A Polícia Federal brasileira apreendeu recentemente bens avaliados em cerca de US$ 2 bilhões em uma investigação de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.
Dias antes dessa apreensão, o Departamento do Tesouro dos EUA impôs sanções contra dois cidadãos brasileiros e quatro empresas ligadas ao Primeiro Comando da Capital, uma das maiores organizações criminosas da América Latina.
A Polícia Federal brasileira, em uma grande operação denominada “Exchange”, apreendeu bens avaliados em aproximadamente US$ 2 bilhões. A operação mobilizou mais de 50 agentes em todo o estado de São Paulo para cumprir 13 mandados de busca e apreensão e 11 mandados de prisão preventiva, visando uma rede de lavagem de dinheiro ligada ao narcotráfico.
Um tribunal federal de São Paulo ordenou o confisco de bens, objetos de valor e criptomoedas pertencentes aos suspeitos, com análises preliminares identificandodentsuperiores a US$ 1,92 bilhão.
Os suspeitos podem enfrentar acusações que incluem associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão fiscal. Os mandados abrangeram endereços na cidade de São Paulo, Santos, Praia Grande e Santana de Parnaíba.
Dias antes da repressão, o Departamento do Tesouro dos EUA impôs sanções a dois cidadãos brasileiros e quatro empresas supostamente ligadas ao Primeiro Comando da Capital (PCC), uma das maiores organizações criminosas da América Latina.
O programa "Exchange" já estava planejado antes do anúncio das sanções americanas, mas teve que ser acelerado após a designação pelo Departamento do Tesouro.
Victor Henrique de Oliveira Shimada e Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, juntamente com três empresas brasileiras e uma portuguesa, foram sancionados pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) do Departamento do Tesouro dos EUA pela alegada lavagem de dinheiro proveniente do narcotráfico em nome da PCC.
Shimada supostamente atuava como elo entre agentes do PCC baseados na Flórida e traficantes de drogas estrangeiros. Sua rede teria movimentado mais de US$ 30 milhões em lucros ilícitos gerados em cidades dos EUA. A maior parte dos fundos era transferida de volta para o Brasil em forma de criptomoeda.
O nome de Shimada esteve envolvido em investigações de lavagem de dinheiro no Brasil desde 2024. Promotores de São Paulo já o haviam indiciado em um caso envolvendo o suposto desvio de verbas de um contrato de patrocínio entre um clube de futebol e uma casa de apostas, mas esse caso anterior não o acusava de ser membro do PCC.
Nunes Henrique de Oliveira, descrito pelo Departamento do Tesouro como parente e associado próximo de Shimada, supostamente atuava como seu secretário e coordenava a coleta de grandes quantias cash para apoiar a operação de lavagem de dinheiro.
As empresas sancionadas são três empresas brasileiras: Victory Trading Intermediação de Negócios Cobranças e Tecnologia Ltda, Pixwave Soluções de Pagamentos Ltda e Wave Construções Inteligentes Ltda, juntamente com a empresa portuguesa Avenidas Flutuantes Unipessoal LDA. Ó
A FAC afirmou que a Victory Trading foi usada para lavar dinheiro roubado de um clube de futebol brasileiro.
No mesmo dia em que sancionou a rede ligada à PCC, o OFAC também designou 134 endereços de carteiras de criptomoedas vinculados ao ISIS-Khorasan. a Tether congelou fundos em 131 Tron que haviam recebido mais de US$ 1,4 milhão desde 2023.
O PCC foi sancionado pela primeira vez pelo Departamento do Tesouro em 2021 por tráfico internacional de drogas e, novamente em 2024, Diego Macedo Gonçalves do Carmo foi designado como operador financeiro da organização.
As sanções americanas chegaram semanas depois de o governo Trump ter classificado as tensas relações entre os dois países, rotulando o PCC como uma organização terrorista.
Fabrício Polido, professor de direito internacional da Universidade Federal de Minas Gerais e sócio do escritório LO Baptista Advogados, disse ao Courthouse News que as sanções entram em vigor imediatamente nos EUA, mas não têmmatic no Brasil. Consequências criminais exigiriam que as autoridades brasileiras investigassem o caso de acordo com a legislação nacional.
Instituições financeiras estrangeiras, incluindo as brasileiras, enfrentam a ameaça de sanções secundárias caso facilitem, conscientemente, transações significativas envolvendo as partes designadas, o que significa que essas instituições podem começar a impor políticas mais restritivas para evitar problemas com as autoridades americanas.
O governo brasileiro, sobdent de Luiz Inácio Lula da Silva, contestou a designação de organização terrorista, argumentando que, embora o PCC utilize táticas terroristas nas comunidades que controla, continua sendo uma organização criminosa com fins lucrativos.
O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, classificou a designação como um "erro", afirmando que as organizações terroristas têm motivações ideológicas ou religiosas, enquanto as facções criminosas perseguem objetivos econômicos.
Seis pessoas ligadas às operações da rede na Flórida foram presas pelo FBI e indiciadas por lavagem de dinheiro em um tribunal federal no Distrito Sul da Flórida, em janeiro. As novas sanções e a subsequente operação brasileira tiveram como alvo o lado paulista do suposto oleoduto.
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