utiliza uma pequena parcela de alavancagem para otimizar os retornos.

A estrutura de gestão do RZAK11 é segmentada para garantir especialização. Ela é composta por seis núcleos de gestão distintos: Renda Fixa, Direct Lending, Securitização e Carteiras, Agronegócio, Infraestrutura e Real Estate.

RZAT11 reduz dividendo para R$ 0,85

Além do RZAK11, a gestora também comunicou os proventos do RZAT11. Este fundo, que possui foco em imóveis de renda urbana, terá o valor de distribuição de R$ 0,85 por cota.

O pagamento ocorrerá na mesma data que o do RZAK11 (24 de novembro), seguindo também a mesma data de corte (14 de novembro) para identificar os cotistas com direito ao recebimento.

Em relação à cotação de mercado, o RZAT11 fechou o mês de outubro de 2025 cotado a R$ 87,70. Isso representa um dividend yield mensal de 0,97% para o período.

No entanto, o valor anunciado representa uma redução em comparação ao histórico recente. No mês anterior, o fundo havia distribuído R$ 0,90 por cota, sinalizando um ajuste momentâneo no patamar de rendimentos.

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