A Agência Internacional de Energia (IEA) alerta para uma crise energética global, visto que a guerra no Irã danificou 40 ativos importantes e interrompeu o fornecimento de petróleo
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O diretor-geral da Agência Internacional de Energia (AIE) anunciou, durante uma conferência na Austrália nesta segunda-feira, que 40 importantes instalações energéticas no Oriente Médio sofreram danos severos. Ele alertou que essa situação, consequência da guerra em curso com o Irã, representa um grande perigo para a economia global.
O diretor executivo da AIE (Agência Internacional de Energia), Fatih Birol, emitiu um alerta grave para a economia global nesta segunda-feira, enquanto a guerra com o Irã continua a perturbar os mercados internacionais de energia. Durante um discurso no National Press Club em Canberra, Austrália, Birol afirmou que 40 importantes ativos energéticos no Oriente Médio sofreram danos extensos. Estes incluem campos de petróleo e gás, refinarias, oleodutos e gasodutos, entre outros, em nove países diferentes da região.
Essa notícia adiciona uma nova camada à atual crise internacional do petróleo, após o fechamento forçado do Estreito de Ormuz pelo Irã em retaliação à invasão dos EUA. Birol acredita que o conflito entre as duas nações está criando uma crise energética global pior do que as observadas em 1970 e 2022 juntas. Ele pediu um esforço global para resolver essa guerra o mais rápido possível, pois nenhum país ficará imune ao choque econômico se ela continuar nesse ritmo.
Por que os ativos de energia estão sendo alvo de ataques?
A destruição de diversos ativos energéticos no Oriente Médio faz parte de uma escalada mais ampla da guerra entre o Irã, os EUA e seus aliados envolvidos. A infraestrutura energética tornou-se um alvo fundamental para ambos os lados nesse conflito, como uma tentativa de exercer pressão econômica. Essa estratégia também pode ser vista na prática com o fechamento, pelo Irã, do Estreito de Ormuz , que controla a passagem de aproximadamente um quinto do suprimento mundial de petróleo.
No entanto, a destruição e a interrupção da infraestrutura petrolífera global podem agravar-se e desencadear uma crise energética mais ampla na região, caso a guerra continue a intensificar-se. O presidente dos EUA, dent Trump, ameaçou bombardear centrais elétricas iranianas no sábado, caso o governo iraniano não reabrisse o Estreito de Ormuz até esta segunda-feira.
O governo iraniano respondeu a essa ameaça prometendo destruir toda a infraestrutura de energia, tecnologia da informação e dessalinização de propriedade dos EUA e de Israel na região, caso os ataques fossem realizados.
Como os mercados globais estão reagindo à escalada
A guerra com o Irã teve um impacto severo na economia global, entrando em sua quarta semana. Desde seu início, em 28 de fevereiro, os preços do petróleo subiram entre 40% e 60% globalmente. Antes da guerra, o preço do petróleo girava em torno de US$ 70 por barril. Desde então, subiu para mais de US$ 100, chegando a atingir o pico de US$ 115 durante períodos de alta escalada e incerteza. Houve recuos ao longo do caminho, mas, no geral, os consumidores globais viram um aumento significativo nos preços da gasolina em um curto período de tempo.
O preço do ouro, geralmente considerado um ativo de refúgio seguro em tempos de incerteza global, caiu entre 15% e 18% desde o início da guerra. Os mercados de ações também sofreram, com o índice S&P 500 caindo cerca de 5% no mesmo período.
Por outro lado, os mercados de criptomoedas demonstraram uma resiliência incrível durante este período de incerteza global. Apesar dos choques iniciais nos preços com o início do conflito, o preço do Bitcoin e Ethereum superou o do ouro e das ações desde então. Ambos os ativos subiram cerca de 10% nesse período
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