As ações da Oracle caem após a Blue Owl desistir das negociações sobre o data center de US$ 10 bilhões em Michigan.
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As ações da Oracle caíram cerca de 6% na quarta-feira, após a notícia de que as negociações com a Blue Owl Capital para o financiamento de um centro de dados de US$ 10 bilhões em Michigan haviam fracassado.
O acordo estava vinculado a um site de 1 gigawatt para a OpenAI em Saline Township, mas então uma reportagem do Financial Times caiu como um martelo com o anúncio de que ele havia sido cancelado.
A queda ocorreu em um momento difícil para uma empresa que já enfrenta dívidas elevadas, custos crescentes com serviços em nuvem e uma desvalorização das ações que já dura um ano, levando-as a um patamar cerca de 46% abaixo do pico.
Após a reportagem do Financial Times, a Oracle reagiu rapidamente, afirmando que o projeto estava em andamento e "dentro do cronograma", mas deixou claro que a Blue Owl não estava incluída nas negociações de participação acionária em andamento. A empresa disse que essas negociações estavam sendo conduzidas por meio de sua parceira de desenvolvimento, a Related Digital, que havia escolhido outro grupo.
O comentário partiu de Michael Egbert, que afirmou que as negociações finais estavam "prosseguindo conforme o cronograma e o planejado". A Oracle não divulgou o nome do parceiro escolhido, mas observou que a Blue Owl simplesmente não foi selecionada.
Identificando novas preocupações em torno do financiamento e da dívida.
A Blue Owl desempenhou um papel importante em vários projetos anteriores de data centers da Oracle. Entre eles, um projeto de US$ 15 bilhões em Abilene, Texas, e outro de US$ 18 bilhões no Novo México.
Desta vez, o Financial Times noticiou que pessoas familiarizadas com a situação apontaram preocupações com a crescente dívida da Oracle e o tamanho de seus gastos com inteligência artificial. Essas preocupações vieram à tona quando os relatórios financeiros da empresa revelaram números surpreendentes.
A Oracle agora possui US$ 248 bilhões em compromissos de arrendamento para capacidade de data center e nuvem nos próximos 15 a 19 anos.
Esse número, registrado em 30 de novembro, representou um aumento de quase 148% em relação a agosto. Em setembro, a empresa captou US$ 18 bilhões em novas dívidas, de acordo com um documento arquivado na SEC.
Naquele mesmo mês, a OpenAI anunciou uma parceria de US$ 300 bilhões com a Oracle, com duração de cinco anos. No final de novembro, a dívida da empresa ultrapassou US$ 124 bilhões, incluindo passivos de arrendamento operacional.
Traca pressão do mercado e observando o S&P 500 lutar para manter o suporte.
Essa fase difícil ocorreu enquanto o mercado em geral lidava com seus próprios problemas. Jonathan Krinsky, analista técnico-chefe da BTIG, afirmou que o S&P 500 estava tentando se manter acima de sua média móvel de 50 dias, em torno de 6.767.
O índice fechou na terça-feira em 6.800, mas atingiu uma mínima intradia próxima de 6.760. Krinsky disse que fazia cerca de sete meses que o índice não fechava abaixo desse nível e alertou que a incapacidade de atingir uma nova máxima durante o pregão de dezembro representava uma “mudança sutil, mas notável, de comportamento”.
O índice ainda não ultrapassou seu recorde intradiário de 6.920 pontos, registrado em 29 de outubro, apesar de ter atingido novas máximas de fechamento em dezembro. A recente queda deixou o índice de referência com uma desvalorização de 0,7% em um mês que normalmente apresenta ganhos.
Dezembro normalmente apresenta uma alta média de 1,4%, segundo dados do Stock Trader's Almanac, e o chamado "rall de Natal" costuma impulsionar os últimos dias de dezembro.
O Papai Noel pode pular essa. O Almanaque disse que o período natalino, que abrange os últimos cinco dias de negociação de dezembro e os dois primeiros de janeiro, geralmente traz um ganho médio de 1,2%.
Krinsky afirmou que um segundo teste da média móvel de 50 dias poderia levar a uma queda mais acentuada. O Almanaque acrescentou que, quando o Papai Noel não aparece, isso geralmente ocorre antes de mercados em baixa ou de momentos em que as ações podem ser compradas posteriormente a preços muito mais baixos.
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