Bitcoin (BTC) estabiliza em US$ 95,5 mil após liquidação massiva de posições vendidas

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Fonte: DepositPhotos

O Bitcoin (BTC) apresentou uma consolidação de preços na faixa dos US$ 95.500 nesta quinta-feira, após um rali de três dias que acumulou 8% de valorização. Esse movimento de alta foi responsável por uma liquidação forçada de aproximadamente US$ 465 milhões em contratos futuros de investidores que apostavam na queda do ativo.

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Fonte: CoinMarketCap

Apesar da recuperação técnica, o recuo recente a partir do patamar de US$ 97.900 parece ter afetado o sentimento dos investidores de curto prazo. O mercado observa agora se o suporte atual será suficiente para absorver a pressão vendedora antes de uma nova tentativa de rompimento das máximas históricas.

A dinâmica dos preços sugere que o ativo atravessa um período de reequilíbrio após a volatilidade acentuada dos últimos dias. Analistas de derivativos apontam que a estabilização atual é saudável, embora a ausência de um volume comprador agressivo no varejo limite a velocidade de uma nova escalada.

Taxas de financiamento sinalizam ausência de euforia no varejo

Um dos indicadores mais acompanhados para mensurar o apetite do mercado, a taxa de financiamento (funding rate) dos futuros perpétuos, estacionou em 4%. Esse nível é considerado atipicamente baixo para um cenário de valorização, já que condições neutras costumam oscilar entre 8% e 12%.

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Taxa de financiamento anualizada dos futuros de Bitcoin. Fonte: Laevitas.ch

A baixa demanda por posições compradas alavancadas indica que o investidor de varejo permanece à margem da movimentação atual. Ao contrário dos contratos mensais negociados na CME, os futuros perpétuos são o instrumento preferido do pequeno investidor por acompanharem de perto o preço à vista.

Correlação com o Nasdaq e o rali das commodities metálicas

O desinteresse do varejo também é corroborado pelos dados do Google Trends, onde as buscas globais pelo termo "crypto" permanecem próximas das mínimas de doze meses. Esse comportamento reflete uma postura de cautela extrema, onde o público geral ainda teme correções bruscas.

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Volume mundial de buscas no Google por "Bitcoin". Fonte: Google Trends

Enquanto o mercado cripto busca direção, o índice Nasdaq opera próximo de suas máximas históricas, impulsionado pelo setor de semicondutores. A fabricante TSMC reportou um aumento de 35% em seus lucros trimestrais, renovando o otimismo dos investidores em relação às empresas de tecnologia.

Paralelamente, o Bitcoin enfrenta a concorrência direta dos metais preciosos pela atenção do capital especulativo. A prata registrou uma valorização expressiva de 28% em apenas duas semanas, tornando-se um destino atrativo para investidores que buscam ativos de proteção com momentum de curto prazo.

Incertezas políticas com o Federal Reserve e riscos geopolíticos

O cenário institucional nos Estados Unidos em 2026 adiciona uma camada de complexidade à tese de investimento no Bitcoin. Investigações criminais sobre custos de renovação de edifícios do Federal Reserve têm sido interpretadas como uma forma de pressão política do governo Trump sobre a autoridade monetária.

O mercado teme que a independência do Federal Reserve seja comprometida, especialmente com o fim do mandato de Jerome Powell previsto para abril. Traders antecipam que essa transição possa resultar em medidas de estímulo econômico mais agressivas na segunda metade de 2026.

No front geopolítico, as tensões no Oriente Médio voltaram ao radar com ameaças de retaliação contra o Irã. O controle iraniano sobre pontos estratégicos de fluxo de petróleo gera incertezas que costumam beneficiar ativos tradicionais em detrimento de ativos de risco como as criptomoedas.

Além disso, a operação militar recente que resultou na captura de Nicolas Maduro na Venezuela elevou a percepção de risco institucional nas Américas. 

Suporte institucional e o papel dos ETF’s na busca pelos US$ 100 mil

Apesar do desinteresse do varejo, o suporte institucional nunca foi tão robusto. A indústria de ETFs de Bitcoin à vista nos Estados Unidos já ultrapassou a marca de US$ 120 bilhões em ativos sob gestão, consolidando o produto como um veículo de investimento de massa.

Empresas de capital aberto continuam adotando a estratégia de Michael Saylor, acumulando mais de US$ 105 bilhões em Bitcoin em seus balanços.  A demanda institucional ganhou uma relevância sem precedentes ao longo de 2025 e deve ser o fator decisivo para o movimento rumo aos US$ 100 mil. 

Baleias retomam acumulação e compensam saída de fundos e tesourarias

Enquanto o varejo observa a estabilidade de preços com receio, os grandes detentores de Bitcoin iniciaram um movimento de reacumulação técnica agressiva. Esse retorno dos investidores de peso ocorre após um período de forte distribuição.

O patamar de US$ 95,5 mil passa a ser visto como uma zona de valor estratégico para o mercado. Dados da CryptoQuant indicam que endereços classificados como baleias adicionaram 46.000 moedas à sua custódia nesta semana.

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Mudança anual nas reservas de baleias de Bitcoin. Fonte: CryptoQuant

Esse aumento de 21% no saldo líquido anual coloca a métrica no campo positivo pela primeira vez desde o quarto trimestre de 2025. Esse movimento reverte a maior fase de venda desse grupo desde o início de 2023.

Naquele período, os saldos anuais chegaram a recuar 220.000 BTC após recordes de acumulação. Historicamente, a retomada do acúmulo por parte desses grandes players precede ciclos de valorização acentuada, servindo como um indicador de confiança.

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