A Meta parece estar se preparando para iniciar a linha de montagem de sua própria produção interna de chips até setembro deste ano. A notícia sobre o chip de IA, codinome Iris, surgiu após a Reuters divulgar, na quinta-feira, um memorando interno da empresa.
O mesmo relatório afirmou que foram necessárias apenas seis semanas para declarar o projeto livre de erros, já que o chip passou nos testes sem apresentar nenhuma falha grave.
O Iris é, segundo informações, o primeiro de quatro chips de geração própria que a empresa liderada por Zuckerberg planejou para o seu programa Meta Training and Inference Accelerators (MTIA). A Meta divulgou seus planos para o chip pela primeira vez em março.
Com isso, a Meta deu mais um passo para justificar os cerca de US$ 145 bilhões investidos em infraestrutura de IA somente neste ano. A empresa não se manifestou publicamente sobre a notícia.
Para uma empresa que depende fortemente de processadores para executar inteligência artificial em seus principais produtos, Facebook e Instagram, a Meta precisa de flexibilidade em termos de custo e dependência.
O memorando analisado pela Reuters mencionava explicitamente a dificuldade de acompanhar o ritmo de crescimento da Nvidia (NASDAQ: NVDA) e da Advanced Micro Devices (NASDAQ: AMD) quando elas lançassem novas gerações de chips.
Implementar as GPUs mais recentes na escala da Meta "tem sido uma tarefa árdua e nos custou tempo", dizia o memorando, segundo relatos.
O chip Iris não romperá completamente a ligação entre a Meta e essas empresas. Significa apenas que, se tudo correr conforme o planejado, a Nvidia e a AMD poderão perder uma parte significativa dos negócios de um de seus maiores clientes.
A Meta, por sua vez, seguiria em frente com dois novos parceiros: a Broadcom (NASDAQ: AVGO), que trabalhou com a Meta no projeto, e a Taiwan Semiconductor Manufacturing Co. (TPE: 2330), que fabricará o silício.
O cronograma do Iris chegou junto com o restante do roteiro de hardware da Meta. O memorando delineava uma expansão computacional em duas etapas, atingindo sete gigawatts de capacidade em 2026 e dobrando para 14 gigawatts em 2027. Esse crescimento sustenta a projeção de gastos da empresa com infraestrutura de IA de até US$ 145 bilhões para o ano, um dos maiores programas desse tipo no setor de tecnologia.
O trabalho com chips personalizados também tem um horizonte mais longo. A Meta formalizou sua parceria com a Broadcom no início deste ano, estendendo o acordo até 2029 em várias gerações do MTIA e se comprometendo a implantar mais de um gigawatt de capacidade computacional como primeiro passo. Separadamente, a Meta fechou um acordo plurianual com a AMD para disponibilizar até seis gigawatts de GPUs AMD Instinct, parte de um esforço para evitar a dependência de um único fornecedor.
Os gastos estão sendo concretizados enquanto os investidores analisam minuciosamente os retornos da IA. A Meta recentemente chamou a atenção por um plano de venda de poder computacional excedente de IA por meio de um novo negócio de nuvem, o que levou suas ações a um fechamento recorde de US$ 796,25 em 1º de julho, de acordo com o Cryptopolitan.
O clima esfriou desde então. A Meta (META) fechou a US$ 603,12 em 8 de julho e caiu mais 3,75%, para US$ 580,50, nas negociações pré-mercado de quinta-feira, segundo dados do Google Finance, deixando a ação bem abaixo de sua máxima de 52 semanas.
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