Após corte nos juros chineses, atenção para pressão para desvalorização do yuan
- Mercados em 2026: Ouro, Bitcoin e o Dólar voltarão a fazer história? — Veja o que pensam as principais instituições
- Ouro atinge o maior valor em uma semana em meio à busca por segurança e apostas na redução das taxas pelo Fed
- Ouro recua de US$ 4.500 em meio à realização de lucros antes da divulgação de dados macroeconômicos importantes dos EUA
- A Nvidia dispara na frente no hardware de IA com os novos chips Rubin
- Bitcoin oscila nos US$ 90 mil sob expectativa de decisão sobre tarifas comerciais nos Estados Unidos
- A pressão de venda do ouro persiste, com os operadores a garantirem os lucros antes do relatório NFP dos EUA

Investing.com – Após o anúncio de corte de juros para impulsionar a economia, analistas entendem que a China pode usar outras estratégias como forma de alavancar sua atividade e entendem que pode aumentar a pressão para que o Banco do Povo da China (PBOC) permita uma desvalorização do yuan, negociado onshore em patamar fixado pela autoridade monetária do país.
A China surpreendeu os mercados quando o Banco do Povo da China (PBOC) anunciou redução na taxa de recompra reversa de sete dias de 1,8% para 1,7%, enquanto as taxas preferenciais de empréstimo (LPR) foram reduzidas também em 10 pb. A taxa primária de empréstimo de um ano (LPR) passou de 3,45% para 3,35% e a cinco anos foi cortada de 3,95% para 3,85%.
“A mudança na taxa de recompra reversa de 7 dias afetará as taxas de mercado de curto prazo, enquanto a mudança na LPR reflete as taxas de empréstimo reais para a economia real”, destacou o ING em nota ao mercado.
Segundo relatório da Hedgepoint Global Markets, o movimento de cortes nos juros não era esperado pelo mercado e “demonstra que as autoridades chinesas estão dispostas a utilizar os instrumentos à sua disposição para impulsionar o crescimento do país”, diante de um crescimento mais difícil após a crise no setor imobiliário. O entendimento é de que o segundo semestre tende a apresentar mais desafios se Xangai não anunciar novos estímulos.
Desvalorização da moeda chinesa por vir?
Com a expectativa de que o ciclo de cortes nas taxas de juros americanas seja mais robusto do que o da China, as atenções se voltam para os spreads de rendimento das moedas das principais economias do planeta.
A avaliação da Hedgepoint é de que os spreads devem se mover gradualmente a favor de um yuan mais forte e a moeda chinesa pode sofrer desvalorização, ainda que somente no curto prazo.
“Nos últimos meses, o PBOC evitou reduzir os juros devido à sua prioridade em manter a estabilidade da moeda em uma tendência de valorização do dólar. Contudo, os recentes dados econômicos dos EUA sugerem que em breve o Fed fará um corte de juros, o que abre espaço para uma política monetária mais flexível na China”, comparam Victor Arduin e Felipe Schuckar.
O ING vai na mesma linha. “Taxas de juro de curto prazo mais baixas podem alargar os spreads de rendimento e aumentar a pressão de depreciação do RMB (Renminbi)”, completou o ING em nota.
Leia mais
Isenção de responsabilidade: este artigo representa apenas a opinião do autor e não pode ser usado como consultoria de investimento. O conteúdo do artigo é apenas para referência. Os leitores não devem tomar este artigo como base para investimento. Antes de tomar qualquer decisão de investimento, procure orientação profissional independente para garantir que você entenda os riscos.
Os Contratos por Diferença (CFDs) são produtos alavancados que podem resultar na perda de todo o seu capital. Esses produtos não são adequados para todos os clientes; por favor, invista com rigor. Consulte este arquivo para obter mais informações.








