A Estônia se propôs a ser o primeiro país a criar identidades digitais para agentes de IA, em um esforço para evitar a perda de controle sobre a tecnologia, que está se espalhando rapidamente em sua sociedade digitalmente avançada.
A medida, que visa principalmente garantir a responsabilização na utilização da inteligência artificial, foi anunciada esta semana e já está a suscitar questões sobre adentdigital, tanto na UE como noutros países.
O governo da Estônia quer estabelecerdentdigitais para agentes com inteligência artificial, que estão enjvez mais popularidade no país báltico, conhecido por sua forte presença tecnológica.
A decisão foi anunciada na quarta-feira, após uma reunião do conselho consultivo da Eesti.ai na Casa Stenbock, sede do governo em Tallinn.
O órgão, criado por iniciativa da primeira-ministra Kristen Michal, concordou em prosseguir com um plano para introduzir "códigos de identificação de IA" especiais para o novo tipo de bots.
O chefe do braço executivo apoiou a proposta de fornecer uma solução que permita à IA atuar em benefício de pessoas, empresas e organizações de forma "verificável e auditável".
A inteligência artificial realizará cada vez mais tarefas digitais em seu nome, observou Michal em um comunicado citado pelo serviço de imprensa de seu gabinete, explicando ainda:
“Para isso, é preciso deixar claro quem está agindo em nome de quem, com quais direitos, e quem é o responsável final.”
O governo também insistiu que atribuirdentdigitais aos assistentes de IA ajudará aqueles que os utilizam a limitar suas atividades e controlar seus poderes.
A Estônia, pioneiradentdigital de pessoas e empresas em sua região, agora pode liderar o setor ao fazer o mesmo com agentes de IA, acrescentou o primeiro-ministro.
Segundo Kristen Michal, a sociedade estoniana precisa encontrar uma maneira de utilizá-los para facilitar a vida de todos, mas sem perder o controle e a responsabilidade.
“Se agirmos com rapidez e inteligência, a Estônia se tornará o primeiro país do mundo a criardentdigitais oficiais para agentes de IA”, enfatizou Michal, que está no cargo há quase dois anos.
A questão dos agentes de IA anônimos que atuam de forma autônoma já foi discutida em nível da UE, destacou o portal de notícias políticas europeu Euractiv em uma reportagem publicada na quinta-feira.
Um documento divulgado no outono passado, em meio às discussões em curso sobre o futuro da política de justiça da União, reconheceu que a legislação atual do bloco “não confere personalidade jurídica aos sistemas de IA”, explicando:
“Isso significa que suas ações devem ser atribuídas a uma pessoa física ou jurídica. No entanto, na prática, nem sempre é claro quem deve arcar com a responsabilidade legal.”
Na época, alguns Estados-membros se manifestaram contra a introdução de regras específicas, alegando "fadiga regulatória". Capitais e empresas têm expressado preocupação com os riscos de se restringir a inovação em IA.
Entretanto, a Comissão Europeia, em colaboração com os governos nacionais, tem vindo a aproximar-se da finalização e implementação das chamadas EuropeiasdentCarteiras.
Essas medidas visam facilitar adentdigital de cidadãos e empresas da UE. Ainda não está claro se o novo sistema será expandido para abranger também agentes de IA.
Especialistas afirmam que a decisão da Estônia de atribuirdenta agentes de IA terá amplas implicações em termos de confiança nos assistentes que dependem de inteligência artificial.
Segundo Philipp Pointner, chefe dedentdigital da empresa de biometria Jumio, a iniciativa de Tallinn está estabelecendo umdent sobre como as pessoas devem auditar esses sistemas.
“A iniciativa da Estônia reconhece que a confiança digital exige sistemas dedentque possam distinguir entre adenthumana e a autoridade do agente”, explicou ele, citado pelo Biometric Update, acrescentando:
“Ao criar essas permissões auditáveis para agentes, a segurança e o controle do usuário podem ser preservados, o que se tornará um requisito fundamental para que a IA orientada a agentes opere com segurança em grande escala.”
As autoridades estonianas acreditam que os agentes de IA não são apenas código e devem ter mecanismos de responsabilização integrados, destacou o site.
O texto também fez referência a um artigo recente do Boston Consulting Group, no qual a empresa global de consultoria de gestão argumentou que os agentes de IA precisam terdent.
“À medida que os agentes de IA se tornam mais autônomos, as empresas devem incorporar deliberadamente seu propósito, valores e cultura em cada interação — ou correm o risco de gerar uniformidade em larga escala”, insistiu a BCG.
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