Solana encerrou o mês de maio na primeira posição em receita de aplicativos em todas as blockchains, com US$ 90,62 milhões, segundo dados da DefiLlama. Apesar desse resultado otimista, a SOL fechou o mês com a oitava vela vermelha mensal consecutiva, a maior sequência de perdas da história do token. A rede continuou gerando receita enquanto o ativo registrava mínimas cada vez mais baixas.

A sequência de perdas começou em outubro do ano passado, quando o SOL estava cotado em torno de US$ 220. Em maio, o token fechou o mês próximo a US$ 82. Isso representa uma perda de aproximadamente US$ 78 bilhões em valor de mercado, deixando o token em torno de US$ 47 bilhões.
A receita dos aplicativos é o dinheiro que eles realmente retêm dos usuários. Não se trata da contagem de transações, que pode ser inflada por bots, nem do valor total bloqueado, que pode oscilar com os preços dos tokens. São as taxas reais pagas para usar os produtos na blockchain, o que a torna o indicador mais próximo de um produto adequado ao mercado que as criptomoedas têm. Os aplicativos Solana arrecadaram mais do que qualquer outra rede em maio, ampliando a liderança que a blockchain manteve durante a maior parte do último ano.
A maior parte da receita dos aplicativos na rede atualmente vem de negociações e lançamentos de tokens. Só o Pump.fun foi responsável por cerca de 42% da receita dos aplicativos Solana no primeiro trimestre deste ano. O fator que importa para o preço do token é que a receita flui para as equipes dos aplicativos, não para os detentores de SOL. O uso prova que as pessoas querem os produtos. Nunca foi uma prova de que elas querem SOL, e as oito velas vermelhas representam essa lacuna no gráfico.

Apesar de um mês fraco para a classe de ativos, Solana mostram que a demanda institucional permaneceu estável. Dados da SoSoValue destacaram que Solana encerraram o mês de maio com entradas acumuladas de US$ 115,34 milhões, sem registrar um único dia de saídas durante todo o mês. Isso ocorreu mesmo com Bitcoin apresentando fluxos negativos em maio, de -US$ 2,43 bilhões, seu pior mês desde novembro, e Ethereum registrando saídas de -US$ 540,88 milhões. O mês positivo para os ETFs SOL em maio significa que os fluxos mensais positivos desde o lançamento em outubro do ano passado permanecem intactos.
A sequência de quedas parece pior isoladamente do que em contexto. Bitcoin completou seu terceiro mês de perdas em 2026 e abriu junho abaixo de US$ 72 mil, Ethereum caiu para menos de US$ 2 mil e a capitalização total do mercado de criptomoedas ficou próxima de US$ 2,46 trilhões. A Messari descreveu o primeiro trimestre como o mercado entrando em uma fase de baixa declarada. A queda de oito meses do SOL é a versão mais acentuada de uma tendência que se opôs a quase todos os principais ativos.
Os catalisadores para uma alta estão em jogo. A atualização do Alpenglow visa a finalidade próxima a 150ms, a demanda por ETFs continua forte e o valor dos ativos ponderados pelo risco (RWA) da Solana cresceu 43% no primeiro trimestre, chegando a cerca de US$ 2 bilhões. Os riscos, porém, são igualmente reais. A alavancagem ainda está sendo reduzida, a receita proveniente de negociações pode diminuir se o ciclo de lançamento esfriar, e a concorrência está acirrada, com a Hyperliquid agora superando todas as outras blockchains em receita de taxas em 2026.
Junho começou com a SOL perto de US$ 80 e uma nova vela mensal. Se mantiver esse nível, a sequência de oito quedas termina. Se cair, a sequência de nove quedas entra em vista.
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