O ouro enfraquece com negociações EUA-Irã paralisadas e apostas em alta de juros do Fed fortalecendo o dólar americano
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Fonte: DepositPhotos
- O ouro não consegue aproveitar a recuperação do dia anterior iniciada na mínima desde o final de março.
- A falta de avanços nas negociações de paz entre EUA e Irã sustenta o dólar americano e exerce pressão sobre o metal precioso.
- As apostas em alta de juros do Fed reforçam ainda mais o dólar e pesam sobre essa commodity que não gera rendimentos.
O ouro (XAU/USD) atrai novas vendas após subir até a região de US$ 4.590 na sessão asiática, interrompendo a recuperação moderada do dia anterior iniciada na mínima desde 30 de março. Apesar de renovadas esperanças de um possível acordo de paz entre EUA e Irã, os investidores permanecem céticos diante de grandes divergências sobre o programa nuclear de Teerã e o Estreito de Ormuz. Além disso, as expectativas hawkish do Federal Reserve (Fed) dos EUA ajudam o dólar americano (USD) a recuperar tração positiva e atuam como um obstáculo para o metal precioso que não gera rendimentos.
O presidente dos EUA, Donald Trump, disse na segunda-feira que está adiando um ataque planejado ao Irã a pedido do Catar, da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes Unidos. Trump acrescentou ainda que não há negociações em andamento, alimentando otimismo sobre um acordo diplomático há muito elusivo para acabar com o conflito iraniano. A reação do mercado até agora tem sido moderada em meio a sinais mistos. De fato, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, respondeu ao aviso de Trump de que “o tempo está passando” e prometeu não se curvar a nenhuma potência, acrescentando que Teerã entrou no diálogo com dignidade, autoridade e preservação dos direitos da nação. Trump, por outro lado, disse que instruiu as forças armadas dos EUA a permanecerem preparadas para um ataque em larga escala ao Irã caso um acordo não seja alcançado. Isso mantém os riscos geopolíticos em jogo e sustenta o status de moeda de reserva do USD.
Enquanto isso, os mercados eliminaram totalmente qualquer possibilidade de corte de juros do Fed no restante de 2026. Ao invés disso, agora apostam em pelo menos uma elevação de taxa antes do fim do ano, diante do aumento das preocupações com a inflação de energia e ao consumidor. A ferramenta FedWatch do CME Group aponta uma chance de quase 40% de o banco central norte-americano elevar os juros em 25 pontos-base na reunião de política monetária de dezembro.
Além disso, receios com inflação e política fiscal mantêm o rendimento dos títulos públicos americanos de 30 anos próximo ao maior nível desde 2023, sendo esse mais um fator que sustenta o dólar e reduz a demanda pelo ouro. No entanto, os traders demonstram cautela e aguardam a divulgação das Atas do FOMC nesta quarta-feira para obter mais indicativos sobre a trajetória de juros do Fed antes de definir posições direcionais no par XAU/USD.
No cenário atual, o foco do mercado seguirá nos próximos desdobramentos da crise no Oriente Médio, que pode gerar volatilidade nos mercados financeiros globais e dar certo impulso ao metal precioso. Mesmo assim, o cenário fundamental citado permanece favorável aos vendedores, indicando que o caminho de menor resistência para o preço do ouro é a queda.
Gráfico de 1 hora do XAU/USD
O ouro precisa se consolidar abaixo de US$ 4.500 para confirmar perspectiva de quedas mais acentuadas
O ouro precisa se consolidar abaixo de US$ 4.500 para confirmar perspectiva de quedas mais acentuadas.
Do ponto de vista técnico, o metal precioso permanece abaixo da Média Móvel Simples (SMA) de 100 horas, mantendo o viés baixista de curto prazo mesmo após a recente recuperação a partir de níveis mais baixos. Além disso, o indicador MACD ainda se encontra em território positivo, mas sua leitura atual de 3,32 sinaliza enfraquecimento do momentum de alta. Já o Índice de Força Relativa (RSI) em torno de 51,7 aponta apenas uma pressão compradora moderada, sem formação de tendência definida.
Diante disso, é aconselhável aguardar a consolidação abaixo da marca psicológica de US$ 4.500 e a continuidade das vendas abaixo da mínima de oscilação da noite anterior, na região de US$ 4.480, antes de se posicionar visando quedas mais profundas. No lado da alta, a resistência inicial está na SMA de 100 horas em US$ 4.625,58. Uma rompimento sustentado acima desse nível será necessário para amenizar a atual tendência de queda e abrir espaço para uma recuperação mais consistente.
(Análise técnica desta matéria elaborada com auxílio de ferramenta de inteligência artificial.)
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