Futuros de Wall Street operam de lado antes de decisão do Fed e balanços de Big Techs

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Fonte: DepositPhotos

Os principais índices futuros dos Estados Unidos abriram o mercado em compasso de espera, refletindo a cautela dos investidores diante de dois eventos decisivos para os mercados: a nova decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed) e os balanços de gigantes da tecnologia como Microsoft e Meta.

Os contratos futuros do Dow Jones e do S&P 500 operavam estáveis, enquanto os do Nasdaq 100  registravam leve alta de 0,1%. O movimento sugere um mercado lateralizado, com os investidores preferindo adotar uma postura defensiva antes das divulgações previstas para esta quarta-feira.

A sessão anterior foi marcada por leve correção. O S&P 500 interrompeu uma sequência de seis altas consecutivas que o haviam levado a renovar máximas históricas.

O recuo refletiu, em parte, a falta de acordo nas negociações comerciais entre Estados Unidos e China, que se encerraram sem a renovação da atual trégua tarifária. Apesar do impasse, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou que o presidente Donald Trump tomará uma “decisão final” sobre o tema ainda nesta semana.

Enquanto isso, os dados de abertura de vagas de trabalho nos EUA mostraram enfraquecimento no mercado de trabalho, o que aumenta as expectativas para o relatório de empregos de julho (payroll), que será divulgado na sexta-feira. Esse indicador é fundamental para que o Fed calibre os próximos passos da política de juros.

Resultados mistos movimentam o mercado: destaque para Starbucks e Boeing

Na terça-feira, diversos balanços corporativos ajudaram a ditar o ritmo dos mercados. Entre as empresas que divulgaram resultados, destaque para Starbucks (SBUX), cujas ações dispararam no after-hours. Apesar da queda nas vendas nos Estados Unidos, os números vieram melhores que o esperado, o que foi suficiente para impulsionar o papel após o fechamento.

Boeing (BA) também registrou desempenho positivo no pregão regular, sendo uma das poucas companhias a apresentar alta relevante após a divulgação de resultados. Já Spotify (SPOT), Merck (MRK) e UnitedHealth (UNH) divulgaram números mistos e, no geral, as reações do mercado foram moderadas ou negativas.

Expectativa com o Fed: juros devem permanecer estáveis, mas foco está no discurso

O Federal Reserve iniciou sua reunião de dois dias de política monetária, com a decisão oficial programada para quarta-feira (30). O consenso do mercado aponta para a manutenção da taxa de juros, que atualmente está entre 5,25% e 5,50%, o maior patamar em mais de duas décadas.

Apesar disso, o foco do mercado está nas entrelinhas: investidores querem saber se o presidente do Fed, Jerome Powell, dará pistas sobre possíveis cortes de juros ainda em 2025. A divulgação do novo gráfico de pontos ("dot plot") pode indicar se os membros do comitê veem espaço para uma política mais branda nos próximos meses.

Além disso, o comunicado do Fed e a coletiva de imprensa de Powell poderão influenciar diretamente o desempenho dos mercados. Qualquer sinalização mais dura pode frear o rali recente das bolsas, enquanto uma postura mais cautelosa e sensível à desaceleração econômica pode renovar o apetite por risco.

Balanços de Big Tech: Microsoft e Meta puxam a fila; Apple e Amazon vêm na sequência

Após o fechamento dos mercados nesta quarta-feira, os holofotes estarão voltados para dois gigantes da tecnologia: Microsoft (MSFT) e Meta Platforms (META). Os resultados das empresas são aguardados com grande expectativa, principalmente por causa dos investimentos bilionários em inteligência artificial que ambas vêm realizando desde 2023.

No caso da Microsoft, analistas esperam um crescimento consistente nas receitas do Azure, com atenção especial para o impacto da integração de IA nos produtos do Office e da nuvem.

Já a Meta precisa mostrar ao mercado que os aportes em infraestrutura e no desenvolvimento de modelos de IA generativa estão começando a gerar retorno — especialmente após o CEO Mark Zuckerberg ter defendido o aumento agressivo nos gastos com tecnologia.

Fonte: Google Finance

Na quinta-feira, será a vez de Apple (AAPL) e Amazon (AMZN). A primeira enfrentará questionamentos sobre a desaceleração nas vendas do iPhone e os avanços no desenvolvimento de sua própria IA. A segunda, por sua vez, deve se beneficiar do crescimento no setor de nuvem e de um desempenho robusto no comércio eletrônico.

O desempenho dessas quatro gigantes terá papel fundamental para definir o humor do mercado nos primeiros dias de agosto. Em 2024, os balanços de Big Techs tiveram grande peso nos índices, sendo responsáveis por boa parte da valorização do Nasdaq.

Inflação sob a lupa: PCE e tarifas sobem o tom da tensão

Outro dado crucial que será divulgado nesta quinta-feira é o índice de Despesas com Consumo Pessoal (PCE), métrica de inflação preferida do Federal Reserve. Os investidores esperam que o indicador venha dentro das projeções, confirmando uma trajetória de desaceleração inflacionária. Caso contrário, o mercado pode revisar suas apostas sobre os cortes de juros até o fim do ano.

Além disso, há um fator geopolítico relevante no radar: o prazo final para que parceiros comerciais dos Estados Unidos fechem novos acordos comerciais está marcado para esta sexta-feira. Caso não haja avanços, o governo Trump pode reativar tarifas amplas sobre importações, o que reacenderia temores de uma nova guerra comercial especialmente com a China.

Esse cenário de múltiplos eventos importantes e incertezas geopolíticas justifica a cautela dos investidores nos últimos dias de julho. Ainda que os fundamentos das empresas continuem sólidos, o mercado segue altamente sensível a dados macroeconômicos e decisões políticas.

PCE dos EUA.
Fonte: Trading Economics

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