O Banco Central do Brasil teria introduzido auditoriasdent obrigatórias para provedores de serviços de criptomoedas. Isso adicionará mais uma camada às regras já rígidas do país.
De acordo com as normas publicadas, as empresas de criptomoedas que desejam obter ou renovar uma licença deverão apresentar um laudo de auditoriadent . Este laudo fará parte do processo de aprovação. Acrescenta-se ainda que as auditorias devem ser realizadas por profissionais registrados na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), órgão regulador do mercado de valores mobiliários do Brasil.
Os órgãos reguladores querem que os auditores avaliem se as empresas de criptomoedas estão realizando as verificações adequadas. Isso inclui controles apropriados de combate à lavagem de dinheiro, procedimentos de combate ao financiamento do terrorismo, segregação de ativos de clientes, sistemas internos de gestão de riscos e programas de conformidade para funcionários.
Se uma empresa falhar em qualquer uma dessas verificações, poderá ter dificuldades em obter autorização para operar no país.
Isso ocorre em um momento em que o mercado global de criptomoedas enfrenta uma forte pressão de venda. Bitcoin O preço caiu mais de 10% nos últimos 7 dias. No momento da publicação desta notícia, o BTC está cotado a US$ 68.960.
O Brasil adiou o processo em 2022. Os legisladores aprovaram o primeiro marco legal do país para ativos virtuais naquele ano. No entanto, um ano depois, o governo federal designou oficialmente o Banco Central como o principal regulador dos provedores de serviços de criptomoedas.
Em 2025, os órgãos reguladores adicionaram alguns requisitos de licenciamento. Isso abrangeu padrões de custódia e controles de combate à lavagem de dinheiro. Também foram adicionadas a supervisão de stablecoins e obrigações de governança corporativa. A autoridade concedeu aos provedores existentes até outubro de 2026 para se adequarem.
O banco central não divulgou os custos previstos para a auditoria. Especialistas em conformidade sugerem que revisõesdent podem facilmente custar dezenas ou até centenas de milhares de dólares. Isso depende do porte da empresa, do volume de transações e dos contratos de custódia.
As grandes corretoras conseguem lidar com esse custo, mas será difícil para plataformas menores e startups. Anteriormente, Cryptopolitan noticiou que o Brasil proibiu os mercados de previsão.
Em um relatório, a Chainalysis mencionou que o Brasil processou cerca de US$ 318 bilhões em transações de criptomoedas em 2024 e 2025. Isso torna o país um dos mercados de criptomoedas mais importantes do mundo.
A dimensão desse mercado significa que a maioria das principais bolsas de valores desejará manter presença nele. A questão é se todas elas conseguirão atender à crescente lista de requisitos regulatórios.
O que diferencia o Brasil é que os órgãos reguladores não estão se concentrando em apenas uma área.
A estrutura combina requisitos de licenciamento, regras de custódia, conformidade com a Regra de Viagem, supervisão de stablecoins, monitoramento de carteiras auto-hospedadas e, agora, auditoriasdent obrigatórias.
Para as bolsas de valores globais, o acesso ao mercado está se tornando cada vez mais um exercício de conformidade, em vez de um simples processo de registro.
Em outras palavras, o Brasil não está mais pedindo às empresas de criptomoedas que prometam estar seguindo as regras. Agora, quer que terceiros comprovem isso.
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