O ouro enfrenta dificuldades abaixo dos US$ 4.500, à medida que os temores de inflação impulsionados pelo petróleo reforçam as apostas em um aumento das taxas pelo Fed
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O ouro enfrenta uma nova oferta nesta quarta-feira, em meio a temores de que as taxas de juros permaneçam mais altas por mais tempo.
O aumento dos preços do petróleo alimenta preocupações inflacionárias, reforçando as expectativas de uma postura mais restritiva por parte dos bancos centrais.
As apostas de que o Fed aumentará as taxas em 2026 sustentam o dólar americano, pressionando ainda mais o metal precioso.
O ouro (XAU/USD) amplia a retração do final do dia anterior, ocorrida na proximidade do nível de US$ 4.550, e atrai algumas vendas de acompanhamento durante o pregão asiático desta quarta-feira. Os preços do petróleo bruto sobem pelo terceiro dia consecutivo em meio a novas hostilidades no Oriente Médio, reavivando as preocupações inflacionárias e reafirmando as apostas do mercado de que as taxas de juros permanecerão mais altas por mais tempo. Isso, por sua vez, é visto como um fator que prejudica o metal amarelo, que não rende juros. Além disso, as incertezas geopolíticas ajudam o dólar americano (USD) a preservar seus ganhos semanais, o que acaba sendo outro fator que mantém a commodity pressionada abaixo da marca de US$ 4.500, perto da extremidade inferior de sua faixa semanal.
Nos últimos desdobramentos da crise no Oriente Médio, o Comando Central das Forças Armadas dos EUA (CENTCOM) informou que suas forças realizaram ataques de “autodefesa” contra a ilha de Qeshm, no Irã. Em resposta, o Irã lançou uma série de mísseis e drones contra instalações militares americanas no Kuwait e no Bahrein, embora os sistemas de defesa aérea dos EUA e do Golfo tenham interceptado a maioria dos ataques. Além disso, os combates entre Israel e o Hezbollah também se intensificaram. Ademais, a falta de avanços nas negociações diplomáticas entre os EUA e o Irã, em meio a um impasse sobre o programa nuclear de Teerã e o Estreito de Ormuz, aumenta o risco de uma nova escalada das tensões na região e mantém os riscos geopolíticos em jogo.
Enquanto isso, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que Washington não suspenderá as sanções contra o Irã em troca da reabertura total do Estreito de Ormuz, acrescentando que qualquer alívio nas sanções está condicionado à renúncia do Irã ao urânio enriquecido. Dito isso, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou a prorrogação por tempo indeterminado do cessar-fogo e a manutenção do bloqueio norte-americano até que as negociações sejam concluídas “de uma forma ou de outra”. Isso ajuda os preços do petróleo bruto a se afastarem ainda mais da mínima de um mês atingida na última sexta-feira, aprofundando os temores sobre a inflação e reforçando as expectativas de uma postura mais hawkish por parte dos principais bancos centrais, incluindo o Federal Reserve (Fed) dos EUA.
Além disso, a presidente do Fed de Cleveland, Beth Hammack, afirmou na terça-feira que o banco central continua firmemente comprometido em trazer a inflação de volta aos 2% e pode precisar agir em breve se as tendências inflacionárias não se acalmarem. Além disso, a ferramenta FedWatch do CME Group sugere que os traders estão agora atribuindo mais de 50% de probabilidade de que o Fed aumente os custos dos empréstimos em 25 pontos-base (bps) na reunião de política monetária de dezembro. As perspectivas continuam favoráveis a rendimentos elevados dos títulos do Tesouro dos EUA, sustentando o dólar americano e contribuindo para um tom mais fraco em torno do preço do ouro.
Gráfico de 4 horas do XAU/USD
O ouro continua vulnerável dentro do canal descendente e abaixo da MME de 200 no gráfico H4
Do ponto de vista técnico, o par XAU/USD mantém uma tendência de baixa dentro de um canal paralelo descendente e abaixo da Média Móvel Exponencial (EMA) de 200 períodos no gráfico de 4 horas. Enquanto isso, o Índice de Força Relativa (RSI) oscila perto de 46, indicando um momentum ligeiramente negativo, mas sem sinais de sobrevenda. Além disso, a linha da Convergência/Divergência da Média Móvel (MACD) recuou para abaixo de zero com uma leitura negativa, sugerindo que as recentes tentativas de estabilização estão perdendo força dentro da estrutura descendente mais ampla.
O cenário sugere que qualquer tentativa de recuperação pode continuar enfrentando resistência inicial na MME de 200, perto de US$ 4.598,83. O limite superior do canal descendente, em torno de US$ 4.634,83, forma uma barreira secundária que precisaria ser recuperada para amenizar o atual tom de baixa. No lado negativo, o limite inferior do canal, próximo a US$ 4.322,55, oferece o próximo suporte significativo, e uma quebra clara abaixo desse piso reforçaria a tendência de baixa predominante e abriria caminho para perdas mais profundas.
(A análise técnica desta matéria foi redigida com a ajuda de uma ferramenta de IA.)
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