França pode estar a caminho de “difícil retorno à realidade” – ING
- Powell enfrenta dilema sobre taxas de juros, já que a guerra com o Irã eleva os preços da energia e obscurece as perspectivas de inflação
- Previsão do preço da prata: XAG/USD cai para a menor cotação em três semanas, abaixo de US$ 80, antes da decisão do Fed
- O ouro sobe devido às tensões no Oriente Médio; os temores de inflação moderam as apostas em cortes nas taxas de juros e limitam os ganhos
- Por que o dinheiro das criptomoedas está inundando as eleições de meio de mandato de 2026?
- Analistas pressionam a Nvidia para que divulgue suas metas e planos cash para 2027
- O ouro se recupera da mínima de um mês, com as tensões geopolíticas e a desvalorização do dólar americano servindo de suporte

Investing.com – Com déficits fiscais robustos e dívida elevada, o que compromete o potencial de crescimento, o cenário econômico é complicado para a França, que realiza eleições a partir do final deste mês, sendo que partidos com visões opostas pretendem equalizar estes problemas – ou pelo menos mitigá-los. Relatório divulgado pelo ING Economics nesta semana afirma que a França “pode estar caminhando para um difícil retorno à realidade”.
“Não é de surpreender que a Comissão Europeia proponha colocar a França (juntamente com outros quatro países) sob Procedimentos de Défice Excessivo (PDE)”, ressalta o ING, ao acreditar que a situação política do país deve ser complicada e os indicativos não sugerem a nomeação de um primeiro-ministro favorável ao presidente.
“Qualquer desejo de romper com o passado irá provavelmente esbarrar na realidade dos números. E isto poderá acontecer muito rapidamente, uma vez que se espera que o Conselho Europeu confirme a proposta da Comissão de colocar a França sob o PDE até meados de julho, e o país terá de propor uma trajetória de ajuste fiscal até 20 de setembro”, completa o ING.
Eleições na França
As eleições legislativas devem escolher, entre 30 de junho e 7 de julho, os 577 deputados que vão atuar no Parlamento francês. O partido União Nacional, de extrema direita, lidera as pesquisas até o momento.
O União Nacional ainda não publicou um programa orçamentário com detalhes, mas Jordan Bardella avalia ser necessário ter uma postura de racionalidade e realizar uma auditoria nas finanças, incluindo no sistema de segurança social de França, antes de realizar medidas mais robustas.
O bloco do atual primeiro-ministro, Gabriel Attal, tende a indicar no seu programa, que deve ser divulgado na próxima semana, temas voltados à busca de maior equilíbrio nas contas públicas, com medidas para elevar a arrecadação e corte de gastos.
O primeiro-ministro é nomeado pelo presidente da França, mas requer maioria na Assembleia Nacional para governar.
“Se os deputados apresentarem e votarem uma moção de censura contra o governo, o primeiro-ministro é obrigado a demitir-se. O presidente pode “contra-atacar” declarando uma nova dissolução da Assembleia. Mas atenção, isso não pode ser feito no prazo de um ano após o anterior (junho de 2025)”, esclarece o ING.
No início deste mês, o presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou que dissolveria o parlamento da França e convocaria eleições legislativas, depois de derrota nas eleições europeias pelo partido de extrema-direita de Marine Le Pen.
Leia mais
Isenção de responsabilidade: este artigo representa apenas a opinião do autor e não pode ser usado como consultoria de investimento. O conteúdo do artigo é apenas para referência. Os leitores não devem tomar este artigo como base para investimento. Antes de tomar qualquer decisão de investimento, procure orientação profissional independente para garantir que você entenda os riscos.
Os Contratos por Diferença (CFDs) são produtos alavancados que podem resultar na perda de todo o seu capital. Esses produtos não são adequados para todos os clientes; por favor, invista com rigor. Consulte este arquivo para obter mais informações.



