Ouro opera estável em torno de US$ 4.650 enquanto traders aguardam PCE dos EUA em busca de pistas sobre juros do Fed

O ouro consolida em um intervalo de negociação enquanto os compradores (bulls) aguardam com expectativa a divulgação dos dados do PCE dos EUA.
O enfraquecimento das apostas de alta de juros pelo Fed e a queda dos rendimentos dos títulos americanos pressionam o dólar, sustentando o metal precioso.
A configuração técnica de alta sugere que o caminho de menor resistência continua sendo para cima.
O ouro (XAU/USD) estende sua movimentação lateral pelo segundo dia consecutivo e opera acima de US$ 4.650 durante a sessão asiática desta quarta-feira. A commodity permanece bem próxima de seu nível mais alto desde 14 de maio, enquanto os investidores aguardam com expectativa a divulgação do Índice de Preços de Despesas de Consumo Pessoal (PCE) dos EUA em busca de um impulso significativo. Esta semana, o mercado também analisará detalhadamente o discurso agendado do chair do Federal Reserve (Fed), Kevin Warsh, no Simpósio de Jackson Hole, para obter mais pistas sobre a trajetória das taxas de juros. Essa perspectiva, por sua vez, ditará os rumos do dólar americano (USD) e do metal precioso, que não rende juros.
Enquanto isso, as expectativas se voltaram para a manutenção dos juros na próxima reunião do FOMC, nos dias 15 e 16 de setembro, diante do arrefecimento das pressões inflacionárias e do desaquecimento do mercado de trabalho. Além disso, a estratégia de recompra do Tesouro dos EUA provoca uma queda adicional nos rendimentos (yields) dos títulos americanos. Duas autoridades sêniores indicaram que o Tesouro pode usar sua Conta Geral — de quase US$ 1 trilhão — para financiar os planos recém-anunciados de aumentar a recompra de títulos de longo prazo. Paralelamente, desdobramentos positivos na crise do Oriente Médio pressionam as cotações do petróleo para baixo, aliviando o receio inflacionário e aplicando pressão adicional sobre os yields dos títulos dos EUA. Esse cenário deixa os compradores de dólar na defensiva e atua como um vento a favor para o preço do ouro.
Os preços do petróleo caíram para uma mínima de quase duas semanas depois que o Irã informou ter retomado conversas com Omã para gerenciar o tráfego de navegação comercial pelo Estreito de Ormuz. Os países afirmaram ter discutido um corredor de navegação temporário conjunto através dessa via estratégica. Para completar, os EUA ofereceram ao Irã alívio de sanções e o fim do bloqueio naval em troca da reabertura do Estreito e da interrupção dos ataques realizados por seus aliados regionais. Esse movimento reacendeu as esperanças de uma solução diplomática para encerrar o conflito entre EUA e Irã, enfraquecendo ainda mais o status do dólar como moeda de reserva e oferecendo suporte ao ouro. No entanto, os compradores (bulls) aguardam um rompimento acima de US$ 4.700 antes de fazerem novas apostas no par XAU/USD.
Gráfico diário XAU/USD
Análise Técnica
O recente rompimento acima da confluência no marco psicológico de US$ 4.500 — composta pela Média Móvel Simples (SMA) de 200 dias e pela retratação de 38,2% de Fibonacci da queda entre março e junho — foi visto como um gatilho fundamental para os compradores (bulls) do XAU/USD. No entanto, o movimento de alta subsequente enfrenta dificuldades para se consolidar acima do nível de 50% de retratação, exigindo certa cautela antes do posicionamento para novos ganhos.
Enquanto isso, o Índice de Força Relativa (RSI 14) perto de 72 sinaliza condições de sobrecompra e sugere que a força de alta, embora expressiva, pode estar vulnerável a um movimento de consolidação. O indicador de Convergência e Divergência de Médias Móveis (MACD 12, 26, 9) permanece em território positivo, reforçando o tom construtivo apesar do momento esticado. Mesmo assim, os compradores do XAU/USD ainda podem aguardar um rompimento acima de US$ 4.700.
Uma alta sustentada acima desse patamar abriria caminho em direção ao nível de 61,8% em US$ 4.856, à retratação de 78,6% em US$ 5.104 e à região da máxima do ciclo em torno de US$ 5.421. Pelo lado negativo, o suporte inicial é visto na SMA de 200 dias em US$ 4.522 e na retratação de 38,2% de Fibonacci próxima em US$ 4.508, com correções mais profundas podendo buscar a retratação de 23,6% em US$ 4.292 e o piso estrutural ancorado perto de US$ 3.944.
(A análise técnica desta matéria foi elaborada com o auxílio de uma ferramenta de IA. Saiba mais.)
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