Os planos do Brasil para tributar criptomoedas estão repentinamente paralisados ​​sob nova liderança financeira

Fonte Cryptopolitan

Darío Durigan, o recém-nomeado Ministro da Fazenda do Brasil, pretende alterar a estratégia de comunicação do ministério e adiar medidas tributárias, incluindo os protocolos regulatórios para a tributação de criptomoedas. Notavelmente, essa mudança ocorre no momento em que o país inicia os preparativos para as eleiçõesdentdeste ano.

Após a publicação desta reportagem , duas fontes com conhecimento do assunto, que preferiram permanecer anônimas devido à natureza confidencial dent situação, revelaram que Durigan, que assumiu o cargo de Fernando Haddad, priorizará regulamentações microeconômicas em detrimento de medidas fiscais controversas. Com essa decisão, o Ministro da Fazenda busca manter o apoio do Congresso, afirmaram as fontes.

Entretanto, relatos de fontes confiáveis indicam que a consulta pública planejada por reguladores e autoridades governamentais sobre a política tributária de criptomoedas, originalmente agendada para este ano, pode ser adiada para 2027. Não obstante, as duas fontes ressaltaram que o assunto ainda está sob análise.

A regulamentação tributária das criptomoedas no Brasil gera debates acalorados entre os cidadãos 

No início de junho do ano passado, o Brasil mudou sua política de isenção tributária para uma alíquota fixa de 17,5% sobre pequenos ganhos de capital com criptomoedas. Essa alíquota abrange contas offshore e ganhos provenientes de custódia própria.

Nesse momento, diversos analistas se manifestaram sobre o assunto, observando que indivíduos cujos volumes de vendas mensais não ultrapassassem 35.000 reais, aproximadamente US$ 6.587, estavam isentos do imposto sobre ganho de capital, de acordo com a legislação anterior. No entanto, aqueles que vendessem acima desse limite enfrentariam um aumento da alíquota de imposto de 15% para 22,5%.

Essa notícia foi divulgada poucos meses depois de o Banco Central do Brasil (BCB), principal autoridade monetária do país, ter introduzido regulamentações que classificam de stablecoins como operações de câmbio, sujeitando-as às mesmas leis tributárias.

Naquele momento, o governo brasileiro considerava taxar as criptomoedas usadas em transferências internacionais. Essa descoberta gerou debates acalorados entre a população, levando jornalistas a contatarem autoridades governamentais em busca de esclarecimentos. 

Em resposta a essa solicitação, as autoridades informaram que estão alinhando suas normas de reporte com o Crypto-Asset Reporting Framework (CARF). O CARF é um padrão internacional desenvolvido pela OCDE para a trocamatice anual de informações fiscais sobre transações com criptoativos.

Ainda assim, dois funcionários anônimos com conhecimento das negociações enfatizaram que o plano do Brasil de tributar o uso de criptomoedas em pagamentos internacionais preencheria uma lacuna na tributação normal do país sobre transações cambiais.

Por outro lado, analistas argumentaram que a pausa nas discussões sobre a tributação de criptomoedas contradiz a realidade atual do setor de criptomoedas no Brasil, que está em rápida expansão, e suas altas taxas de adoção. Apesar dessa constatação, o país ocupa a quinta posição no Índice Global de Adoção de criptomoedas da Chainalysis. Além disso, lidera a América Latina em taxas de adoção.

Após essa conquista, analistas argumentaram que o mercado de criptomoedas do país se expandiu rapidamente devido ao crescente interesse em stablecoins entre os indivíduos. Isso ocorreu depois que autoridades fiscais federais divulgaram dados mostrando que as transações com criptomoedas no Brasil atingiram um recorde histórico de 227 bilhões de reais, equivalente a US$ 42,8 bilhões, no primeiro semestre de 2025. Esse valor representou um aumento de 20% em comparação com o ano anterior.

Ao mesmo tempo, relatórios recentes destacaram que importantes grupos de criptomoedas e fintechs do país manifestaram preocupação com o fato de a aplicação de um imposto sobre transações financeiras a stablecoins violar leis e sufocar a inovação.

O mercado de criptomoedas do Brasil enfrenta desafios significativos, gerando tensão entre os indivíduos 

Analistas admitiram que o mercado de criptomoedas do Brasil enfrenta desafios significativos. Isso ocorreu após fontes apontarem que grupos do setor, como ABcripto, ABFintechs, Abracam, ABToken e Zetta, alertaram contra as recentes discussões sobre a expansão do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) para incluir transações com stablecoins.

Essas organizações representam mais de 850 empresas brasileiras de fintech, ativos virtuais e infraestrutura de mercado. A discussão girou em torno de um imposto cobrado sobre atividades financeiras específicas, como operações cambiais.

Nesse momento, as associações mantiveram sua posição de que a implementação de uma política tributária sobre transações com stablecoins violaria as regulamentações existentes e impactaria negativamente o setor de criptomoedas do país.

Segundo eles, a Constituição restringe a IOF às trocas de moeda fiduciária, e argumentam que as stablecoins não se enquadram nessa defi.

Além disso, os grupos do setor afirmaram que a Lei de Ativos Virtuais do Brasil, promulgada como Lei nº 14.478 em 2022, exclui explicitamente os ativos virtuais da classificação de moeda fiduciária nacional ou estrangeira. Portanto, mantêm o argumento de que as stablecoins não podem ser legalmente classificadas como moeda estrangeira sob as normas da IOF.

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